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·04 de agosto de 2026

Mattheus Montenegro revela negociação por nova proposta de SAF do Fluminense e mira aumento no aporte inicial

Imagem do artigo:Mattheus Montenegro revela negociação por nova proposta de SAF do Fluminense e mira aumento no aporte inicial

O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirmou nesta terça-feira (4) que o clube espera uma nova proposta da Lazuli Partners para a aquisição da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O dirigente participou de uma mesa de debate durante a Rio Innovation Week, realizada na região portuária do Rio de Janeiro, e falou sobre o andamento das negociações e os próximos passos do processo.

Segundo Montenegro, a primeira oferta apresentada pelo grupo de investidores ainda passa por ajustes antes de ser levada novamente para análise do Conselho Deliberativo do clube. O principal objetivo da diretoria tricolor é elevar o valor do aporte inicial previsto no acordo.


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Ela (a proposta) não passou por lugar nenhum porque estamos negociando para melhorar a proposta. Objetivo é aumentar o cheque inicial de quinhentos (milhões de reais) e negociações por outros pontos do contrato. Assim que essa negociação terminar, vou fazer outra reunião do conselho com essa nova proposta — afirmou o presidente.

A proposta inicial da Lazuli Partners previa um investimento total de R$ 6,9 bilhões ao longo de dez anos, além de um aporte inicial de R$ 500 milhões e a assunção da dívida do clube, estimada em R$ 871 milhões. Os valores, no entanto, foram considerados abaixo das expectativas pela gestão tricolor, que trabalha para apresentar uma nova versão do acordo.

Durante o evento, Montenegro também destacou que a escolha de um eventual investidor precisa levar em consideração a relação com o Fluminense e sua torcida. Para o presidente, o processo não deve ser conduzido apenas pelo aspecto financeiro, mas também pela identificação com o clube.

Acho que a primeira coisa é saber bem quem é o investidor. Na minha concepção é vender para alguém que está no Brasil e você saiba quem é. Mesmo por um valor maior, não venderia para um árabe. Porque não conhece o clube, não sabe o que a torcida almeja. Para mim, não funciona. O futebol não foi feito para dar dinheiro. Se tem alguém querendo botar em busca de retorno, a conta não fecha. A Selic rende 15%. Nenhum clube de futebol no mundo vai te dar esse retorno. O ponto da SAF é o clube deixar de pertencer ao torcedor. O meio do caminho é procurar que invista quem ame o clube — declarou.

O presidente reforçou ainda que a intenção da diretoria é manter o processo com transparência para sócios e torcedores. Segundo ele, todos os documentos e detalhes da negociação serão apresentados antes de qualquer decisão definitiva.

Dizem que o processo não está sendo transparente. Eu desafio alguém a achar algum mais transparente que o do Fluminense. Eu vou abrir tudo da primeira página à última. (…) O objetivo é melhorar a proposta e mostrar todos os documentos para o torcedor. Fazer um debate sobre o futuro do Fluminense como SAF e associativo — disse.

Caso a nova proposta avance, o projeto ainda precisará passar por diferentes etapas dentro do clube, incluindo análises de comissões formadas por conselheiros e sócios. A decisão final sobre a criação e venda da SAF será definida por votação dos associados do Fluminense.

Além da SAF, Montenegro também comentou outros temas ligados ao futuro do futebol brasileiro, como a criação de uma liga nacional, os debates envolvendo a governança da FFU e a relação entre clubes e investidores.

Sobre uma possível liga, o dirigente classificou o cenário como de incerteza e defendeu maior união entre as equipes.

Em uma palavra: incerteza. Ninguém sabe o que vai acontecer. Para o futebol brasileiro decolar precisa de liga e fair play financeiro. São duas coisas que precisam para ter mais dinheiro no futebol. A conversa não está acontecendo entre os clubes. A CBF assumiu o protagonismo nessa questão — afirmou.

Ao falar sobre seu futuro após o mandato, o presidente tricolor afirmou que, caso a SAF seja aprovada nos moldes desejados pela gestão, pretende continuar ligado ao clube em uma função administrativa e, posteriormente, retornar ao papel de torcedor.

Meu objetivo seria cumprir o mandato fazendo parte do conselho. Espero que tudo dê certo, que o Fluminense consiga pagar as dívidas, seja campeão. E que eu possa voltar para a arquibancada e ver os jogos bebendo com meus amigos. Com o Fluminense sendo cada vez maior — finalizou.

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