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·18 de abril de 2026

Mauro Xavier: “Varandas pediu e teve um Pinheiro para o dérbi”

Imagem do artigo:Mauro Xavier: “Varandas pediu e teve um Pinheiro para o dérbi”

Texto da autoria de Mauro Xavier

Frederico Varandas, ao bom estilo de uma criança a quem fazem sempre as vontades, pediu uma prenda a Pedro Proença, o seu Pai Natal, e este deu-lhe um Pinheiro para o dérbi. É o trenó da FPF, puxado pelas renas, sempre com o GPS apontado para Alvalade. Com Proença a descer pela chaminé, Varandas sabe que terá sempre uma prenda no sapatinho.


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Frederico Varandas fala como quem descobriu a moralidade num manual esquecido entre um tratado de medicina e um guião de super-heróis. Em cada aparição, apresenta-se como o homem puro, o diferente, o último bastião contra a corrupção. O único que ganha por mérito.

Aponta o dedo ao Apito Dourado, a tudo o que mexe. Menos ao que já mexeu dentro de casa. A história, essa incómoda, lembra-se de Paulo Pereira Cristóvão, dirigente condenado por depositar dinheiro na conta de um árbitro. Mas essa parte, para Varandas, já não merece ser chamada de “vergonha para o futebol português”.

Depois há o futebol jogado. Pisões na cabeça que passam. Festas na cara que viram penáltis milagrosos nos descontos. Pequenos fenómenos de fé. Coincidências, claro.

Nada que não se resolva com uma conferência segura e mais uma tese moral, enquanto o apito vai servindo de banda sonora.

Varandas faz lembrar uma personagem trágico-cómica. Um imperador, como Commodus, que denuncia a decadência enquanto se senta nela. Um químico, como Walter White, que condena a droga enquanto monta o laboratório.

Que no dérbi vença o melhor em campo. E que, desta vez, o campo não esteja inclinado.

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