Jogada10
·19 de julho de 2026
Mbappé admite primeiro tempo inaceitável da França

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Kylian Mbappé fez uma dura autocrítica após a derrota da França por 6 a 4 para a Inglaterra, neste sábado (18), na disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo. O capitão reconheceu que a atuação francesa no primeiro tempo foi inaceitável e poderia ser interpretada como falta de respeito à camisa. Apesar disso, defendeu o elenco e garantiu que o resultado não diminuirá o legado de Didier Deschamps.
A França terminou a etapa inicial perdendo por 4 a 0. Declan Rice abriu o placar aos dois minutos, enquanto Konsa ampliou aos 17. Depois, Saka marcou duas vezes e encaminhou a vitória inglesa antes do intervalo. Os franceses reagiram no segundo tempo, chegaram a diminuir a diferença para um gol, mas sofreram mais dois e encerraram a competição na quarta colocação.
Segundo Mbappé, os jogadores entraram em campo ainda abalados pela eliminação diante da Espanha na semifinal. A equipe demorou a responder emocionalmente e só despertou depois de sofrer quatro gols. Para o atacante, porém, nenhuma frustração justificava a postura apresentada nos primeiros 45 minutos.
O capitão afirmou que a França precisava ter defendido melhor a própria camisa. Além disso, admitiu que o comportamento da equipe poderia transmitir uma imagem de desinteresse. Mbappé também lamentou que o primeiro tempo tenha dado a impressão de que os jogadores abandonaram Deschamps justamente na despedida do treinador.

Após ser goleada por 4 a 0 no primeiro tempo, França reagiu na segunda etapa, mas não conseguiu a virada – Foto: Jamie Squire/Getty Images
Didier Deschamps fez quatro mudanças durante o intervalo. Upamecano, Digne, Dembélé e Barcola entraram nos lugares de Konaté, Theo Hernández, Cherki e Doué. Assim, a França voltou com outra intensidade e reduziu rapidamente a desvantagem.
Mbappé marcou aos dois minutos. Logo depois, aos oito, deu o passe para Barcola fazer o segundo. Já aos 20, o capitão tabelou com Olise e balançou as redes novamente. A França passou a pressionar em busca de um empate que representaria uma reação inédita em Copas.
O atacante considerou que a equipe voltou a atuar como uma seleção de alto nível no segundo tempo. Entretanto, reconheceu que a reação não apaga o início desastroso. A Inglaterra suportou a pressão e marcou o quinto gol em uma cobrança de pênalti de Saka. Nos acréscimos, Dembélé diminuiu, mas Bellingham fechou o placar em 6 a 4.
Antes da partida, Mbappé já havia prestado uma homenagem pública a Deschamps. O atacante afirmou que as pessoas nem sempre reconheceram a grandeza do treinador, mas que o tempo e a história fariam esse julgamento. A manifestação ganhou ainda mais peso porque o duelo contra os ingleses marcou o fim de uma trajetória iniciada em 2012.
Após a derrota, o camisa 10 reforçou essa posição. Para ele, uma partida ruim não pode apagar as conquistas acumuladas por Deschamps. Como técnico, o ex-volante conduziu a França ao título mundial de 2018 e ao vice em 2022. Além disso, venceu a Liga das Nações e disputou a final da Eurocopa de 2016.
Apesar da derrota, Mbappé deixou o Mundial com mais uma marca histórica. Os dois gols contra a Inglaterra elevaram seu total para 22 em Copas. Assim, o francês assumiu isoladamente a liderança da artilharia masculina do torneio.
Antes da disputa do terceiro lugar, Mbappé tinha 20 gols em 20 partidas. Ele havia marcado quatro vezes em 2018, oito em 2022 e outras oito na edição de 2026. Com o novo bis, ultrapassou os concorrentes e ampliou sua coleção de recordes na competição.
Entretanto, o atacante minimizou a conquista individual. Mbappé afirmou que preferia não ter alcançado a marca e estar classificado para a final. Além disso, lembrou que Lionel Messi ainda poderia voltar a marcar na decisão entre Argentina e Espanha.
Dessa forma, o capitão encerrou o Mundial dividido entre a importância histórica do recorde e a frustração pelo desempenho coletivo. A França reagiu no segundo tempo diante da Inglaterra, mas não evitou a derrota. Ainda assim, Mbappé fez questão de separar o resultado do tamanho de Deschamps na história da seleção.







































