Central do Timão
·13 de agosto de 2026
Meia do Corinthians lamenta saída de Memphis Depay e fala sobre processo de blindagem do elenco

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·13 de agosto de 2026

Durante a noite da próxima terça-feira (13), às 21h30 (de Brasília), o Corinthians enfrenta o Rosário Central, da Argentina, no Estádio Gigante Arroyito, em confronto de ida das oitavas de final da Conmebol Libertadores de 2026. Na primeira etapa da competição internacional, o Alvinegro foi o líder do Grupo E com 11 pontos, enquanto o adversário ficou na segunda colocação da chave H com 13 pontos.
O meia Rodrigo Garro concedeu entrevista coletiva à imprensa às vésperas da partida e foi questionado sobre a saída do atacante Memphis Depay, que não teve seu contrato renovado, e detalhou o processo de blindagem do elenco em relação à situação. O argentino também respondeu sobre a possibilidade de volta a jogar com a camisa 10, que estava com o neerlandês desde o começo de 2025, além de uma projeção do confronto em Rosário, diferenças de jogar com Pedro Raul e Yuri Alberto. Por fim, Garro chegou a ser perguntado sobre uma história de infância curiosas com o rival do Timão na próxima noite.

Foto: Henrique Vigliotti/Central do Timão
Confira abaixo as respostas de Rodrigo Garro aos jornalistas na entrevista coletiva:
Saída do atacante Memphis Depay
“Infelizmente a gente não vai poder ter o Memphis conosco, claramente é uma situação difícil que a gente não controla, mas no futebol é assim, as coisas acontecem. Nós como grupo, nós como líderes, temos que tentar proteger o elenco dessas coisas, tem coisas que a gente escuta, que a gente vê, infelizmente as coisas chegam, mas a prioridade tem que ser o jogo de amanhã, a prioridade tem que ser continuar com a cabeça focada no nosso objetivo, sabendo que tem coisas muito importantes para frente e que a gente sonha com coisas grandes.”
Possibilidade de voltar a jogar com a camisa 10 após a saída de Memphis Depay
“Mas também com respeito a troca de camisas, essas coisas, são coisas que eu não pensei, não estão na minha cabeça. Hoje, na verdade, estou focado em jogar futebol, em tentar apreciar de jogar futebol. Sei que por aí essas coisas podem chegar, mas, como falo, não são coisas que estou pensando, se usar a camisa 8 ou se usar a camisa 10. Estou feliz no Corinthians e quero continuar ajudando o time, seja com número que seja.”
Diferenças de jogar com Pedro Raul e Yuri Alberto
“Ele (Pedro Raul) joga mais na briga com o zagueiro e Yuri (Alberto) é um cara que ataca mais espaço. Então, seja Pedro seja Yuri, são caras de diferentes características, mas o objetivo dos dois é ajudar o time, fazer a melhor versão dentro do clube, dentro do Corinthians, acho que o Pedro vai fazer um trabalho muito bom. Fico muito feliz da postura dele para com o time e o sacrifício dele, sei que não é fácil jogar em uma posição como a que ele está jogando, onde o cara do time que é Yuri. E ele entrar nessa posição sabendo o que representa isso, ele pegou a responsabilidade, ele fez dois gols em dois jogos. Fico feliz por ele, por sua personalidade, por sua postura e acho que o tempo também vai mostrar que o Pedro Raul para mim é um grande jogador.”
Projeção da partida + Quanto os desfalques, incluindo a saída de Memphis Depay, podem afetar o Corinthians contra o Rosário Central?
“Estou feliz de estar aqui na Argentina, de enfrentar um rival como o Central no meu país. Acho que fisicamente estou bem, o time está bem, no Brasil se joga muito todos os dias, mas estamos fazendo um trabalho físico bom. Sobre as baixas, quando começou a conferência tivemos a baixa do Memphis, sabemos que são situações que excedem do nosso controle, que são questões de diretoria. É lógico que o Memphis é um jogador muito importante para nós, de uma hierarquia e condições incríveis, onde ajuda muito o time, mas como disse, são coisas que não controlamos. Hoje temos que focar nas coisas que controlamos, que são do campo para dentro, e fazer o melhor, que acho que isso vai nos levar a cumprir nosso objetivo.”
Expectativa de enfrentar o Rosário com a pressão da torcida adversária
“Sim, o jogo de amanhã é um jogo de muita energia, de muita vontade, acho que são jogos que a gente se prepara sempre para jogar, um jogo de muita responsabilidade, um jogo onde tem muitas coisas. Mas também para disfrutar, com responsabilidade, com compromisso, que acho que o grupo tem isso. Um jogo onde a torcida, sem dúvida, joga também o seu papel. Acho que a gente está acostumado com uma torcida quente, com uma torcida que apoia 90 minutos. A gente joga todo jogo em casa com essa torcida. Sabemos o que representa. Então, para nós isso é normal.”
O Corinthians está encontrando um jeito de jogar mais ‘maduro’?
“O sistema de jogo é muito coletivo. Todo mundo se move, todo mundo joga, todo mundo pede a bola, todo mundo marca, todo mundo corre. Então o grupo e o time se vão amoldando as características do jogador que está jogando. Como você falou, o jogo de Inter (volta das oitavas da Copa do Brasil, vitória por 2 x 1, mas eliminado na soma dos placares), a gente conseguiu levar a vantagem por um gol de Pedro. E no jogo do Bragantino (pelo Brasileirão, fora de casa, vitória por 2 x 0) também, em um cruzamento de Matheuzinho, conseguimos fazer o segundo gol. Então é isso, por isso falo que é coletivo. Não é Yuri, não é Pedro, não é Garro. É um jogo coletivo em que todo mundo se dedica para o time e para um bem maior que o Corinthians.”
História de infância com o Rosário Central-ARG
“Sim, eu, quando saí de casa, fiz um teste aqui para jogar no Newell´s. Infelizmente não aconteceu, são coisas do futebol que acontecem. Depois daí saí, fui para a fundação de Messi, sou muito grato também às pessoas que me ajudaram nesse momento. O Rosário só me traz lembrança de aprendizagem, de coisa bonita que vi aqui. Muitas pessoas me ajudaram nessa cidade, sobretudo esse time do Newell´s, que me ajudou muito. Então sou muito grato por isso, sou muito grato pelas coisas que aconteceram e pelas que não. Mas saí quando era muito pequeno, perto de jogar no Newell’s. Depois joguei na fundação de Messi e depois fui para o (Atlético) Rafaela.”
Números de Rodrigo Garro pelo Corinthians
Contratado em janeiro de 2024 depois de se destacar atuando pelo Talleres, da Argentina, o meia Rodrigo Garro acumula 18 gols e 33 assistências em 140 jogos (113 como titular), sendo 62 vitórias, 39 empates e 39 derrotas, com a camisa corinthiana. Em sua primeira temporada, foi fundamental na arrancada da equipe no Campeonato Brasileiro (do Z4 à Pré-Libertadores – sétima posição com 56 pontos), ostentando a condição de maior garçom daquela edição da competição nacional (10) – Seleção Bola de Prata da ESPN Brasil.
Na temporada 2025, apesar de sofrer com problemas físicos no joelho e na panturrilha, fez parte das conquistas do Campeonato Paulista e Copa do Brasil, diante de Palmeiras e Vasco da Gama, respectivamente. Neste ano, é o líder de assistências do Timão – três gols e 11 assistências em 39 partidas integrando o time campeão da Supercopa do Brasil, contra o Flamengo, em Brasília.
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