Central do Timão
·12 de agosto de 2026
Meio-campista do Corinthians é destaque no site da FIFA e comenta sonho de jogar pela Seleção Brasileira

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·12 de agosto de 2026

O jovem meia Breno Bidon tem se consolidado cada vez mais como um dos destaques Corinthians e vive a expectativa de se tornar um dos novos nomes nas convocações da Seleção Brasileira. Aos 21 anos, o meio-campista integra a nova geração que pode ganhar espaço no próximo ciclo da equipe nacional, agora comandada por Carlo Ancelotti.
O treinador italiano já sinalizou a intenção de observar novos nomes e promover uma renovação no elenco brasileiro, especialmente no setor de meio-campo. Nesse cenário, Bidon surge como uma das alternativas que podem ser acompanhadas de perto pela comissão técnica.

Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Formado nas categorias de base do Corinthians, o jogador já se aproxima da marca de 150 partidas pelo clube. Nos últimos anos, acumulou títulos importantes e passou a ganhar ainda mais reconhecimento dentro e fora do Parque São Jorge.
Em 2025, Bidon fez parte das conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. O meio-campista também teve papel de destaque na Supercopa do Brasil, contra o Flamengo, quando foi eleito o “Rei do Jogo”. A atuação chamou a atenção de Memphis Depay, que passou a defender publicamente uma oportunidade para o jovem na Seleção. “É muito inteligente, com potencial grande. Trabalha sério, tem mentalidade forte. Precisa ir para a seleção do Brasil”, disse o neerlandês.
Em entrevista à FIFA, Bidon reconheceu que sonha em vestir a camisa da Seleção principal e admitiu que acompanha com expectativa a formação do novo grupo de Ancelotti. O corinthiano também destacou a importância de continuar evoluindo para transformar o objetivo em realidade.
“Defender meu país é um sonho. Nossa Seleção caiu um pouco cedo na Copa. Mas agora é focar. Quem sabe não posso estar no próximo ciclo? Vou trabalhar bastante para chegar lá“, disse Bidon, que prosseguiu elogiando a formação brasileira de jogadores: “A base do Brasil é muito boa, somos o país do futebol, sempre surgem muitos bons jogadores. Da nossa geração já tivemos o Rayan, que fez uma boa Copa. Com certeza estão surgindo outros grandes jogadores”.
A passagem de Fernando Diniz pelo Corinthians também tem sido importante para o desenvolvimento de Breno Bidon. O treinador acompanha diariamente o meio-campista e procura trabalhar aspectos do jogo que podem ajudá-lo a alcançar um nível ainda maior.
A relação com Diniz também aproxima Bidon de outro jogador pelo qual demonstra admiração: Bruno Guimarães. O volante da Seleção trabalhou durante anos com o atual comandante corinthiano e é visto pelo jovem como uma referência para sua posição.
“Bruno fez uma Copa muito boa, é um cara da minha posição. Independentemente do pênalti perdido, fez uma Copa muito boa, destacou-se bastante, é um cara que me inspiro”, revelou o camisa 7 do Timão.
Um dos momentos mais marcantes de Bidon com a camisa corinthiana aconteceu na decisão da Copa do Brasil de 2025. Na final contra o Vasco, o meio-campista protagonizou uma jogada individual ao driblar Cauã Barros antes de participar da construção do segundo gol alvinegro, marcado por Memphis Depay.
A vitória por 2 a 1 garantiu ao Corinthians o tetracampeonato da Copa do Brasil e colocou novamente Bidon em evidência. Apesar dos elogios, do carinho da torcida e do interesse de clubes europeus, o jogador mantém a visão de que ainda está em processo de formação.
“Acho que tenho muitas capacidades a desenvolver ainda, sou muito novo, tenho 21 anos, tenho muito o que aprender, muitas coisas que ainda posso desenvolver. No clube, tem muitos jogadores experientes que me ajudam no dia a dia, muitos vêm conversar comigo, o Rodrigo Garro, por exemplo, por ser da mesma posição, me ajuda muito”, apontou.
Rodrigo Garro é um dos jogadores que mais auxiliam Bidon no cotidiano do Corinthians. Por atuarem em funções semelhantes, o argentino se tornou uma referência para o jovem, tanto nos treinamentos quanto nas partidas. O próprio Diniz também participa diretamente desse processo de evolução. Desde que assumiu o comando do Corinthians, o técnico mantém conversas frequentes com o meio-campista e procura ajudá-lo a compreender melhor diferentes situações do jogo.
“Diniz desde que chegou tem me ajudado muito para que eu desenvolva ainda mais meu futebol. Ajudado não só dentro de campo, mas fora também, já que conversa muito comigo. Ele, sempre vem conversar comigo, perguntar o que estou achando do jogo, diz o que preciso fazer”, destacou.
O treinador, inclusive, não esconde a avaliação positiva que faz do atleta e já classificou Bidon como um “postulante claro” a uma oportunidade na Seleção Brasileira.
Trajetória do meio-campista
A história de Breno Bidon no futebol não começou no Corinthians. Antes de chegar ao clube, o meio-campista passou pelas categorias de base do arquirrival Palmeiras em três oportunidades, mas acabou sendo dispensado em todas elas. Posteriormente, defendeu Portuguesa e Audax antes de chegar ao Corinthians, em 2019, para integrar o Sub-14. A descoberta aconteceu enquanto o garoto ainda atuava no futsal pelo Clube Esportivo da Penha, na Zona Leste de São Paulo.
Robson Zimerman, que trabalhava como observador das categorias de base do Corinthians, acompanhou uma competição de futsal Sub-14 em Caieiras e se impressionou com o desempenho do jovem.
“Ele jogava futsal pelo Penha e, ao analisar o perfil, vimos que era um menino com nível de projeção muito alto. Então tive uma abordagem com a Andreia e com o Gláucio [pais de Breno] para que ele pudesse passar uma semana em avaliação no Corinthians, para o futebol de campo”, relembra.
A adaptação ao futebol de campo aconteceu rapidamente. Após os primeiros treinamentos, Bidon passou a trabalhar com um grupo de categoria superior e recebeu a aprovação para permanecer no clube.
“Ele se apresentou, fez o processo, com dois dias o treinador já pediu para ele que ele fosse treinar junto com o grupo e na semana seguinte tivemos a aprovação. Dos 14 até agora, o nível de crescimento foi absurdo. Ele não tinha um nível de força tão elevado, evoluiu movimentação, competitividade. Tudo foi desenvolvido”, comentou o profissional.
A trajetória nas categorias de base ganhou capítulos importantes nos anos seguintes. Bidon foi campeão paulista Sub-17 em 2021 e conquistou a Copa São Paulo de 2024, torneio no qual terminou eleito o melhor jogador da competição.
O vínculo com o Corinthians também tem um componente familiar. Antes de Breno, seu avô, Cícero Andrade, teve passagem pelo clube, atuando como goleiro no time amador.
A ascensão de Bidon também chamou a atenção de Danilo, ex-meio-campista que conquistou a Libertadores e o Mundial de Clubes da FIFA por São Paulo e Corinthians. Na época em que comandava o Sub-20 corinthiano, Danilo recomendou a Ramon Menezes que observasse com atenção o jovem.
A indicação surtiu efeito. Ramon, então responsável pela Seleção Brasileira Sub-20, convocou Bidon para o Sul-Americano de 2025 e encontrou uma função em que o corinthiano conseguiu mostrar suas principais características. “Breno foi um dos melhores atletas que eu trabalhei dentro desta posição”, disse Ramon à FIFA.
Atuando como segundo homem do meio-campo, Bidon ganhou liberdade para participar da construção das jogadas e também contribuir defensivamente. Ramon ficou especialmente impressionado com a inteligência do jogador para ocupar os espaços e tomar decisões.
“Ele tem uma inteligência de jogo absurda para tudo: na parte defensiva, a capacidade de colocação dentro de campo, além do potencial técnico e posicionamento ofensivo. E com aquela coisa própria do futebol brasileiro, que e o improviso, a criatividade dos grandes jogadores”, avalia. “Com ele, você consegue ficar com a bola, pois é um jogador que gosta da bola. Mas também é o jogador do passe vertical, na recuperação da bola, ele já arma o time na transição”, analisou o treinador.
Ramon Menezes também relembrou uma característica que considera marcante no futebol de Bidon: a capacidade de criar soluções quando recebe a bola e encontrar alternativas para acelerar as jogadas.
“Na Copa do Brasil, fez aquela jogada contra o Vasco, mas conosco também teve um lance semelhante contra o Uruguai, quando deu uma bola de letra. Breno precisa ver o jogo de frente quando a gente recupera a bola. Talvez ele não seja aquele jogador do pressionar, mas também consegue fazer. Embora às vezes apareça como surpresa para tentar fazer o gol, sinto que ele tem o prazer de fazer as jogadas, pois e joga para o time“, completou.







































