Esporte News Mundo
·19 de fevereiro de 2026
Mesmo com derrota, Botafogo volta vivo para o Rio e encontra caminhos para buscar classificação

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Nesta quarta-feira (18), o Botafogo foi à Bolívia com uma missão clara: sobreviver para o jogo de volta, no Nilton Santos. E apesar do resultado, o time de Martín Anselmi segue vivo em busca de uma vaga na fase de grupos da Libertadores.
Dado o devido contexto, com altitude, desfalques e o retrospecto de times brasileiros nesse ambiente, o Glorioso teve bons momentos na partida. Principalmente na etapa inicial, a torcida alvinegra teve motivos para se animar para o jogo da volta. Vamos destrinchar alguns pontos a seguir.
Em um início de partida pouco jogado, de muitos chutões, as principais chances do Nacional Potosí surgiram de erros na saída de bola do Botafogo ou contra-ataques. Com muitos erros de passe, o time carioca cedeu boas chances à equipe da casa perto do gol de Léo Linck, todas mal aproveitadas pelo baixo nível técnico dos bolivianos. Vale destacar a boa atuação do goleiro na meta alvinegra, posição bastante questionada nesse início de temporada.
Além disso, o Botafogo sentiu muitas dificuldades em proteger os espaços entre as linhas defensivas, sofrendo com infiltrações e bolas em profundidade. Em sua primeira partida pelo Glorioso, Wallace Davi tentou fechar esse espaço, mas sem muito sucesso.
Entre erros e o cansaço, Anselmi viu sua equipe conseguir segurar o adversário com seu 5-4-1 e encaixar bons contra-ataques como no clássico contra o Flamengo. Superando uma bola na trave e finalizações perigosas, o Botafogo foi carregado ao ataque com Montoro e Barreras, além de Alex Telles, Vitinho e Newton, quando o fôlego permitia a subida ao ataque. Sem Danilo, o camisa 10 foi responsável por ser a engrenagem ofensiva do Glorioso e se saiu bem em determinados momentos.
Apesar do esforço, Matheus Martins foi o destaque negativo no primeiro tempo. O atacante teve a melhor chance da partida até então, saindo cara a cara com Pedro Galindo, goleiro do Nacional, mas sem efetividade.
Sem a mesma sorte e falta de qualidade técnica do Nacional Potosí, Baldomar abriu o placar logo no primeiro minuto da segunda etapa em bela jogada ensaiada. Dez minutos depois, Montoro perdeu outra chance inacreditável para o Glorioso, com uma bola na trave que poderia mudar a sequência do jogo.
Desse ponto em diante, o roteiro do segundo tempo foi parecido com o do primeiro. A equipe de Leonardo Eguez foi volumoso no ataque, mas sem muita qualidade. Teve um gol anulado e algumas chances perigosas, mas não converteu o perigo em mudanças no placar, o que poderia ter colocado em risco a classificação alvinegra.
Com o cansaço, os contra-ataques do Botafogo se tornaram menos frequentes, aumentando ainda mais os erros de passe. Aos 34 minutos, Alex Telles quase empatou em cobrança de falta.
Sendo assim, tudo aberto para o jogo de volta na próxima quarta-feira (25), às 21h30, no Nilton Santos. Principalmente levando em consideração as boas chances criadas pelo time carioca e o baixo nível técnico do adversário.
Sem o critério do gol fora de casa, basta uma vitória simples para levar o jogo para os pênaltis. Um triunfo por dois gols de diferença dá a classificação direta para o Glorioso. O próximo confronto da equipe de Martín Anselmi será neste sábado (28), às 19h30, pela ida das semifinais da Taça Rio. O palco da decisão será o Nilton Santos.









































