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Revista Colorada

·29 de maio de 2026

Mesmo com problemas financeiros, Inter “escapa” de liderar lista indesejada do futebol

Imagem do artigo:Mesmo com problemas financeiros, Inter “escapa” de liderar lista indesejada do futebol

Todo mundo sabe que a situação financeira do Internacional não é das melhores. Mas, existem clubes que estão em situação muito pior. É o que mostra um levantamento feito sobre as dívidas dos times das Séries A e B.

As dívidas acumuladas pelos clubes das Séries A e B do futebol brasileiro chegaram a R$ 17,3 bilhões em 2025, segundo dados do Relatório Convocados 2026*. O montante representa um crescimento de 15% em relação ao ano anterior.


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O principal fator para o aumento foi a elevação das chamadas dívidas operacionais, que incluem valores relacionados a pagamentos para federações, clubes, empresários, fornecedores, adiantamentos de receitas de televisão e publicidade, além de salários e direitos de imagem.

Em 2024, as dívidas operacionais somavam R$ 6,9 bilhões. Já em 2025, o valor saltou para R$ 8,5 bilhões, crescimento impulsionado principalmente pelos altos investimentos em contratações de jogadores.

Por outro lado, as dívidas onerosas — ligadas a empréstimos e financiamentos junto a instituições financeiras — apresentaram leve redução, passando de R$ 3,6 bilhões para R$ 3,5 bilhões.

Três clubes aparecem em destaque na lista de devedores

Três clubes concentram boa parte do endividamento total do futebol brasileiro: Atlético-MG, Botafogo e Corinthians. Juntos, eles representam cerca de 43% da dívida total registrada no levantamento.

O Atlético-MG aparece no topo, com R$ 2,63 bilhões em dívidas. Logo atrás surgem Botafogo, com R$ 2,52 bilhões, e Corinthians, com R$ 2,46 bilhões.

Ao analisar os casos mais preocupantes de gestão financeira no país, o economista César Grafietti destacou ao portal UOL, justamente Atlético-MG, Corinthians, Botafogo e também o Vasco da Gama.

O Corinthians segue enfrentando dificuldades para crescer estruturalmente. Já o Atlético começa neste ano um processo de reorganização financeira”, avaliou.

Grafietti explicou ainda que parte relevante das dívidas de Atlético-MG e Corinthians está ligada ao financiamento de seus estádios, fator que aumenta consideravelmente o comprometimento financeiro dos clubes.

Mesmo assim, o especialista aponta que boa parte do problema também passa pelo tradicional desequilíbrio operacional vivido por muitos clubes brasileiros.

“Os gastos ficaram acima da capacidade real de geração de caixa. Houve inflação nas folhas salariais e contratações sem respaldo financeiro adequado. Quando se somam investimentos pesados em infraestrutura com descontrole nos custos do futebol, o resultado é um cenário de sufocamento financeiro”, analisou.

No caso do Corinthians, Grafietti entende que o custo atual da folha salarial não foge tanto da realidade do mercado. O principal problema, segundo ele, está no volume de dívidas acumuladas ao longo dos anos e nos altos juros pagos mensalmente.

Já Atlético-MG e Botafogo adotaram modelos mais agressivos de investimento esportivo recentemente, elevando significativamente o custo dos elencos em comparação às receitas geradas.

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