Messi, 39 anos: veja 39 momentos especiais da vida do artilheiro das Copas | OneFootball

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·24 de junho de 2026

Messi, 39 anos: veja 39 momentos especiais da vida do artilheiro das Copas

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Será que o Messi de 20 anos atrás, de vasta cabeleira e cheio de sonhos, imaginaria comemorar seu 39º aniversário como o maior protagonista de uma Copa do Mundo? Melhor ainda, como o principal artilheiro da história da competição e um dos nomes lendários do esporte em todos os tempos?

Mais do que nunca, este 24 de junho de 2026 é a data de Lionel. Do ídolo da Argentina e do futebol. Não por acaso, cai em época do maior torneio de seleções. Só não é a sexta vez que isso ocorre, porque, de todas que ele disputou, a Copa de 2022, no Catar, foi em novembro. E foi também a da coroação do tri de seu país.


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O Jogada10 preparou um material especial, em forma de linha do tempo, e destacou 39 momentos especiais da vida e da carreira do camisa 10. Desde o começo no Barcelona até os históricos gols de dois dias atrás, contra a Áustria. Para nunca esquecermos a importância de seus feitos assombrosos.

Adeus à sua terra aos 12 anos

Em 1999, o primeiro passo para o estrelato foi dado. Afinal, foi nesse ano que Lionel chamou a atenção do Barcelona, que viria a ser sua casa por mais de duas décadas. Ele jogava pelo Newell’s Old Boys contra garotos muito maiores e driblava quem estivesse à sua frente.

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Messi, novinho, ainda pouco acostumado aos gols pelo Barça – Foto: Divulgação / FC Barcelona

Enfim, a estreia na base do Barça

Por questões burocráticas (era estrangeiro e menor de idade), só treinou por mais de uma temporada. Até 7 de abril de 2001, quando pôde estrear na base do clube catalão. Com a camisa 9, fez um gol na vitória por 3 a 0 sobre o Amposta.

Primeira lesão grave

Uma semana depois, Messi fraturou a tíbula, aos 13 anos, e temeu ter que encerrar precocemente os planos de uma carreira de sucesso no futebol.

Um recorde absoluto

Recuperado, voltou no começo de 2002 e marcou nada menos do que 38 gols em 31 partidas. Um recorde nas categorias de base do Barça, que assombrou companheiros e adversários. Era o nascimento de um gênio?

Quatro “promoções” em um ano

Imagine você ser promovido em seu emprego quatro vezes no mesmo ano. Foi o que o aconteceu com o prodígio, entre 16 e 17 anos, na temporada 2003/2004, passando por quatro equipes entre o primeiro estágio de juvenil até o equivalente ao Barcelona B – hoje, chamado de Barça Atlètic.

O amistoso em Portugal

O Porto convidou o time blaugrana para um amistoso festivo. A ocasião era a inauguração do novo Estádio do Dragão. Lionel Messi entrou aos 29 minutos do segundo tempo. Era 16 de novembro de 2003. E o baixinho argentino tinha só 16 anos.

O “debut” na La Liga

Já em 16 de outubro de 2004, enfim, Messi foi a campo pela equipe principal em um jogo oficial – o clássico catalão contra o Espanyol. Ainda aos 17 anos, substituiu o luso-brasileiro Deco no segundo tempo e deu poucos toques na bola em sete minutos. O técnico era o holandês Frank Rijkaard.

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Ronaldinho teve Messi (que ainda usava a camisa 30) como xodó – Foto: Divulgação / FC Barcelona

Gol e afagos de Ronaldinho

Demorou um pouco, mas o primeiro gol da carreira profissional foi inesquecível. Afinal, ele veio após passe genial do amigo e mentor Ronaldinho Gaúcho, à época com 25 anos. O calendário indicava 1º de maio de 2005. E a vítima foi o Albacete.

Campeão mundial sub-20

Era de se esperar que a Argentina começasse a colher resultados com o projeto de craque. Então, entre junho e julho de 2005, Messi marcou seis gols no Mundial sub-20, incluindo um sobre o Brasil, na semifinal, e dois na final diante da Nigéria. Dessa forma, o moleque tímido de Rosário se tornou artilheiro e, claro, melhor jogador da competição. Além de ter rompido a maioridade.

1º título espanhol e da Liga dos Campeões

Com mais espaço no time, Messi já sonhava com títulos. E eles vieram na excelente temporada do Barça de 2005/2006. No entanto, ficou fora da decisão da Liga dos Campeões, contra o Arsenal, por conta de uma lesão muscular. Ele fez seis gols na campanha do título espanhol.

1º jogo e 1º gol em Copa

Vinte anos e oito dias atrás, o meia-atacante estreou em uma Copa do Mundo. Reserva da seleção de José Pekerman, em 2006, entrou no segundo tempo na goleada sobre a Sérvia, pela fase de grupos, e marcou um dos gols do 6 a 0. Comemorou, enlouquecido, como se fosse uma final. Com quase 19 anos, Messi foi o jogador argentino mais jovem a balançar as redes na história da competição. No geral, a estatística ainda tem um certo Pelé no topo, com seus gols no título de 1958, aos 17.

Hat-trick

Ainda sob o comando de Frank Rijkaard, o craque se tornou titular absoluto do time em 2006-2007 e dividiu a responsabilidade ofensiva com Iniesta, Ronaldinho e Eto’o. Seu primeiro hat-trick (três gols em um só jogo) no profissional foi em 10 de março de 2007, contra o arquirrival Real Madrid, no Camp Nou.

O amor está no ar

Pela primeira vez, Messi confirmou que estava namorando. Mais do que isso, estava enamorado. A moça se chamava Antonella, uma paixão da infância em Rosário. O craque foi à Argentina consolá-la, dois anos antes, após a morte de uma amiga em acidente de trânsito. O gesto mexeu com a morena, que se mudou para a Espanha para iniciarem um relacionamento. Pais de três filhos, eles estão juntos até hoje.

À lá Maradona

Canhoto, baixinho e genial. Apesar de raros, os atributos não eram novidade na Argentina. Pouco a pouco, Lionel dava sinais de que podia ser tão bom quanto Diego. Em abril de 2007, a defesa do Getafe não foi capaz de conter o arranque e os dribles dele em um dos gols mais bonitos da história da La Liga. A comparação foi imediata – afinal, era uma recriação do golaço que Maradona fez contra a Inglaterra, na Copa de 1986.

Ouro olímpico

Maior esperança da Argentina, Messi assumiu a camisa 10 e arrebentou nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. Assim, garantiu a segunda medalha de ouro consecutiva para seu país no futebol. Na campanha teve vitória por 3 a 0 sobre o Brasil.

Gol em final de Champions… de cabeça!

Aos 21 anos, foi decisivo para a conquista da Liga dos Campeões pelo Barça, em maio de 2009. Não só pelos gols e assistências na campanha, mas porque marcou na final pela primeira vez. Acredite ou não, foi de cabeça. Com 1.69m, La Pulga (seu apelido) mostrou que o tratamento para crescer, que o acompanhou na adolescência, valeu a pena. A vitória por 2 a 0 foi sobre o Manchester United, do futuro super concorrente Cristiano Ronaldo.

Primeira Bola de Ouro

Não dava mais para ignorar. Depois de ficar em segundo lugar por duas vezes (perdeu para Kaká e CR7, respectivamente), Messi ganhou seu primeiro título de Bola de Ouro, em 2009, sendo reconhecido como o melhor da temporada. Ele tinha 22 anos.

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Messi com um de seus troféus Bola de Ouro – Foto: Reprodução

2º, 3º, 4º prêmios seguidos

Vamos pular a repetição – inédita! – da premiação. Afinal, embora obviamente todas valham o registro, o argentino dominou o cenário mundial por pelo menos quatro anos, tornando as disputas do futebol um tantinho enfadonhas.

Treinado por Maradona

Rebobinando um pouco, Messi enfrentou a decepção de sua primeira Copa como protagonista. E ainda frustrou o ídolo Maradona, que foi seu técnico em 2010. A equipe tinha bons valores, principalmente no ataque, mas jogava mal coletivamente. O astro, aos 22-23 anos (fez seu aniversário durante o torneio) não marcou gol e amargou um 4 a 0 para a Alemanha nas quartas de final.

Nasce o primeiro filho

Em 2012, Thiago Messi vem ao mundo. O primogênito do papai Leo. Fruto, claro, do indestrutível relacionamento com Antonella Roccuzzo. Anos depois, nascem Mateo e Ciro.

5 gols em um só jogo na Champions

Ainda nesta mesma temporada, o camisa 10 fez o que parecia impossível e marcou cinco gols em um mesmo jogo da Liga dos Campeões da Europa. A vítima foi o Bayer Leverkusen, no Camp Nou, pelas oitavas de final.

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Messi com esposa e os três filhos: Mateo, Ciro e Thiago – Reprodução/Instagram

Recorde insano!

De tantos gols marcados, o ano de 2011/2012 foi o mais artilheiro do craque. Por sinal, com sobras. Messi fez surreais 82 gols em 69 partidas! Se somarmos os que fez com a camisa pela Argentina, foram 91. Tem atacante que não faz isso na carreira inteira…

O ano das lesões

Depois da bonança (em algum momento), vem a tempestade. Para Messi, aos 26 anos, foi a temporada 2013. Com três lesões, contribuiu menos com o Barcelona e ficou bastante tempo no departamento médico. O excesso de tempo em campo, assim como as pancadas dos adversários, começava a cobrar da fera.

O Maracanazo de 2014

Mais uma Copa do Mundo chegou, e Messi tinha a missão de, enfim, conquistar um título pela Argentina. Conduziu sua seleção à final, no Maracanã, mas caiu para os alemães – mais uma vez. Ainda assim, foi eleito pela primeira vez o melhor do torneio, com quatro gols e uma assistência.

O show do trio MSN

Para acalmar o coração, Messi iniciou uma era de ouro no Barcelona em agosto de 2014. Ele e Neymar ganharam a companhia de Suárez, fortaleceram os laços de amizade e transformaram o trio “MSN” (Messi-Suárez-Neymar) em uma máquina de fazer gols. Ganharam nove títulos em três anos, incluindo a Liga dos Campeões.

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Trio MSN brilhou muito pelo Barcelona na década passada – Foto: Denis Doyle / Getty Images

Aposentadoria precoce?

Nova competição pela Argentina, sonho de taça renovado. A derrota na Copa América de 2016, para o Chile, doeu com mais força. Perto dos 30 anos, o meia-atacante ainda não se sentia um ídolo de seu povo, pelos constantes fracassos. E chegou a anunciar a aposentadoria da seleção. Só mudou de ideia meses depois.

Gol #500 da carreira

Foi em abril de 2017 que Messi celebrou o gol de número 500 pelo Barcelona, até então seu único clube. Hoje, vale lembrar, soma mais de 900 no total. Ele alcançou a marca em partida contra o Real Madrid, em uma atuação brilhante. Foram dois gols na vitória por 3 a 2, que saiu nos acréscimos e gerou uma das fotos mais icônicas da história do futebol. Ele tirou e exibiu a camisa 10 para a enfurecida torcida rival.

A pior das Copas

O nosso aniversariante do dia descobriu, na Rússia, que existe algo pior do que perder uma final de Mundial. Em 2018, novamente o líder da Argentina, Messi perdeu pênalti, jogou mal na maior parte do tempo e viu a equipe ser eliminada pela França, nas oitavas de final. Marcou somente um gol, contra a Nigéria.

Fora do topo

A eleição do melhor jogador daquele mesmo não teve Messi no top 3 pela primeira vez após 12 anos. O croata Luka Modrid, o português Cristiano Ronaldo e o egípcio Mohammed Salah formaram um pódio bastante heterogêneo.

Crise e saída do Barcelona

Lionel Messi teria pedido para sair do Barcelona no verão de 2020, mas a diretoria não deixou. Em meio à pandemia, o craque queria mudar de ares e começava a ser seduzido por propostas de outros clubes europeus. Foi a primeira vez que notícias deste tipo saíram na imprensa. Até que, em 2021, o inesperado aconteceu: depois de 22 anos a serviço dos catalães (17 como profissional), o maior ídolo deu adeus. Com problemas financeiros, o clube não poderia renovar seu contrato.

Enfim… a Copa América

Um mês antes da saída do Barcelona, ao menos Messi descarregou um peso das costas. No Maracanã, conquistou a Copa América sobre o Brasil. Foi seu primeiro título profissional pela seleção, após 15 anos de tentativas. De quebra, tirou a Argentina de uma fila que durava 28 anos.

Bounjour Paris

O novo destino do aniversariante desta quarta-feira foi o PSG. O craque voltaria a jogar, portanto, com Neymar e criou a expectativa de que os franceses venceriam tudo em 2021/2022. O contrato era de duas temporadas.

A consagração!

O fracasso parcial no PSG ficou em segundo título, porque a redenção de Messi em Copas do Mundo chegou com requintes apoteóticos. Com gols em todos os jogos de mata-mata, incluindo dois na final, o camisa 10 enfim sagrou-se campeão do mundo! Na edição do Catar, ele tinha 35 anos em 12 de julho de 2022.

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Messi, enfim, recebe a medalha de ouro pelo tri da Argentina – Foto: Clive Brunskill / Getty Images

Mais um número fantástico

Durante a Copa de 2022, Messi chegou a mil jogos contabilizados como profissional. Isso ocorreu na vitória sobre a Austrália, pelas oitavas de final.

A volta das premiações

Para quem pensava que o tempo de melhor do mundo havia acabado, o argentino, já veterano, deu a volta por cima e levou a Bola de Ouro e o Prêmio Fifa The Best, – este por mais duas vezes.

Partiu soccer

Com o fim do vínculo com o PSG, onde só obteve títulos nacionais, Lionel Messi aceitou a oferta do Inter Miami e decidiu jogar em outro continente pela primeira vez, em junho de 2023. O objetivo? Incentivar o futebol no país do “soccer” e encher o bolso com mais um pouco de dinheiro, é claro.

Gol #900

Um recorde que falta na vasta coleção é o gol mil. Com o ritmo acelerado nos Estados Unidos, ele chegou aos 900 em março de 2026, em duelo com o Nashville, pela Concacaf Champions Cup. Foram 21 anos de distância entre esse e seu primeiro gol como profissional, pelo Barcelona.

Hat-trick na Copa!

Chegamos no presente, e Messi não parou de brilhar. Afinal, fez logo um hat-trick na estreia da Copa de 2026, contra a Argélia. Os gols o colocaram lado a lado com o alemão Miroslav Klose na artilharia geral das Copas. Ambos chegaram a 16!

O recorde dos recordes!

Logo no jogo seguinte, diante da Áustria, o ídolo escreveu mais uma vez seu nome na história ao se isolar, com 18 gols, na artilharia das Copas do Mundo. Além disso, Messi marcou todos os cinco gols da Argentina e é um dos favoritos para ser o goleador de 2026. Tudo isso, aos recém-completados 39 anos.

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Craque parte pro abraço após um de seus gols contra a Argélia, nesta Copa – Foto: Divulgação / FIFA

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