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·09 de junho de 2026

Michel Platini acusa FIFA e presidente da entidade de conspiração; entenda o motivo

Imagem do artigo:Michel Platini acusa FIFA e presidente da entidade de conspiração; entenda o motivo

À medida que a Copa do Mundo de 2026 se aproxima, um antigo e complexo conflito envolvendo figuras centrais da administração do futebol internacional voltou a ganhar força. O ex-presidente da UEFA, Michel Platini, decidiu retomar a disputa judicial contra a FIFA e seu atual presidente, Gianni Infantino, alegando ter sido vítima de uma ação coordenada para afastá-lo da liderança máxima do futebol.

A nova ação foi protocolada na França e inclui acusações como denúncia caluniosa e tráfico de influência. Platini sustenta que não apenas foi injustamente investigado, mas também que houve um movimento estruturado, envolvendo dirigentes e autoridades, com o objetivo de inviabilizar sua candidatura à presidência da FIFA em um momento em que era considerado o principal favorito.


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O INÍCIO DA CRISE E A QUEDA DE UM FAVORITO

O caso remonta a 2015, ano em que a FIFA enfrentou uma das maiores crises institucionais de sua trajetória, marcada por investigações que revelaram uma série de escândalos internos. Naquele contexto, Joseph Blatter, então presidente da entidade, caminhava para deixar o cargo, abrindo espaço para uma nova eleição.

Platini surgia como o nome mais forte para assumir o posto. À frente da UEFA, ele acumulava prestígio político e apoio significativo dentro da estrutura do futebol europeu e mundial. No entanto, sua trajetória sofreu uma reviravolta após a revelação de um pagamento feito a ele em 2011 pela FIFA.

O valor, que segundo Platini correspondia a um serviço prestado anos antes, passou a ser investigado pelas autoridades. A repercussão levou à sua suspensão das atividades relacionadas ao futebol, decisão que teve impacto imediato: sua candidatura à presidência da FIFA foi inviabilizada antes mesmo de se consolidar oficialmente.

A ASCENSÃO DE INFANTINO E AS SUSPEITAS DE ARTICULAÇÃO

Com a saída de Platini do cenário eleitoral, o então secretário-geral da UEFA, Gianni Infantino, ganhou protagonismo. Trabalhando diretamente sob a liderança do francês até então, o dirigente suíço entrou na disputa presidencial e, em 2016, foi eleito presidente da FIFA.

Para Platini, a sequência de acontecimentos não pode ser tratada como coincidência. O ex-dirigente defende que houve uma estratégia deliberada para afastá-lo e abrir caminho para a eleição de Infantino. Essa é a base central de sua nova ofensiva judicial: demonstrar que sua queda foi resultado de uma ação orquestrada nos bastidores do poder do futebol.

ANOS DE BATALHA JUDICIAL E ABSOLVIÇÃO DEFINITIVA

Após o afastamento, Platini passou a enfrentar uma longa disputa nos tribunais, principalmente na Suiça, onde também esteve envolvido Joseph Blatter. Ambos foram acusados de crimes como fraude, falsificação de documentos e gestão desleal em relação ao pagamento investigado.

O processo se arrastou por anos e foi analisado em diferentes instâncias. Ao final, a Justiça suíça decidiu pela absolvição de ambos. Em 2025, a decisão se tornou definitiva, encerrando o caso criminal e afastando as acusações que haviam comprometido suas carreiras no futebol.

Apesar da vitória judicial, os efeitos do escândalo já haviam produzido consequências profundas. Platini ficou fora da corrida presidencial da FIFA e se afastou do centro das decisões políticas do esporte durante um período crucial.

NOVA AÇÃO BUSCA RESPONSABILIZAÇÃO E REPARAÇÃO DE DANOS

Com o caso criminal encerrado, Platini agora adota uma nova estratégia. Em vez de apenas se defender, ele parte para o ataque judicial, buscando responsabilizar civil e criminalmente aqueles que, segunda sua versão, contribuíram para sua queda.

De acordo com sua equipe jurídica, o objetivo é duplo: esclarecer definitivamente os bastidores do episódio e obter reparação pelos prejuízos sofridos ao longo de mais de uma década. Entre esses dados, estão a interrupção de sua trajetória política, o impacto em sua reputação e a perda da oportunidade de assumir o comando da FIFA.

A ação também reacende o debate sobre transparência, governança e disputas de poder dentro das principais entidades do futebol mundial. O caso expõe como decisões judiciais, interesses políticos e relações institucionais podem se cruzar em momentos decisivos para o futuro do esporte.

IMPACTO E REPERCUSSÃO NO CENÁRIO ATUAL

O retorno do caso ao noticiário ocorre em um momento simbólico, às vésperas de mais uma Copa do Mundo, quando a FIFA busca reforçar sua imagem institucional. As acusações de Platini, no entanto, colocam novamente em evidência os bastidores da entidade e levantam questionamentos sobre os processos que definem sua liderança.

Caso avance, a ação pode gerar novas revelações sobre os acontecimentos de 2015 e seus desdobramentos. Ainda que não altere diretamente a atual estrutura de poder da FIFA, o processo tem potencial para ampliar a pressão sobre dirigentes e reacender discussões sobre ética e política no futebol internacional.

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