Middlesbrough vira “casa dos americanos” em janela movimentada para Estados Unidos, Canadá e México | OneFootball

Middlesbrough vira “casa dos americanos” em janela movimentada para Estados Unidos, Canadá e México | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Território MLS

Território MLS

·04 de setembro de 2026

Middlesbrough vira “casa dos americanos” em janela movimentada para Estados Unidos, Canadá e México

Imagem do artigo:Middlesbrough vira “casa dos americanos” em janela movimentada para Estados Unidos, Canadá e México

Championship se torna um dos principais destinos para jogadores da Concacaf, canadenses são os grandes beneficiados da Copa do Mundo e Deadline Day termina com efeito dominó entre Folarin Balogun e Erik Lira

As principais janelas de transferências da Europa chegaram ao fim, e foi um verão bastante movimentado para jogadores de Estados Unidos, Canadá e México. Alguns deram o primeiro passo para fora da MLS ou da Liga MX, outros conseguiram subir de nível dentro do próprio futebol europeu e também teve quem decidiu retornar para casa depois de alguns anos no continente.


Vídeos OneFootball


Entre todas essas movimentações, a principal história fica na Inglaterra, com o Middlesbrough.

Middlesbrough se torna “casa” dos Estados Unidos na Europa

Em 2024, o clube foi ao Columbus Crew buscar Aidan Morris, que rapidamente ganhou espaço no futebol inglês e hoje veste a camisa 10 do Boro. No ano seguinte, voltou à MLS para contratar Adilson Malanda, zagueiro francês que vinha se destacando pelo Charlotte FC. Malanda ficou emprestado ao Charlotte até o fim da temporada de 2025 antes de se apresentar definitivamente na Inglaterra.

Nessa janela, o Boro voltou com tudo para a MLS, primeiro chegou Sebastian Berhalter, depois de uma passagem histórica pelo Vancouver Whitecaps e uma ótima Copa do Mundo. Poucos dias depois, Max Arfsten fez as malas e deixou o Columbus Crew. O ala também esteve no Mundial e vinha de duas seleções consecutivas para o MLS All-Star Game. Já na reta final da janela, os ingleses ainda fecharam com Rokas Pukštas, que deixou o Hajduk Split aos 22 anos.

Rokas Pukštas chega ao Middlesbrough depois de encerrar sua passagem pelo Hajduk Split de forma muito especial. O norte-americano poderia ter se apresentado ao clube inglês antes, mas decidiu ficar para disputar contra o Raków o playoff da Conference League, que poderia colocar o Hajduk na fase principal de uma competição europeia pela primeira vez em 16 anos.

“Queriam que eu fosse na semana passada, mas eu não podia abandonar meus irmãos”, explicou Pukštas após a partida. E foi ele quem resolveu: aos 94 minutos da prorrogação, marcou o gol da vitória por 3 a 2 na Polônia e da classificação. Quatro dias depois, sua transferência para o Middlesbrough foi anunciada.

O resultado é um elenco que hoje tem Aidan Morris, Sebastian Berhalter, Max Arfsten e Rokas Pukštas, além de Malanda, que não é norte-americano, mas também foi identificado pelo Middlesbrough dentro da MLS. Para o Middlesbrough, a MLS já deixou de ser um mercado de apostas e virou uma das prioridades do seu scout e alguns deles já estão dando retorno dentro de campo.

Berhalter chegou já como titular. Na última rodada, contra o Burnley, ele recebeu pelo lado direito e encontrou justamente Aidan Morris, que acertou uma bela finalização para marcar no empate por 1 a 1. Foi assistência de Berhalter para Morris, os melhores amigos.

A Championship virou um dos grandes destinos da janela

O Middlesbrough é o exemplo, mas a história é bem maior. A Championship está lotada de jogadores dos Estados Unidos e do Canadá, e passou a ser uma competição obrigatória para quem acompanha essas seleções.

Nos Estados Unidos, além de Berhalter e Arfsten no Middlesbrough, Jack McGlynn deixou o Houston Dynamo e assinou com o Stoke City. Uma das promessas do Houston para McGlynn quando tiraram o jovem do Philadelphia Union era de que a equipe serviria de vitrine para o futebol europeu e a oportunidade finalmente apareceu, por sorte, o Stoke também buscou o jovem Luca Bombino, do San Diego FC, que deve facilitar a adaptação da dupla. Kristoffer Lund deixou o Palermo e foi para o Birmingham City, onde será reposição de Kai Wagner, que deixou o clube inglês e voltou a MLS, para seu antigo clube, Philadelphia Union. Enquanto Caleb Wiley foi novamente emprestado pelo Chelsea, desta vez ao Preston North End.

O Canadá também colocou vários jogadores por lá. Stephen Eustáquio deixou definitivamente o Porto para assinar com o Swansea City em uma transferência de 4 milhões de euros, que ainda pode aumentar de acordo com metas. O Porto também manteve 10% de uma futura venda.

Jayden Nelson saiu do Austin FC para o Bolton Wanderers por US$ 1,1 milhão garantidos, com bônus que podem elevar bastante o negócio, e já estreou pelo novo clube.

No mesmo Bolton está Theo Bair, enquanto Liam Millar foi emprestado pelo Hull City ao Birmingham no último dia da janela. Millar havia acabado de marcar o gol da vitória do Hull sobre o Coventry na Premier League antes de ser emprestado de volta para a Championship.

Cyle Larin também permanece na divisão. O Southampton transformou em definitiva a transferência iniciada por empréstimo em janeiro depois de o atacante marcar nove gols em 22 partidas.

E até o México tem um de seus maiores nomes na competição. Raúl Jiménez voltou ao Wolverhampton, onde viveu os melhores anos de sua carreira. Depois de três temporadas no Fulham, o atacante retornou a Molineux com contrato de dois anos e a missão bastante clara de ajudar os Wolves a voltarem para a Premier League.

Então a Championship não buscou apenas jovens ou apostas, buscou atletas já consolidados em suas seleções e alguns até no futebol europeu, a liga será muito importante para esse ciclo até a Copa América 2028.

Os americanos se espalharam pelo continente

Fora da Championship, movimentações maiores aconteceram.

Zavier Gozo deixou o Real Salt Lake e assinou um contrato de longa duração com o Crystal Palace. Uma das grandes promessas dos Estados Unidos e já começou a receber oportunidades muito mais rápido do que se imaginava. Dez dias depois de sua transferência, entrou aos 68 minutos contra o Manchester City e fez sua estreia pelo time principal do Palace na Premier League.

Cole Campbell, que deixou o Borussia Dortmund pelo recém-promovido Elversberg, já marcou na vitória por 3 a 2 sobre o Bayer Leverkusen na estreia histórica do clube na Bundesliga.

Gio Reyna também começou um capítulo diferente. Depois de sete anos no futebol alemão, entre Borussia Dortmund e Borussia Mönchengladbach, o meia foi para o Strasbourg. O talento nunca foi a grande dúvida envolvendo Reyna. O que ele precisa agora é conseguir a sequência, que lesões e temporadas irregulares impediram nos últimos anos.

Bryan Reynolds deixou o Westerlo depois de se consolidar na Bélgica e assinou com o Rennes até 2030, chegando finalmente a uma das cinco grandes ligas europeias.

Kevin Paredes deixou o Wolfsburg sem custos e assinou com o Utrecht. Ele começava a ganhar cada vez mais minutos no clube holandês, mas sofreu mais uma lesão no tornozelo em agosto e ficará alguns meses fora.

Benjamin Cremaschi também permaneceu definitivamente na Europa. Depois do período de empréstimo, o Parma exerceu a opção de compra do meio-campista formado pelo Inter Miami.

Outros movimentos tiveram como objetivo principalmente encontrar sequência. Konrad de la Fuente deixou o Lausanne e acertou sua ida ao Sporting Gijón, enquanto Diego Kochen saiu do Barcelona por empréstimo para o Lyngby, da Dinamarca, com opção de compra. Kochen já começou a temporada como titular do novo clube.

A presença americana nas competições europeias também chama atenção por outro motivo. A Europa League terá 13 jogadores norte-americanos em condições de disputar a fase de liga: Christian Pulisic, Yunus Musah, Weston McKennie, Malik Tillman, Tanner Tessmann, Folarin Balogun, Bryan Reynolds, Tim Weah, Chris Richards, Zavier Gozo, Tyler Adams, Cameron Carter-Vickers e Auston Trusty. É um cenário diferente de temporadas recentes, quando boa parte das atenções estava concentrada nos americanos da Champions League. Em 2026/27, a Europa League virou uma competição especialmente interessante para acompanhar pensando no USMNT.

Canadá foi quem mais colheu os frutos da Copa do Mundo

A melhor campanha da história do país trouxe muito holofote para vários jogadores daquela equipe, que subiram muito o nível de canadenses dentro das principais ligas. Jonathan David pode ter sido o maior beneficiado dentre os canadenses do Mundial, a primeira temporada do atacante na Juventus esteve muito abaixo daquilo que ele havia apresentado durante anos no Lille. David chegou à Itália depois de uma passagem espetacular pela França, onde marcou 109 gols em 232 partidas pelo clube francês, mas não conseguiu repetir nem perto do esperado.

A Copa apareceu justamente num momento em que ele precisava voltar a mostrar esse nível. Contra o Catar, Jonathan David marcou três gols na vitória por 6 a 0, que também representou a primeira vitória canadense na história das Copas do Mundo.

Semanas depois, o Atlético de Madrid acertou seu empréstimo junto à Juventus para toda a temporada 2026/27. É uma segunda chance para David permanecer no nível dos grandes clubes europeus, agora em um contexto completamente diferente.

Mas a Copa ajudou alguns outros jogadores do elenco de Jesse Marsch, Promise David saiu da Union Saint-Gilloise e chegou ao Brighton por empréstimo, com obrigação de compra caso determinados critérios sejam cumpridos. Foram 41 gols em 82 partidas pelo Union antes do salto para a Premier League.

Nathan Saliba deixou o Anderlecht e assinou com o Villarreal. Aos 22 anos, o ex-CF Montréal sai da Bélgica apenas uma temporada depois de chegar ao país e vai diretamente para LaLiga depois de uma copa de muito destaque. Niko Sigur, também com 22 anos, deixou o Hajduk Split e assinou com o Toulouse, passando a jogar na Ligue 1. Além da idade, sua versatilidade para atuar tanto como lateral-direito quanto no meio-campo já era algo bastante utilizado pela seleção canadense.

Somando esses nomes aos movimentos de Eustáquio, Nelson, Millar e Bair, a permanência definitiva de Larin no Southampton, o Canadá terminou a janela com muitos jogadores que serão importantes no ciclo para Copa do Mundo de 2030, atuando dentro do nível mais alto do futebol europeu.

México teve uma janela bem diferente

No México, o movimento foi diferente, Santiago Giménez permaneceu na Europa, mas precisou mudar de ambiente depois de uma passagem ruim pelo Milan. O atacante foi emprestado ao Porto até junho de 2027, com opção de compra que se torna obrigatória caso determinadas condições sejam atingidas.

Santi continua sendo um dos principais atacantes mexicanos da geração e agora chega a um clube em que terá uma nova oportunidade para voltar a encontrar protagonismo depois de uma passagem pela Itália marcada por dificuldades e lesões.

A grande exportação da Liga MX nessa janela foi Armando “Hormiga” González. Depois de marcar 24 gols entre Apertura 2025 e Clausura 2026 e também participar da Copa do Mundo, o atacante de 23 anos deixou o Chivas para assinar com o Olympiacos.

Patricio “Pato” Salas, de 22 anos, também ganhou sua primeira oportunidade europeia. O atacante deixou o América por empréstimo e assinou com o Famalicão até o fim da temporada.

Raúl Jiménez, como já citado, permaneceu na Inglaterra, mas retornou ao Wolves.

Ao mesmo tempo, alguns jogadores importantes da seleção mexicana fizeram o caminho contrário.

Orbelín Pineda deixou o AEK Atenas e assinou em definitivo com o Monterrey. Ele encerrou sua passagem pela Europa depois de quatro anos e voltou ao México após ter sido eleito o melhor jogador da temporada 2025/26 na Grécia.

César “Chino” Huerta passou apenas cerca de um ano e meio no Anderlecht antes de retornar ao Pumas, clube onde havia vivido seu melhor momento antes da ida para a Bélgica.

Jorge Sánchez também encerrou sua trajetória europeia depois de experiências por Ajax, Porto e PAOK e voltou ao futebol mexicano para defender o Atlas.

Foi uma janela diferente para o México. Seus grandes nomes no futebol europeu fizeram movimentos interessantes, mas as exportações não foram tão boas, já que o mercado grego tira os holofotes, mas tiveram também nomes importantes do ciclo recente voltando para a Liga MX, o que reforça o nível da liga. E ainda faltou uma transferência que poderia ter sido importante para o país.

Balogun quase mudou de clube — e levou Erik Lira junto

A melhor história do Deadline Day envolvendo a CONCACAF terminou sem nenhum jogador sendo apresentado.

O Monaco tinha uma negociação acertada para vender Folarin Balogun ao Everton. O atacante dos Estados Unidos viajou para Liverpool, realizou exames médicos e o acordo inicialmente girava em torno de £40 milhões.

Durante o processo, porém, o departamento médico do Everton levantou dúvidas e o clube tentou alterar a estrutura da negociação. Monaco e Everton ainda buscaram uma solução até os últimos minutos da janela inglesa, mas Balogun ficou incomodado com a maneira como toda a situação foi conduzida e decidiu que não queria mais assinar com o clube.

Até aí, seria apenas mais uma grande negociação que caiu no último dia da janela, só que havia outro jogador esperando essa transferência acontecer: Erik Lira.

O meio-campista do Cruz Azul e da seleção mexicana já tinha acordo para ir ao Monaco. O problema era que o clube francês precisava liberar uma vaga de jogador extracomunitário para conseguir registrá-lo. A saída de Balogun para o Everton abriria exatamente essa vaga.

Quando o americano decidiu permanecer, o Monaco já não tinha tempo para reorganizar o elenco antes do fechamento da janela francesa e a chegada de Lira caiu junto.

Carlos Aviña, diretor esportivo mexicano do Monaco, confirmou que as operações estavam diretamente ligadas e explicou que o clube recebeu as novas dúvidas médicas do Everton quando faltava aproximadamente uma hora para o fechamento do mercado. Depois de horas tentando encontrar uma solução, Balogun decidiu voltar ao Monaco e a transferência de Lira também foi cancelada.

Saiba mais sobre o veículo