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·14 de fevereiro de 2026

Ministério Público avança em investigação criminal e mira área financeira da gestão Duilio no Corinthians

Imagem do artigo:Ministério Público avança em investigação criminal e mira área financeira da gestão Duilio no Corinthians
  1. Por Henrique Vigliotti e Larissa Beppler | Redação da Central do Timão

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) determinou o aditamento de diligências no âmbito do Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado em junho de 2025 para apurar possíveis irregularidades envolvendo administrações recentes do Corinthians. A informação foi divulgada inicialmente pelo Uol e confirmada pela Central do Timão, que obteve acesso ao despacho.

O documento, datado de 12 de fevereiro, estabelece a inclusão de novos investigados, requisições de informações ao clube, verificações de endereços e a designação de interrogatórios por videoconferência. Entre as medidas adotadas, o Ministério Público determinou a inserção de João Clóvis da Paixão e Valeri Maria Pauletti no polo passivo da investigação. 


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Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

De acordo com o documento, ambos foram identificados como proprietários de estabelecimentos comerciais mencionados nos autos. A medida foi motivada por indícios de que teriam apresentado notas fiscais consideradas frias ou superfaturadas, supostamente utilizadas para comprovar despesas classificadas como irregulares do clube.

O despacho também determina a inclusão de Roberto Gavioli, então gerente financeiro, e Wesley Melo, diretor financeiro à época da gestão do ex-presidente Duilio Monteiro Alves (2021-2023). Segundo o MP-SP, a investigação identificou que a plataforma central de solicitações do Corinthians possuía dois mecanismos distintos, um voltado ao reembolso de despesas e outro à solicitação de adiantamentos, cujas aprovações dependeriam necessariamente da anuência do diretor financeiro ou do gerente financeiro.

Nesse contexto, o promotor aponta a existência de adiantamentos que somam R$ 1.278.798,10 sem documentação comprobatória. Conforme descrito no despacho, os valores teriam sido liberados com a anuência do Departamento Financeiro do clube, circunstância que justificou a inclusão dos responsáveis pela área na investigação.

Além das inclusões, o Ministério Público requisitou ao Corinthians informações detalhadas sobre Denílson Grilo (Carioca), ex-motorista de Duilio, especificamente quanto aos cargos ocupados e respectivos períodos. O clube deverá encaminhar planilha contendo valores salariais, intervalos temporais e a correlação entre remuneração e funções exercidas.

No campo das diligências externas, o MP requisitou apoio do CAEX-CRIM para verificação de dois endereços localizados na Cidade Domitila, em São Paulo. O objetivo é apurar se houve ou há empresa instalada nos locais indicados, devendo ser apresentado relatório circunstanciado. O órgão também solicitou o concurso dos agentes para localização de Geovani Robson Rodrigues Diniz, diligência que ainda não havia sido concluída até a emissão do despacho.

No âmbito dos atos instrutórios, o promotor designou para 4 de março de 2026, por videoconferência, os interrogatórios de João Clóvis da Paixão e Valeri Maria Pauletti. Ambos poderão ser localizados por meio de seus advogados já habilitados nos autos. Já os interrogatórios de Roberto Gavioli e Wesley Melo foram agendados para 18 de março, também com a previsão de oitiva do ex-presidente Duílio Monteiro Alves em momento oportuno.

As medidas integram o conjunto de diligências destinadas ao esclarecimento dos fatos investigados na fase pré-processual, etapa em que o Ministério Público reúne elementos para eventual oferecimento de denúncia ou adoção de outras providências legais. 

Até o momento, o MP já denunciou o ex-presidente Andrés Sanchez pelos crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário; o ex-gerente financeiro Roberto Gavioli, por apropriação indébita, lavagem de dinheiro e omissão; e o ex-presidente Duilio Monteiro Alves, por apropriação indébita. As acusações estão relacionadas ao suposto uso indevido de cartão de crédito corporativo do clube e aguardam decisão da Justiça quanto ao eventual recebimento.

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