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·04 de junho de 2026

Ministério Público denuncia vice-presidente do Corinthians por quatro crimes

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O vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por supostas irregularidades envolvendo materiais esportivos fornecidos pela Nike ao clube. A denúncia foi apresentada pelo promotor Cássio Conserino e inclui acusações de apropriação indébita, furto e coação de testemunhas.

Segundo apuração do ge, o caso ganhou novos desdobramentos mesmo após a Polícia Civil ter concluído anteriormente que não havia elementos suficientes para indiciamento. O Ministério Público, no entanto, realizou uma investigação própria, utilizou documentos internos do clube e ouviu testemunhas para fundamentar a denúncia encaminhada à Justiça.


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De acordo com o documento, Armando Mendonça foi denunciado por apropriação indébita agravada continuada, pela suposta retenção irregular de 131 itens de material esportivo; tentativa de apropriação indébita relacionada a 19 camisas especiais com referência à NFL; furto qualificado por abuso de confiança envolvendo oito unidades dessas camisas; e coação no curso do processo, por supostas ameaças e intimidações a testemunhas ligadas à investigação.

Ainda conforme informações publicadas pelo ge, um dos pontos centrais da denúncia é a divergência entre o entendimento do Ministério Público e o relatório final da Polícia Civil. Enquanto o delegado responsável pelo caso concluiu que não houve crime, o promotor considerou que havia elementos suficientes para levar o caso à Justiça.

A denúncia também cita uma auditoria interna realizada pelo Corinthians e um áudio envolvendo Armando Mendonça e o diretor de Tecnologia do clube, Marcelo Munhoes. Para o Ministério Público, o conteúdo reforçaria indícios de intimidação e demonstraria problemas de gestão relacionados ao controle dos materiais esportivos.

Outro aspecto destacado na investigação é o contraste entre o suposto desaparecimento de materiais e as dificuldades enfrentadas por equipes das categorias de base e modalidades amadoras do clube, que, segundo o relatório utilizado pelo MP, enfrentavam problemas de fornecimento de uniformes.

O Ministério Público também solicitou medidas cautelares contra o dirigente. Entre os pedidos estão a suspensão temporária do quadro de associados do Corinthians, a proibição de frequentar as dependências do clube e de manter contato com dirigentes, além de recolhimento domiciliar noturno e restrições de deslocamento.

Armando Mendonça nega as acusações. Segundo sua defesa, as inconsistências apontadas seriam resultado de falhas administrativas herdadas da gestão anterior e já teriam sido corrigidas. O dirigente também questiona a validade das conclusões da auditoria utilizada pelo Ministério Público.

Agora, caberá à Justiça analisar a denúncia e decidir se o processo criminal será oficialmente aberto contra o vice-presidente corintiano.

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