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·19 de maio de 2026

MorumBIS e o naming rights: O equilíbrio entre o show e o campo

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O Estádio Cícero Pompeu de Toledo, eternamente conhecido como Morumbi, deixou de ser apenas um templo do futebol para se consolidar como um dos maiores ativos de marketing da América Latina. A recente parceria com a Mondelez, que transformou o estádio em MorumBIS, abriu uma porteira que gigantes globais como BYDSantander e MetLife, dentre outras observam com atenção.

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Este movimento não é apenas uma troca de letreiro; é a validação de um modelo de negócio onde o entretenimento pode ditar o valor da propriedade. Essas negociações só atingem patamares de centenas de milhões de reais porque o Morumbi provou, nos últimos anos, que não depende apenas dos 90 minutos de bola rolando.


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O Dilema do Gramado: O Preço do Espetáculo

É inegável: a agenda lotada de shows internacionais — de Coldplay a AC/DC — cobra seu preço. A montagem de palcos e o pisoteio de milhares de fãs frequentemente prejudicam a qualidade técnica do gramado, forçando o clube, por vezes, a mandar jogos em arenas menores ou enfrentar críticas de jogadores e comissão técnica.

No entanto, essa “dor de cabeça” logística é o que sustenta a valorização da marca.

O Ciclo de Valorização: Um estádio que recebe as maiores bandas do mundo se insere no roteiro global de entretenimento. Isso atrai um público que talvez nunca pisaria lá para ver um jogo de futebol, expandindo o mercado consumidor do local.


A Vitrine Global e a Atração de Capital

Ao receber grandes turnês, o Morumbi se torna um hub multicultural. Essa exposição atrai patrocinadores que buscam mais do que o “torcedor fiel”; eles buscam o “consumidor de experiências”.

  • Visibilidade Internacional: O estádio aparece em redes sociais e jornais do mundo todo, associado a ícones da cultura pop.
  • Diferentes Mercados: No sábado, o estádio fala com o fã de rock; na quarta, com o apaixonado por futebol. Essa versatilidade é o “pulo do gato” para marcas como a MetLife, Santander ou a BYD.
  • Valorização do Ativo: Quanto mais o estádio é visto como um centro de eventos de elite, maior é o valor do seu Naming Rights. O patrocinador não paga apenas para estar na camisa do time, mas para dar nome ao local onde a história (esportiva e cultural) acontece.
  • Valorização dos espaços: o clube acaba faturando mais com outros locais do estádio como camarotes e lojas, visto que o movimento aumenta em outras datas além dos jogos, proporcionando maior valorização das marcas que alugam estes espaços.

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Conclusão

O Morumbi entendeu que, para ser moderno, precisa ser híbrido. O conflito entre o show e o futebol é real, mas é justamente essa dualidade que o torna atraente para empresas do porte de um Santander ou uma BYD. O gramado pode sofrer por alguns dias, mas o caixa do clube e a relevância da marca São Paulo FC agradecem a exposição global que só os refletores dos grandes palcos podem proporcionar.

O desafio para o futuro será o investimento em tecnologias de gramado e montagem de palco para que permitam que o show continue — em todos os sentidos — sem que a bola pare de rolar com qualidade.

Por: Filipe Cunha – Finanças Tricolor

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