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·18 de maio de 2026

Mourinho 13 anos depois: como foi a carreira do português longe do Real Madrid

Imagem do artigo:Mourinho 13 anos depois: como foi a carreira do português longe do Real Madrid

O destino de José Mourinho parece mais uma vez estar no Real Madrid, com as especulações de um retorno do português ao Santiago Bernabéu ganhando cada vez mais força. Mas o treinador de 2026 já não é o mesmo que chegou ao clube espanhol em 2010 envolto na aura do "Special One".

Quando foi anunciado em maio de 2010, Mourinho vinha de uma temporada recheada de títulos no comando da Inter de Milão: havia ganhado a Copa da Itália, o Campeonato Italiano e a Liga dos Campeões. Desta vez a situação é um pouco diferente, e o último título do treinador foi a Liga Conferência de 2021/22.


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Se os últimos 13 anos foram de conquistas para o Real, com seis títulos da Champions e quatro de LaLiga, para Mourinho foram períodos de vacas mais magras. Relembre o que se passou com o português desde então.

Retorno ao Chelsea

Depois de deixar o Real, Mourinho voltou ao futebol inglês para se reencontrar com o time em que foi bem sucedido entre 2004 e 2008. Foram três temporadas em Stamford Bridge, temperadas com títulos e também um final para lá de conturbado. 

Em 2013/14 seu Chelsea chegou até a semifinal da Liga dos Campeões, ficando perto de um reencontro com o Real na decisão, mas caindo diante do Atlético de Madrid. Mas na temporada seguinte, vieram as conquistas da Copa da Liga Inglesa e da Premier League, o que lhe garantiu uma renovação de contrato até 2019. 

Só que a continuidade do trabalho foi complicada. Mourinho viria a ser demitido em dezembro de 2015, deixando o time na 16ª colocação da Premier League, com relatos de conflitos com astros daquela equipe, como Hazard, Maric, Diego Costa e Azpilicueta. A situação era tão complicada que fez Roman Abramovich, então dono do time, pagar uma multa de 40 milhões de libras para demiti-lo.

Trocou o azul pelo vermelho

Meses depois de deixar o time londrino, Mourinho foi anunciado pelo Manchester United, onde seguiria roteiro semelhante. Contratado para tentar recolocar os Red Devils no caminho das glórias, ele conseguiu fazer isso logo na primeira temporada: campeão da Supercopa da Inglaterra, da Copa da Liga Inglesa e da Liga Europa.

Na temporada seguinte, três vice-campeonatos, sendo dois para suas ex-equipes: a Supercopa Europeia para o Real Madrid e a Copa da Inglaterra para o Chelsea. O terceiro vice foi na Premier League, atrás do impressionante Manchester City que levou a taça com 100 pontos, 19 na frente do time vermelho.

O fim do ciclo veio na temporada seguinte, mais uma vez em dezembro. O roteiro era semelhante: o United tinha apenas 26 pontos em 17 jogos, críticas ao desempenho do time dentro de campo, e uma crise de relacionamento nos vestiários do clube, principalmente com o astro daquele time, Paul Pogba.

De volta à Londres

Demorou quase um ano, mas Mourinho voltou a assumir um time inglês. Dessa vez foi o Tottenham quem lhe abriu as portas, em novembro de 2019, para ser o sucessor de Maurício Pochettino. Assumindo o time na 14ª colocação, Mourinho ao menos recolocou os Spurs no top 6 e garantiu uma vaga na Liga Europa. 

Mas a temporada seguinte também não foi completa e o treinador foi demitido uma semana antes de jogar a final da Copa da Liga Inglesa, contra o Manchester City. Mais uma vez as manchetes da demissão saiam com questionamentos sobre o desempenho do time e problemas com jogadores, agora com Dele Alli e Gareth Bale.

Em Roma teve taça

Mourinho chegou a dizer que ficaria um tempo sem trabalhar e pensava em assumir uma seleção, mas bastaram duas semanas para ele ser anunciado como novo comandante da Roma, voltando ao futebol italiano após pouco mais de uma década. 

Foi na capital italiana onde ele comemorou sua última taça, a primeira edição da Conference League, em 2021/22, levantada contra o Feyenoord. Na temporada seguinte, bateu na trave para mais uma conquista continental, perdendo a final da Liga Europa nos pênaltis, contra o Sevilla.

Em janeiro de 2024, Mourinho foi demitido com uma campanha aquém do esperado, com 13 vitórias, seis empates e oito derrotas em 27 jogos, aparecendo apenas em nono no Campeonato Italiano daquela temporada, tendo ainda uma eliminação nas quartas da Copa da Itália contra a rival Lazio. 

Amor e ódio na Turquia

Anunciado em junho de 2024 como novo técnico do Fenerbahçe, da Turquia, Mourinho foi recepcionado com um estádio lotado para sua apresentação. A passagem, contudo, durou pouco mais de uma temporada, totalizando apenas 62 jogos, com 37 vitórias, 14 empates e 11 derrotas, sem a conquista de um título. 

Vice da liga nacional em 2024/25, o Fenerbahçe teve que disputar a fase preliminar da Liga dos Campeões na temporada seguinte, e lá o destino do português seria traçado: depois de passar pelo Feyenoord, a queda veio contra o Benfica, justamente aquele que seria seu próximo destino. 

Invicto e sem taça

A história do treinador era ligada ao Porto, com quem foi bicampeão nacional e levantou uma Champions. mas seu retorno ao país depois de mais de duas décadas se deu com as cores do time encarnado da capital, onde já tinha vivido uma rápida passagem em 2000, no início da carreira.

Substituindo Bruno Lage, que não começou bem a temporada, Mou se saiu bem e conseguiu uma milagrosa classificação para os playoffs da Champions League, com uma épica vitória contra o Real Madrid na última rodada, mas cairia nas mãos dos espanhóis na fase de mata-mata logo a seguir. 

Nas copas nacionais, queda nas semifinais da Copa da Liga, contra o Braga, e contra o Porto na Taça de Portugal. Já no Campeonato Português, algo completamente incomum: uma campanha invicta que terminou apenas com a terceira posição, atrás de Porto e Sporting, tendo que se contentar com uma ida para a Liga Europa.

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