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·19 de agosto de 2026

Mourinho sentencia Rodri: «As dúvidas dele criaram dúvidas em mim»

Imagem do artigo:Mourinho sentencia Rodri: «As dúvidas dele criaram dúvidas em mim»

O técnico português concedeu ao El Chiringuito a sua primeira entrevista como treinador do Real Madrid após a sua saída em 2013. O luso regressa àquela que foi a sua casa durante três temporadas para devolver o emblema branco ao mais alto nível, a lutar por todos os títulos. Nessa entrevista, aborda todos os temas da atualidade merengue

Mourinho mudou?: «Sim, tanto como pessoa, como treinador, etc... mudei imenso. Diria que o ADN é o mesmo, obviamente. Não posso esconder-me ou tentar ser o que não sou. Com muito mais maturidade, menos emocional, mais controlado. Como sempre, desde sempre. Aprendendo com os erros, mas sem me arrepender disto ou daquilo, porque penso que, na vida, arrepender-nos de algo que já aconteceu não ajuda em nada. Aprender com as experiências, sim. Este trabalho de ser treinador, acredito que quanto mais experiência temos, quanto mais ‘déjà vu’ nos aparecem, mais qualidade temos»


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Um Mou mais aborrecido?: «Não, não diria mais aborrecido. Acho que, no fim de contas, o ADN ganha sempre, mas mais aborrecido, de todo não».

A pancada no olho: «Não, não foi uma luta. A nódoa negra que tenho foi o pobre Lacosta, um miúdo do Castilla, que me mandou uma bolada; eu estava de óculos e acertou-me. Mas não foi por isso que ele não foi convocado para o último jogo».

Balneário: «Encontrei um balneário com muita vontade de ganhar como resultado final de um trabalho. Encontrei um balneário aberto ao bom senso, porque tudo o que lhes peço desde o primeiro dia é bom senso. Até agora não tive uma única oportunidade de ser o líder agressivo que posso ser e que também faz parte do meu ADN, mas eles protegeram-me dessa versão que também é minha. O comportamento é irrepreensível. Tudo o que lhes pedi como princípios básicos, negociáveis, no fundo, foi bom senso. Dizer que têm de chegar uma hora antes do treino, e não cinco minutos antes, é bom senso. É o futebol de hoje. Tens de chegar mais cedo, tens de tomar o pequeno-almoço controlado pelo nutricionista, tens de ir ao ginásio todos os dias para prevenir, etc... é para ti. É para nós. Tudo o que lhes pedi foi bom senso».

Dorme em Valdebebas?: «Sim, sim. Na minha primeira passagem por aqui tinha filhos pequenos e estávamos todos juntos com a minha mulher. Agora têm 29 e 26 anos e vivem em Londres, e a minha mulher está muito com os miúdos. Quando vêm a Madrid, fico encantado, e quando não estão... estou sempre em Valdebebas. Quando saio daqui às 6 ou 7, é muito cómodo ficar aqui».

A sua firmeza no balneário: «Não sei, não sei se é isso ou se é a responsabilidade de trabalhar para o Real Madrid, que para mim é uma coisa fundamental. Isto de trabalhar no Real Madrid agrada-me muito, gosto muito de trabalhar para o Real Madrid. Desde o primeiro dia deixei isso claro em Valdebebas, não aos jogadores, a toda a gente em Valdebebas. Estamos aqui para trabalhar para o Real Madrid e, neste momento, estou supercontente».

Sobre Mbappé: «É bom de mais. Está num nível estratosférico. Não me cabe a mim julgar ou analisar o que fez na época passada. Foi uma época estranha, uma época complicada para todos. No fim, é sempre a mesma história, Arbeloa e Xabi pagaram as favas. Digo sempre que ganhar ou perder é multifatorial. Muita gente falhou no ano passado, não só treinadores ou jogadores. Houve gente aqui dentro que também falhou, e esse é o compromisso que eu quero. Quando me falas do Mbappé, prefiro pensar no que o Kylian pode ser agora. Um tipo que podia vir no dia 14 de agosto e apareceu logo no dia 12, isso já me diz alguma coisa».

Mercado de transferências: «Não digo que não haverá mais contratações porque o mercado está aberto, mas se me perguntas diretamente se para mim está fechado, sim. Está fechado».

Rodri: «Não, não me falta o Rodri, temos soluções, temos qualidade, temos jogadores que talvez olhes e analises pelo que fizeram, mas eu gosto de pensar que tenho a capacidade de melhorar jogadores. Que um jogador que hoje é isto, amanhã pode ser um jogador diferente. Falei com ele um par de vezes e o Real Madrid fez-lhe uma proposta muito boa. Acho que há uma relação muito boa com o City. Sem negociar com o City, o clube teve contactos com o Rodri, fez-lhe uma proposta importante. O Rodri teve dúvidas, hesitou, e as dúvidas do Rodri criaram-me dúvidas a mim. É um jogador extraordinário e foi muito correto connosco, não tenho nada de negativo a dizer, mas o Real Madrid tem uma dimensão que não pode ter jogadores que pensem duas vezes. Tu contactas e o jogador pergunta-te quando tem de se apresentar. É um pouco este o conceito, mas o Rodri foi muito correto connosco, desejo-lhe tudo de bom. Não demasiado bom, obviamente, mas desejo-lhe tudo de bom».

Renovação de Vinicius: «Não, graças a mim? O Vinicius está apaixonado pelo Real Madrid. Eu só lhe disse: ‘Vini, para onde queres ir? Já estiveste no Brasil e no Madrid, sabes o que é o Madrid quando sais, e não vale a pena’. Acho que aquilo que ele sentiu ao ver o grupo crescer deu-lhe um feeling importante» «As pessoas têm de aprender a comportar-se com ele, e falo dos árbitros. Não podes assinalar penálti a um e não ao Vinicius, proteger um e não o Vinicius. Não o respeitam».

Incidente Presttiani-Vinicius: «A resposta é simples, o Prestianni era meu jogador. E pronto, não há mais discussão, podem vir 20 jogadores, ele era meu jogador. Agora o Vini sabe de que lado estou. No outro dia, quando não lhe assinalaram um penálti, eu estava no meio-campo a lutar por ele».

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