Esporte News Mundo
·15 de setembro de 2026
MP denuncia Osmar Stábile por suposto uso de recursos do Corinthians para segurança particular

In partnership with
Yahoo sportsEsporte News Mundo
·15 de setembro de 2026

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, por suposta apropriação indébita continuada de recursos do clube para custear serviços de segurança pessoal. A denúncia foi apresentada à Justiça em 11 de setembro de 2026 e tramita no Foro dos Juizados das Garantias da Capital.
Segundo a Promotoria, aproximadamente R$ 721.194,66 foram pagos pelo Corinthians à empresa Bear Security entre julho de 2025 e agosto de 2026. Para o MP, os serviços teriam sido destinados à segurança particular de Stábile e, possivelmente, de familiares, e não à proteção institucional do clube.
A denúncia aponta que Stábile teria usado sua posição como presidente para fazer com que o Corinthians assumisse uma despesa que, na avaliação do Ministério Público, deveria ser de responsabilidade pessoal do dirigente. A Promotoria sustenta ainda que a prática teria ocorrido de forma continuada.
O caso envolve a contratação da Bear Security Ltda., empresa apontada na investigação como responsável pela segurança particular do presidente. De acordo com o MPSP, a companhia não possui autorização da Polícia Federal para prestar esse tipo de serviço e teria o Corinthians como único cliente desde sua fundação.
Ainda segundo a denúncia, a empresa está registrada em nome da esposa de um dos policiais militares que já prestavam serviços de segurança a Stábile antes de sua posse como presidente do Corinthians. Os pagamentos teriam começado em julho de 2025, enquanto o contrato formal entre a Bear Security e o clube foi assinado somente em março de 2026.
Além do ressarcimento de R$ 721.194,66 aos cofres do Corinthians, o Ministério Público pediu que Stábile pague R$ 540.895,99 por danos morais relacionados ao suposto abalo institucional e reputacional causado à imagem do clube. A Promotoria também solicitou o bloqueio de bens do dirigente para garantir o pagamento dos valores.
O MP pediu ainda medidas cautelares contra Stábile, incluindo a proibição de acesso às dependências do Corinthians, veto ao contato com testemunhas e outros dirigentes, suspensão de qualquer função de representação institucional do clube e proibição de deixar o país sem autorização judicial.
Na denúncia, o promotor Cássio Roberto Conserino afirmou que a investigação reuniu “indícios gritantes de gestão temerária, desvio de finalidade, de recursos e risco à integridade institucional do Corinthians”. O Ministério Público informou também que pretende encaminhar os elementos apurados à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social.
Ao vivo







































