Central do Timão
·07 de abril de 2026
MP-SP é contra tutela de urgência em ação que pede intervenção judicial no Corinthians

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Em manifestação datada da última segunda-feira (6), o Ministério Público de São Paulo se posicionou contra a concessão de tutela de urgência no processo que solicita a intervenção judicial no Corinthians. Encaminhado à 13ª Vara Cível, o documento aponta que, neste momento, não há elementos suficientes para justificar a adoção imediata da medida.
A ação foi proposta sob a alegação de “gestão temerária” em administrações anteriores, com possíveis danos ao patrimônio corinthiano. Diante disso, os autores pleitearam a concessão de tutela de urgência para a nomeação de um interventor provisório, que assumiria a administração do clube de forma imediata.


Na análise do caso, o Ministério Público reconheceu a relevância social do futebol e a legitimidade de sua atuação em situações que envolvam possível lesão a interesses coletivos. Ainda assim, ponderou que o atual estágio das investigações não permite uma medida tão drástica. O órgão destacou que o procedimento ainda se encontra em fase inicial, sem a devida oitiva da parte requerida, o que compromete uma avaliação mais aprofundada dos fatos.
Nesse sentido, o principal fundamento da manifestação está na insuficiência de elementos para justificar a urgência da intervenção. Além disso, o MP-SP chama atenção para os riscos institucionais de uma decisão precipitada. O órgão alerta que uma eventual concessão da medida, seguida de posterior reversão, “poderia agravar o quadro de instabilidade institucional, em prejuízo dos próprios interesses do clube”.
Dessa forma, a manifestação do órgão aponta para que o processo siga seu curso regular, com aprofundamento das investigações e garantia do contraditório antes de qualquer deliberação sobre a intervenção. O posicionamento não encerra o caso, mas se configura como um indicativo relevante dentro da tramitação judicial.
O documento é assinado pelos promotores Andre Pascoal da Silva e Luiz Ambra Neto e evidencia a necessidade de cautela na análise de medidas que podem afetar diretamente a estrutura administrativa de uma das principais entidades esportivas do país.
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