Esporte News Mundo
·25 de fevereiro de 2026
MPSP pede tornozeleira eletrônica para Andrés Sanchez após descumprimento de ordem judicial

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·25 de fevereiro de 2026

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu à Justiça a adoção de novas medidas cautelares contra Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. A informação foi publicada pelo UOL, que teve acesso ao requerimento apresentado pelo órgão.
De acordo com o Ministério Público, o ex-dirigente teria descumprido uma ordem judicial ao realizar uma ligação telefônica para Antônio Jorge Rachid, secretário-geral da diretoria do clube. O promotor responsável pelo caso afirma que o contato ocorreu quando Sanchez já estava proibido de se comunicar com integrantes da direção alvinegra.
Em depoimento, Rachid confirmou ter recebido ligações e afirmou que os contatos eram frequentes. Já Sanchez, procurado anteriormente pelo UOL, negou ter feito chamadas durante o período em que estava submetido à restrição judicial.
A divergência entre as versões foi registrada no documento enviado à Justiça e serviu como fundamento para o pedido de medidas mais rígidas, visando assegurar o cumprimento da decisão judicial.
Além da tornozeleira eletrônica, o MPSP solicitou a entrega do passaporte espanhol do ex-presidente, que possui dupla cidadania, para impedir uma eventual saída do Brasil. O órgão também pediu acesso ao histórico telefônico de Sanchez, com o objetivo de verificar se houve tentativas de contato com outros dirigentes do clube.
O Ministério Público destacou ainda que novos descumprimentos podem resultar na adoção de medidas mais severas, incluindo a decretação de prisão preventiva.
Segundo o UOL, outras denúncias apresentadas contra o ex-dirigente não foram acolhidas. A participação de Sanchez na Comissão de Justiça e Ética do Corinthians, por exemplo, foi considerada um ato administrativo interno do clube e, portanto, não caracterizou irregularidade.
O encontro com André Negão, conselheiro vitalício do Alvinegro, também foi analisado, mas o Ministério Público entendeu que conselheiros não se enquadram como dirigentes.
Por fim, o MPSP apurou a informação de que o ex-presidente esteve no Parque São Jorge no fim de 2025, mas concluiu que ele ainda não havia sido oficialmente notificado da decisão judicial naquele momento.









































