Mudança na precificação impulsiona Premiere e leva PPV da Globo a recorde | OneFootball

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·03 de fevereiro de 2026

Mudança na precificação impulsiona Premiere e leva PPV da Globo a recorde

Imagem do artigo:Mudança na precificação impulsiona Premiere e leva PPV da Globo a recorde

A queda nos preços e a aposta na venda direta colocaram o pay-per-view de futebol da Globo em um novo patamar em 2025. Isso porque o Premiere alcançou o maior número de assinantes desde seu lançamento, muito impulsionado pela combinação entre acesso facilitado e forte apelo do Campeonato Brasileiro.

Somente no último trimestre do ano, período que concentrou uma ação de Black Friday, o canal registrou cerca de 250 mil novas assinaturas. Já o serviço total chegou à marca de 3 milhões de clientes, segundo dados da Coluna F5, da Folha de S. Paulo.


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Os números na audiência expõem, ainda, a contribuição direta do contexto esportivo. Isso porque Flamengo e Palmeiras, protagonistas da disputa pelo título até o fim do Brasileirão, lideraram o número de torcedores entre os assinantes no encerramento da temporada.

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Rubro-Negro lidera assinaturas em ano de título do Brasileirão – Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Globo recalcula rota

A mudança de estratégia e resultado passa, principalmente, pelo bolso do consumidor. Pelo Globoplay, há duas opções de valores e formatos: o Premiere custa R$ 59,90 no plano mensal e sai por R$ 29,90 (mês) para quem optar pela assinatura anual. Em 2018, o pacote mais completo na TV paga custava cerca de R$ 110.

A redução de 45% ocorreu junto com a migração para o ambiente digital, que eliminou repasses a operadoras. Apesar do crescimento, a pirataria segue como o principal desafio financeiro do produto. A arrecadação projetada gira em torno de R$ 750 milhões, valor bem abaixo do potencial estimado sem o consumo ilegal.

Em conversa com a coluna em abril de 2025, Manuel Belmar, diretor de produtos digitais, finanças, jurídico e infraestrutura da Globo, afirmou que quatro em cada cinco pessoas que assistem ao Premiere por rodada não pagam pelo serviço.

“A gente vive uma situação endêmica no Brasil em relação à pirataria. Nossa capacidade de oferecer preço cada vez mais baixo tem um limite. Eu não tenho condição, com o preço dos direitos esportivos, de oferecer isso sem cobrar nada. É impossível”, afirmou.

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