Mundial de Clubes deixa marcas na Europa, mas boa preparação do FC Porto fez com que efeitos não fossem sentidos | OneFootball

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·25 de março de 2026

Mundial de Clubes deixa marcas na Europa, mas boa preparação do FC Porto fez com que efeitos não fossem sentidos

Imagem do artigo:Mundial de Clubes deixa marcas na Europa, mas boa preparação do FC Porto fez com que efeitos não fossem sentidos

O que, à primeira vista, parecia ser uma grande vitrine mundial para os maiores clubes do planeta começa agora a mostrar um reverso menos favorável. Meses depois da primeira edição do Mundial de Clubes, disputado nos Estados Unidos, há um padrão difícil de ignorar: várias equipas europeias que marcaram presença na prova estão a enfrentar sérias dificuldades nas respetivas épocas domésticas. Uma espécie de maldição que parece estar a instalar-se no futebol europeu.

Basta observar alguns dos principais campeonatos para perceber a dimensão do fenómeno. Em Itália, o Inter – que ainda lidera a Serie A – perdeu intensidade nas últimas semanas e atravessa a pior fase da temporada, somando quatro jogos sem vencer. Para além disso, já foi eliminado da UEFA Champions League, depois de ter sido claramente superiorizado fisicamente pelo Bodo/Glimt. A Juventus vive um cenário ainda mais complicado. Na quinta posição, a vecchia signora está fora dos lugares de acesso à Champions e já ficou pelo caminho nas principais competições internas e europeias.


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Em Espanha, o quadro também levanta dúvidas. Embora o Real Madrid continue em competição na Champions, no campeonato segue atrás do Barcelona, a quatro pontos, e já passou por um período conturbado, que incluiu uma mudança no comando técnico – saiu Xabi Alonso e entrou Arbeloa. O Atlético, por seu lado, está praticamente fora da corrida pelo título, a 16 pontos da liderança, agarrando-se à Champions e à Taça do Rei, competição em que está na final.

Na Alemanha, o Borussia Dortmund também ficou aquém do esperado, acumulando um atraso significativo na Bundesliga – nove pontos para o Bayern – e estando igualmente afastado da Taça e da Liga dos Campeões. Os efeitos da maldição chegaram também à Áustria, onde o Salzburgo ocupa apenas o quarto lugar na fase de apuramento do campeão, depois de ter terminado a fase regular na segunda posição.

Em Inglaterra, o cenário é ainda mais sonante. O Manchester City perdeu terreno na luta pelo título – está a nove pontos do Arsenal – e caiu cedo na Champions. Já o Chelsea – campeão do Mundial de Clubes – vive uma temporada caótica, longe dos lugares europeus, no sexto posto, e com uma mudança de treinador pelo meio, quando Liam Rosenior substituiu Enzo Maresca.

Benfica entre os afetados, FC Porto foge à regra

Em Portugal, o Benfica também não escapa a este padrão. Apesar de ainda não ter perdido para o campeonato esta época, a equipa encarnada segue longe da liderança – a sete pontos do FC Porto -, num percurso que tem ficado abaixo das expectativas internas. As águias caíram nas meias-finais da Taça da Liga, nos quartos de final da Taça de Portugal e no play-off da Champions, sendo que a conquista da Supertaça, em julho, acaba por ser o único resultado verdadeiramente positivo numa competição. Importa ainda lembrar que, tal como vários dos afetados por esta maldição, também o clube da Luz mudou de treinador durante a época, com Bruno Lage a sair em setembro para dar lugar a Mourinho.

Em contrapartida, o FC Porto surge como uma das raras exceções a este fenómeno. Os dragões têm rubricado uma época consistente, liderando o campeonato, estando nos quartos de final da Liga Europa e nas meias-finais da Taça de Portugal, tendo claudicado apenas na Taça da Liga, onde não foram além dos quartos de final. Há, no entanto, um dado relevante a assinalar: o emblema azul e branco sofreu uma profunda renovação após o torneio. No verão, chegaram nomes como Jakub Kiwior, Jan Bednarek, Borja Sainz, Victor Froholdt, Pablo Rosario e Alberto Costa, aos quais se juntaram Oskar Pietuszewski, Seko Fofana, Thiago Silva e Terem Moffi no último mercado de inverno.

A eliminação precoce na fase de grupos do Mundial de Clubes ditou também a saída de Martín Anselmi, com Francesco Farioli a assumir o comando técnico e a devolver outra energia à equipa. Estes fatores acabaram por transformar o clube, o que poderá explicar a forma como os dragões parecem ter escapado à maldição.

Além do FC Porto, apenas Bayern e PSG parecem resistir melhor ao impacto, sobretudo graças à profundidade dos seus plantéis e à menor exigência interna.

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