CBF
·27 de julho de 2026
Na estreia no Brasileirão, impedimento semiautomático tem cinco checagens em tempo médio de 47 segundos

In partnership with
Yahoo sportsCBF
·27 de julho de 2026

A tecnologia do impedimento semiautomático (SAOT) estreou no Brasileirão neste final de semana e já mostrou uma de suas maiores qualidades: a agilidade. O sistema foi utilizado em cinco oportunidades, com tempo médio de checagem de apenas 47 segundos.
No sábado (25), a tecnologia entrou em ação na partida Santos x Chapecoense após o gol de empate do time catarinense, marcado por Marcinho, numa operação de 48 segundos. No domingo (26), o SAOT foi acionado em duas oportunidades na partida Flamengo x São Paulo, em uma ocasião no jogo Bahia x Corinthians e em outra em Remo x Vitória.
No Maracanã, o gol do São Paulo foi checado em 33 segundos e o gol do Flamengo foi anulado em 64 segundos. Vale lembrar que o tempo de checagem se dá a partir da marcação inicial de gol. Na Fonte Nova, o gol de empate do Bahia foi anulado em 32 segundos, e no Mangueirão o segundo gol do Remo foi confirmado em 62 segundos.
“O primeiro fim de semana de utilização oficial do impedimento semiautomático foi extremamente positivo e confirmou que estamos no caminho certo. A tecnologia entregou aquilo que esperávamos: mais agilidade, precisão e segurança nas decisões, reduzindo significativamente o tempo de análise dos lances e proporcionando maior fluidez às partidas. Esse resultado é fruto de um grande trabalho de planejamento, integração entre a CBF, Genius Sports, clubes, equipes de arbitragem e todos os profissionais envolvidos na operação. Seguiremos monitorando e aperfeiçoando os processos, mas este início demonstra que o futebol brasileiro está incorporando uma tecnologia de padrão internacional, sempre com o objetivo de oferecer uma arbitragem cada vez mais eficiente, transparente e confiável”, disse Netto Góes, Diretor de Arbitragem da CBF.

Netto Goes, Diretor de Arbitragem da CBF, destacou a agilidade, precisão e segurança nas decisões com o semiautomáticoCréditos: Fábio Souza/ CBF
Cada estádio foi equipado com 28 a 32 câmeras dedicadas (o número varia de acordo com a infraestrutura de cada estádio), com suporte de cinco servidores locais que garantem a conectividade do sistema. Os aparelhos gravam o jogo em qualidade 4k, a 100 frames por segundo, permitindo que o sistema crie uma réplica digital dos lances em campo.
As imagens capturadas são transmitidas em tempo real para a Central de Operações do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR), da CBF, no Rio de Janeiro. A Central conta com 10 salas de controle integradas e equipadas com as tecnologias VAR e SAOT.
Em relação a comentários que surgiram em redes sociais, a CBF esclarece que o sistema usado no Brasil opera com captura de imagens a 100 quadros por segundo e identifica automaticamente o exato instante do último contato do jogador com a bola, o chamado ponto de contato (kick point).

Integração entre VAR e SAOT faz parte da implementação do impedimento semiautomáticoCréditos: Fábio Souza/ CBF
Também de forma automática, o sistema reconhece os atletas envolvidos na jogada, define os pontos de interesse de cada um deles e gera o resultado da análise de impedimento, sem qualquer interferência humana nessa construção.
O termo "semiautomático" refere-se, exclusivamente, à etapa de validação. A equipe de arbitragem de vídeo não recalcula, não redesenha linhas e não decide o posicionamento dos jogadores: sua função é conferir e confirmar aquilo que a tecnologia já produziu.
Em situações muito raras, como oclusões parciais, jogadores ocupando praticamente o mesmo espaço ou lances que exigem interpretação, o VAR pode avançar ou retroceder um quadro para assegurar que o ponto de contato capturado corresponde exatamente ao momento do passe. Trata-se de um ajuste pontual de precisão, e não de uma alteração de critério ou de resultado. Nenhuma situação assim aconteceu na 20ª rodada do Brasileirão.
Confirmada a validação, o resultado é comunicado ao árbitro de campo e a imagem tridimensional é exibida nos estádios e nas transmissões. A animação apresentada ao público é, portanto, a representação de um cálculo automático já verificado.
A adoção da tecnologia tem como objetivos centrais a agilidade nas decisões, a precisão do resultado e a transparência do processo. Ao transferir para o sistema a identificação do momento do passe e do posicionamento dos atletas, o SAOT reduz de forma significativa a margem de interpretação, entregando decisões mais rápidas e tecnicamente mais confiáveis.
Confira o exemplo abaixo, em que os pontos vermelhos na base do vídeo indicam os frames em que há o contato com a bola:

Neste frame de jogo-teste, o quadrado vermelho com estrela, na parte inferior do vídeo, indica o ponto de contato do jogador com a bola







































