Jogada10
·11 de junho de 2026
Na terceira Copa da carreira, Alisson celebra marca histórica: “É uma honra”

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·11 de junho de 2026

A Copa do Mundo de 2026 marcará um feito especial para Alisson. Titular da Seleção Brasileira, o goleiro disputará seu terceiro Mundial e se tornará o brasileiro com mais participações em Copas do Mundo entre os goleiros. Assim, vai igualar as marcas históricas de nomes como Gilmar dos Santos Neves e Taffarel.
Em entrevista coletiva, o camisa 1 não escondeu a emoção ao falar sobre a conquista pessoal e destacou a honra de dividir espaço com ídolos que marcaram a história da Seleção.
“Se for dizer uma palavra para definir o sentimento é honra. Poder estar junto com esses gigantes da história da seleção brasileira é um privilégio. É muito bom poder disputar mais uma Copa do Mundo. Quando eu assistia como criança, sonhava em estar aqui, mas era uma realidade muito distante. Hoje, quando paro para pensar, é um privilégio e uma bênção disputar uma Copa do Mundo com a camisa da maior seleção. Me sinto muito honrado”, disse Alisson.
Apesar da marca histórica, Alisson deixou claro que seu principal objetivo está longe dos números individuais. O goleiro afirmou que deseja entrar para um grupo ainda mais seletoque é o dos campeões mundiais.
“Quero entrar no outro grupo. Quero estar nos campeões de uma Copa. Com os outros 25 convocados. Esse é meu foco e a coisa mais importante no momento”, falou o goleiro.
Ao analisar a trajetória do Brasil até a Copa do Mundo, Alisson reconheceu que o ciclo foi marcado por turbulências e momentos difíceis. No entanto, destacou que a chegada de Carlo Ancelotti mudou o cenário dentro da equipe. Segundo o goleiro, o treinador italiano trouxe tranquilidade e ajudou a criar um ambiente mais focado exclusivamente no futebol.
“Eu acho que todos os períodos tiveram suas características. É inegável que esse último foi muito difícil. Sentimos na pele a dificuldade que tivemos, por vários fatores. Mas o mais importante é o momento em que nos encontramos agora. Desde a chegada do Ancelotti, o ambiente foi transformado. Ele carrega uma presença muito forte e nos dá essa tranquilidade de um ambiente focado no trabalho, sem polêmicas ou outras questões”, analisou o arqueiro.
O jogador acredita que a confiança construída durante a preparação pode fazer a diferença já na estreia contra Marrocos.
“Chegamos confiantes. Pelos treinamentos, pelo trabalho, pela qualidade, pelo que estamos nos tornando como equipe. Esperamos que tudo isso dê resultado já no primeiro jogo contra Marrocos”, completou.

Em 2026, Alisson disputará a terceira Copa do Mundo de sua carreira – Foto: Divulgação / FIFA
Alisson também comentou as cobranças recebidas durante o ciclo da Copa. Para ele, as críticas são consequência natural da responsabilidade de defender a Seleção Brasileira.
“Naturais. As cobranças são naturais. Injustas ou não, faz parte do futebol e do pacote que é vestir essa camisa. Os torcedores querem que quem vista essa camisa conquiste títulos. Ninguém vai me criticar mais do que eu. Porém, a minha crítica é em fatos do dia a dia, leitura técnica e psicológica. Ninguém me conhece mais do que eu. Eu dou muito valor a quem trabalha comigo no dia a dia, Taffarel e Marquinhos, os treinadores”, explicou Alisson.
Questionado sobre a convocação de Weverton, que ganhou espaço após a lesão sofrida por Alisson na reta final da temporada europeia, o goleiro fez questão de valorizar o companheiro. Além disso, destacou a qualidade dos goleiros presentes no grupo e também daqueles que ficaram fora da lista final.
“Eu acredito que a convocação do Weverton é por mérito dele, não demérito de ninguém. A minha condição física está 100%. Tanto ele, quanto eu, quanto o Ederson… E isso não significa que os outros também não mereciam estar aqui. O Bento, Hugo, os mais jovens e todos aqueles que foram cotados para esse lugar. Todos que estão aqui estão por mérito próprio”, analisou.
Por fim, Alisson foi questionado sobre a possibilidade de seguir atuando até os 40 anos e disputar uma quarta Copa do Mundo, o que o colocaria isoladamente no topo da lista entre os goleiros brasileiros. O camisa 1, porém, evitou fazer planos de longo prazo.
“Excelente pergunta. Adoraria responder, mas o meu foco está nessa Copa do Mundo. Vou encarar como se fosse a última oportunidade. Tenho aprendido isso na vida, viver a cada dia”, finalizou.







































