Na volta de Cristian Chivu a Parma, a Inter tentará seguir líder na 19ª rodada da Serie A | OneFootball

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Calciopédia

·06 de janeiro de 2026

Na volta de Cristian Chivu a Parma, a Inter tentará seguir líder na 19ª rodada da Serie A

Imagem do artigo:Na volta de Cristian Chivu a Parma, a Inter tentará seguir líder na 19ª rodada da Serie A

A 19ª rodada da Serie A fecha o primeiro turno do campeonato – ainda que quatro partidas envolvendo os clubes que disputaram a Supercopa Italiana permaneçam pendentes – e chega com um roteiro curioso: todos os candidatos ao título entram em campo contra equipes que lutam para evitar o rebaixamento, mas em contextos e graus de dificuldade bastante distintos. O destaque da jornada será o confronto entre Parma e Inter, no Ennio Tardini. De um lado, os crociati tentam ganhar fôlego na briga contra o descenso; do outro, a líder do campeonato embalada por cinco vitórias consecutivas. O duelo também marca o reencontro de Cristian Chivu com o time em que teve seu primeiro trabalho como técnico entre os profissionais antes de assumir a gigante de Milão, na qual havia sido jogador e comandante na base.

Na mesma lógica de favoritismo teórico, o Milan recebe o Genoa, time ameaçado pelo descenso e que tem encontrado dificuldades para competir fora de casa, enquanto o Napoli visita o Verona, atualmente na zona de rebaixamento, em um duelo que carrega um peso histórico maior do que a tabela sugere – afinal, as duas torcidas se odeiam. A rodada ainda reserva um confronto direto por vagas europeias entre Bologna e Atalanta: os rossoblù atravessam uma sequência de cinco jogos sem vencer, enquanto a Dea vive um momento de crescimento e tenta consolidar sua ascensão. Por fim, Lazio e Fiorentina protagonizam um encontro entre duas camisas pesadas do futebol italiano e que, até aqui, renderam menos do que o esperado, transformando o jogo em um teste de afirmação para ambas antes da virada de turno. Confira, a seguir, a prévia da jornada.


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O jogão

Quarta, 7/1, 16h45

Parma x Inter

O duelo entre Parma e Inter, no Ennio Tardini, coloca frente a frente times atravessados por objetivos opostos. Os emilianos ocupam a 14ª posição, com 18 pontos – seis acima da zona de rebaixamento – e chegam tentando transformar sinais recentes de estabilidade em fôlego real na tabela. Do outro lado, a Inter defende a liderança do campeonato, com vantagem mínima sobre Milan e Napoli, e sabe que tropeços contra equipes da parte baixa da classificação podem custar caro num certame tão disputado.

O histórico recente favorece claramente os nerazzurri: a Inter está invicta há sete jogos de Serie A contra o Parma (quatro vitórias e três empates), sequência que pode se tornar a mais longa da história do confronto no torneio. A última vitória dos ducali remonta a setembro de 2018, curiosamente no Giuseppe Meazza, com gol de Dimarco – hoje peça-chave da própria Beneamata. O Tardini, por sua vez, tem sido território de equilíbrio desde os anos 2000: em 19 partidas de liga, são sete vitórias para cada lado e cinco empates, com leve vantagem ofensiva dos mandantes (25 tentos contra 23). O empate por 2 a 2 no encontro mais recente, em abril, abre inclusive a possibilidade de duas igualdades consecutivas entre as equipes, algo que não acontece desde 2004-05.

O momento do Parma sugere cautela, mas também algum otimismo. Após vencer a Fiorentina e empatar com o Sassuolo, o time pode alcançar três jogos seguidos sem derrota pela primeira vez sob o comando de Carlos Cuesta. A última sequência maior de invencibilidade na elite ocorreu justamente com Cristian Chivu no banco, entre março e abril do ano passado. Em casa, o cenário também é digno de atenção: depois do 1 a 0 sobre a Fiorentina, o Parma pode conquistar duas vitórias internas consecutivas pela primeira vez desde janeiro de 2020. Individualmente, Pellegrino – alçado aos titulares em 2024-25 justamente pelo técnico romeno, que reencontrará vários de seus ex-comandados – aparece como termômetro do ataque: participou de nove dos 12 gols dos crociati, inclusive nas duas rodadas anteriores, e pode se tornar o primeiro jogador do clube a contribuir diretamente de tentos em três jornadas seguidas desde Kulusevski, em 2020.

A Inter chega com números robustos como visitante – seis vitórias em oito jogos fora nesta Serie A – e pode alcançar pela quinta vez na história ao menos sete triunfos nas primeiras nove viagens do campeonato; curiosamente, todas se deram a partir de 2006. O recorte geográfico, porém, traz um alerta: desde 2022, os nerazzurri venceram apenas duas das sete partidas disputadas na Emília-Romanha, com quatro derrotas, e não ganham na região há três pelejas. No ataque, Lautaro vive fase histórica, tendo marcado em cinco rodadas consecutivas do certame, algo que não acontecia desde o fim de 2023; ninguém no clube chega a seis jogos seguidos com gol desde Cruz, em 2007. Thuram, por sua vez, mantém uma curiosidade perfeita contra o Parma: balançou as redes nas duas ocasiões em que encarou o clube de sua cidade natal, no qual seu pai foi ídolo. Em um campeonato decidido nos detalhes, esse tipo de regularidade pode ser decisivo.

Prováveis escalações

Parma: Corvi; Britschgi, Delprato, Circati, Valenti, Valeri; Bernabé, Keita, Estévez; Ondrejka, Pellegrino.

Inter: Sommer; Bisseck, De Vrij, Bastoni; Luis Henrique, Barella, Çalhanoglu, Mkhitaryan, Carlos Augusto; Lautaro, Esposito.

Fique de olho

Quarta, 7/1, 14h30

Bologna x Atalanta

Bologna e Atalanta se enfrentam no Renato Dall’Ara num confronto direto entre sétimo e oitavo colocados, que terá impacto na disputa por vagas europeias. Historicamente, a Dea é a adversária que os rossoblù mais enfrentaram na Serie A e também aquela que mais vezes a venceu: 39 triunfos bergamascos em 108 jogos, contra 40 vitórias emilianos e 29 empates. Considerando o momento ascendente dos nerazzurri, há motivos para confiança na Lombardia.

O recorte recente, porém, suaviza essa vantagem histórica da Atalanta. O Bologna ficou invicto em quatro dos últimos cinco encontros de campeonato (três vitórias e um empate), ainda que tenha perdido o mais recente, depois de ter vencido apenas uma vez nos 14 confrontos anteriores. No Dall’Ara, o 1 a 1 de setembro abre a possibilidade de dois empates consecutivos em casa contra a Dea, algo que só aconteceu uma vez na história da Serie A, entre 1989 e 1990.

O problema para os felsinei está no momento – contrastante com o da adversária. Após uma sequência de nove jogos de invencibilidade, o time de Vincenzo Italiano não vence há cinco rodadas (dois empates e três derrotas), sua pior série negativa em uma única temporada desde a primavera de 2023. A queda de rendimento também apareceu em casa: o Bologna não ganhou nenhuma das últimas três partidas no Dall’Ara, depois de um início quase perfeito, com quatro vitórias e um empate nas cinco primeiras. Sob o comando do treinador, só houve um período mais longo sem triunfos como mandante, justamente nos seus quatro jogos iniciais à frente dos emilianos em seu próprio território.

A Atalanta, por sua vez, chega em clara ascensão desde a troca no comando técnico, ocorrida pela demissão de Ivan Juric. Com Raffaele Palladino, a média de pontos saltou de 1,18 para 1,71 por jogo, e a taxa de vitórias praticamente triplicou, de 18,2% para 57,1%. Na última vez em que atuou fora de casa, contra o Genoa, ganhou – e pode conquistar dois triunfos seguidos como visitante pela primeira vez na temporada. Ainda assim, o desempenho longe de Bérgamo segue irregular no recorte mais amplo: apenas dois triunfos nas primeiras oito viagens do campeonato, algo que não acontecia desde 2017-18.

Entre os destaques individuais, Castro alcançou 20 participações diretas em gols na Serie A desde sua estreia, sendo um dos poucos jogadores nascidos a partir de 2004 a atingir essa marca no período – só Paz (26) e Yildiz (22) o superam. Do lado da Atalanta, Scamacca, que já balançou as redes cinco vezes neste campeonato, anotou três tentos nas três partidas em que foi titular contra o Bologna. Some-se a isso a eficiência recente da Dea nas bolas paradas – oito pelotas na casinha a partir de escanteios, sendo três desde a chegada de Palladino – e o cenário se desenha como um belo embate entre duas equipes separadas por poucos pontos e momentos díspares.

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Após bater a Lazio em Roma, o Napoli receberá o desesperado Verona em duelo de muita rivalidade (Getty)

Quarta, 7/1, 14h30

Napoli x Verona

Napoli e Verona se enfrentam no Diego Armando Maradona em um duelo que carrega rivalidade histórica e simbólica, alimentada há décadas pelas tensões norte-sul da sociedade italiana. Em campo, o contraste é evidente: os partenopei ocupam a terceira posição, a dois pontos da liderança, enquanto os scaligeri lutam para sair da zona de rebaixamento. Ainda assim, o histórico mostra que o Hellas é um adversário tradicionalmente incômodo para os azzurri, com 14 vitórias em 64 confrontos de Serie A – desempenho superado, pelos vênetos, apenas contra Fiorentina e Cagliari.

O recorte recente, porém, pende com clareza para o lado napolitano. O Napoli venceu cinco dos últimos sete embates com o adversário pelo campeonato, com média exata de dois gols por jogo no período. Em casa, a vantagem é ainda mais expressiva: são 20 partidas consecutivas de invencibilidade contra o Verona na Serie A, com 15 vitórias e cinco empates. A última derrota no antigo San Paolo aconteceu em janeiro de 1983, na era de ouro do Hellas, sob as ordens de Osvaldo Bagnoli, que ganharia o scudetto em 1985. É a terceira maior sequência de invencibilidade caseira da história dos partenopei, atrás apenas de outras registradas ante Atalanta (23) e Udinese (21), sendo a única vigente.

O momento reforça essa superioridade. O Napoli é o único time dos cinco maiores campeonatos europeus a permanecer invicto como mandante ao longo de todo o ano de 2025, somando 15 vitórias e seis empates em 21 jogos oficiais. No total, já são 22 partidas seguidas sem perder no Maradona, marca que não era alcançada desde 2019. Além disso, a equipe vem de quatro vitórias consecutivas (curiosamente, por 2 a 0) em todas as competições, e não emenda uma sequência de cinco desde janeiro de 2025. Aliás, os azzurri podem alcançar cinco triunfos seguidos sem sofrerem gols pela primeira vez desde fevereiro de 2023.

Do lado visitante, o cenário é mais instável. O Verona venceu apenas uma das nove partidas fora de casa neste campeonato, não marcou em cinco delas, e chega pressionado também pelo histórico recente contra campeões em exercício: são oito derrotas consecutivas nesse tipo de confronto, com placar agregado de 21 a 5. Ainda assim, o time aposta na regularidade do brasileiro Giovane, um de seus destaques ofensivos. O atacante de 22 anos foi titular em todas as rodadas até aqui, sendo o mais jovem da liga a atingir o feito. O garoto revelado pelo Corinthians também é o terceiro mais novo a ter se envolvido diretamente em mais de 60 finalizações na liga (concluiu 38, assistiu 24), atrás apenas de Paz e Yildiz.

Demais jogos

Terça, 6/1, 11h Pisa x Como

Terça, 6/1, 14h Lecce x Roma

Terça, 6/1, 16h45 Sassuolo x Juventus

Quarta, 7/1, 16h45 Lazio x Fiorentina Torino x Udinese

Quinta, 8/1, 14h30 Cremonese x Cagliari

Quinta, 8/1, 16h45 Milan x Genoa

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