Fala Galo
·12 de abril de 2026
Naming Rights: Arena MRV tem o menor ‘valor’ entre os clubes da Série A do Brasileirão

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·12 de abril de 2026

Foto: Pedro Souza
O cenário dos naming rights no futebol brasileiro sofreu uma reviravolta histórica nesta última sexta-feira (10/4). O anúncio do novo acordo entre a WTorre e o Nubank para a casa do Palmeiras não apenas mudou o nome de um dos estádios mais modernos do país, como também escancarou a disparidade de valores entre os contratos de patrocínio de arena no Brasil.
Neste novo panorama, segundo levantamento feito pelo jornalista Lucas Bretas, do site No Ataque, a Arena MRV, orgulho da torcida do Atlético, aparece em uma posição desconfortável: detém, atualmente, o menor valor anual entre os principais estádios da Série A que comercializaram seus nomes.
O FENÔMENO NUBANK E A INFLAÇÃO:
A parceria para renomear o Allianz Parque (cujo novo nome será escolhido por votação popular) atingiu cifras astronômicas. O banco digital pagará cerca de R$ 50,2 milhões anuais (US$ 10 milhões).
Para especialistas como Amir Somoggi, esse valor está “totalmente inflacionado”, superando até médias de arenas da NFL e NBA nos Estados Unidos.
Embora o valor seja o maior do país, vale destacar que o Palmeiras, por contrato com a construtora, recebe apenas uma porcentagem (inicialmente 15%) desse montante.
SITUAÇÃO DA ARENA MRV:
Inaugurada recentemente, a casa do Galo possui um contrato de R$ 71,7 milhões por 10 anos. Isso resulta em uma média de R$ 7,1 milhões por temporada, valor que hoje ocupa a quinta posição no ranking nacional.
Quando comparado ao novo acordo do Palmeiras ou ao contrato do São Paulo com a Bis, a diferença é gritante, evidenciando como o mercado se valorizou rapidamente desde que o Atlético fechou seu vínculo com a MRV.
Nota: O valor do Corinthians (Neo Química Arena) possui correções pelo IGP-M que podem elevar o montante atual para a casa dos R$ 20 milhões, mas o valor base de contrato segue como referência.
O QUE SÃO NAMING RIGHTS?
Para quem não está familiarizado, a estratégia consiste na venda do direito de nomear um espaço. O pioneiro no Brasil foi o Athletico-PR em 2005, com a “Kyocera Arena”. Hoje, o modelo é fundamental para a saúde financeira dos clubes, servindo para abater dívidas de construção ou reinvestir no departamento de futebol.
Com o mercado em ebulição, a tendência é que novos contratos — e renovações — busquem se aproximar dos valores estabelecidos pelos gigantes da capital paulista, desafiando a Arena MRV a buscar novas formas de monetização para acompanhar o topo da lista.




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