Zerozero
·01 de fevereiro de 2026
Não há céu em Tondela

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·01 de fevereiro de 2026

O Benfica voltou a virar atenções para o campeonato depois da verdadeira utopia vivida durante a semana frente ao Real Madrid e deslocou-se a Tondela para enfrentar os beirões pela terceira vez na temporada. Longe da exibição conseguida frente aos merengues, a equipa de José Mourinho acabou mesmo por escorregar frente aos tondelenses e num verdadeiro recital de oportunidades que acabou com o nulo no final da partida, foi do céu ao inferno num espaço de quatro dias.
Na antevisão à partida, Mourinho havia dito que a equipa precisava de colocar o último encontro na «gaveta» e concentrar as atenções no jogo deste domingo.
No entanto, tal como acontecera na quarta-feira, o Benfica voltou a ter nos primeiros 45 minutos um período de grande intensidade e com múltiplas oportunidades de golo. Ainda assim, se na Luz o aproveitamento reduzido foi suficiente para levar a equipa em vantagem ao intervalo, em Tondela as sucessivas tentativas não bastaram para passar a muralha Bernardo Fontes na primeira parte.
Schjelderup, Prestianni e Pavlidis foram os mais atrevidos no lado encarnado mas foram insuficientes frente ao guardião dos Beirões que ia tendo uma noite memorável entre os postes. Do outro lado, a primeira parte ficou também marcada por uma grande ocasião que viu Jordi enviar uma bola ao poste depois de um excelente toque de calcanhar.
A segunda parte manteve o mesmo guião, agora com ainda mais acentuação. O Benfica carregou, encostou o Tondela às cordas e transformou o jogo num ataque continuado. Prestianni voltou a estar perto do golo aos 54, 58 e 68 minutos, sempre negado por Bernardo Fontes, que parecia crescer a cada intervenção. Pavlidis respondeu aos 65, após um cruzamento perfeito de Sidny Cabral, mas voltou a falhar o alvo. Aursnes, já dentro da pequena área, também não conseguiu bater o guarda-redes aos 74.
Mourinho tentou mexer com o jogo: Rafa Silva, Bruma — de regresso quase sete meses depois — Sidny Cabral e Anísio Cabral entraram para dar novas soluções. A intenção foi clara, mas o efeito prático manteve-se o mesmo. O Benfica terminou o encontro com números esmagadores: 76% de posse de bola, 21 remates (oito à baliza), 13 cantos e um expected goals de 2.43. O Tondela, com apenas seis remates e um xG de 0.55, segurou o empate com organização, entrega e um guarda-redes absolutamente determinante, eleito o melhor em campo.
Com este resultado, o Benfica volta a escorregar na luta pelo título e pelo segundo lugar, estando agora a cinco pontos do rival Sporting, podendo acabar a jornada a 12 do FC Porto. Já o Tondela, soma um ponto precioso na luta pela manutenção.
Vangelis Pavlidis (Benfica): Uma noite apagada da principal referência ofensiva dos encarnados. Ele que já surgiu como herói para o Benfica em diversas ocasiões anteriormente, falhou em ser aquilo que a equipa mais precisava: o homem-golo.
Bernardo Fontes (CD Tondela): É uma exibição absolutamente histórica do gaurdião do Tondela. Anulou toda e qualquer tentativa do Benfica e assegurou o empate com todas as forças possíveis. Bernardo foi gigante entre os postes durante todos os 95 minutos.
Gianluca Prestianni (Benfica): Foi elemento mais irreverente do Benfica durante toda a partida mas ainda assim insuficiente perante a ineficácia conjunta da equipa. Tem evolúido muito o seu nível nos últimos jogos e procuar agora um golo para coroar esse desenvolvimento notório.
Andreas Schjelderup (Benfica): Ainda que tenha chamado bastante à atenção num primeiro momento, falhou em dar seguimento à exibição na Liga dos Campeões e acabou novamente substítuido depois de ser titular. O noruguês ainda não conseguiu alcançar o estatuto pretendido a nível interno.
A exibição de Luís Godinho fica marcada pela boa análise no lance de pénalti que foi revertido, no entanto, peca por acabar o jogo em cima dos 5 minutos de compensação depois de existirem paragens durante o mesmo período.

Onze do Benfica:
Anatoliy Trubin, Daniel Banjaqui, Nicolás Otamendi, António Silva, Samuel Dahl, Leandro Barreiro, Fredrik Aursnes, Gianluca Prestianni, Georgiy Sudakov, Andreas Schjelderup, Vangelis Pavlidis

Onze do CD Tondela:
Bernardo Fontes, Bebeto, Christian Marques, Brayan Medina, Nor Maviram, Yaya Sithole, Joe Hodge, Rodrigo Conceição, Cícero Alves, Makan Aïko, Jordan Siebatcheu
1':

Começou a partida!
9':

Benfica: Vangelis Pavlidis
sem conseguir finzalizar na cara da baliza e a desperdiçar uma grande oportunidade de inaugurar o marcador.
20':

Benfica: Andreas Schjelderup
com um cruzamento muito perigoso mas o guardião do Tondela a antecipar-se a Pavlidis. Está muito ativo no jogo o extremo norueguês do benfica.
25':

Jordan Siebatcheu (CD Tondela) remata ao poste!!!
28':

Jogo muito repartido até agora. O Benfica ainda não conseguiu alcançar o conforto que a esta altura já esperava ter e o Tondela já mostrou que pode mesmo ferir a equipa de Mourinho. Um ótimo duelo que está a promover a equipa beirã.
33':

Benfica: Gianluca Prestianni
a obrigar Bernardo a uma grande intervenção para travar aquele que podia ser o primeiro golo da partida.
34':

Benfica: Andreas Schjelderup
a esbarrar novamente em Bernardo na segunda tentativa,
39':

VAR analisa o lance
43':

Benfica: Daniel Banjaqui
a obrigar Bernardo Fontes a mais uma grande intervenção.
45 +5':

Primeiro tempo muito intenso e marcado também por grandes oportunidades para os dois lados. O Tondela conseguiu assustar os encarnados em duas ocasiões mas é a equipa de Mourinho que vai dominando em ocasiões de perigo criadas. Vai valendo Bernardo Fontes à equipa da casa que tem sido uma autêntica muralha na baliza do Tondela. A chuva forte já afeta também o estado do relvado e vai complicando a fluidez do jogo.
54':

Benfica: Gianluca Prestianni
a rematar colocado mas a esbarrar mais uma vez no guardião tondelense.
58':

Benfica: Gianluca Prestianni
outra vez perto do golo. Continua a insistir o Benfica!
65':

Benfica: Vangelis Pavlidis
a responder a um grande cruzamento de Sidny Cabral mas a enviar a bola ao lado.
68':

Benfica: Gianluca Prestianni
desta vez de pé esquerdo a tentar a sua sorte. O mesmo desfecho para o Benfica.
74':

Benfica: Fredrik Aursnes
na pequena área incapaz de finalizar perante Bernardo Fontes.
Melhor em campo:

Bernardo Fontes (CDT) foi, para a redação do
zerozero
, o melhor jogador em campo. É uma exibição absolutamente histórica do gaurdião do Tondela. Anulou toda e qualquer tentativa do Benfica e assegurou o empate com todas as forças possíveis. Bernardo foi gigante entre os postes durante todos os 95 minutos.
90 +3':

O árbitro apita para o final da partida








































