Jogada10
·30 de junho de 2026
Nascido no Senegal, Onana encara país natal pela Bélgica

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·30 de junho de 2026

Amadou Onana terá um jogo especial na segunda fase da Copa do Mundo. O volante nasceu em Dakar, no Senegal, mas defende a Bélgica, que enfrenta a seleção africana na próxima quarta-feira (1º), às 17h, no Lumen Field, em Seattle. Assim, o confronto ganhou um componente emocional para o jogador, além do peso esportivo do mata-mata.
Antes do Mundial, Onana já havia tratado a possibilidade como algo marcante. Ao mesmo tempo, porém, ele admitiu que preferia evitar esse cruzamento logo na Copa.
“Eu disse antes do sorteio da fase de grupos: ‘por favor, não nos deixem jogar contra o Senegal’. Eu preferiria perder para a França”, afirmou o meio-campista.
Apesar da resistência inicial, Onana também reconheceu o significado pessoal do duelo.
“Mas jogar contra o Senegal realmente me faria sentir especial”, completou.

Onana revelou que assistia os jogos de Senegal pela TV e lamentou jamais ter sido convocado pela seleção – Foto: Fran Santiago/Getty Images
Portanto, o jogo contra o país onde nasceu saiu do campo das hipóteses e virou um dos principais ingredientes da preparação belga. O jogador ainda revelou que nunca recebeu chamado da seleção senegalesa.
“Acredite ou não, o Senegal nunca me chamou. Eu sempre sento em frente à televisão quando o Senegal tem uma partida e tenho muitos amigos ou ex-companheiros que jogam por eles”, revelou.
Agora, no entanto, ele estará do outro lado. A Bélgica avançou na liderança do Grupo G, enquanto Senegal passou como um dos melhores terceiros colocados. Com isso, as duas seleções se cruzam logo no início do mata-mata.
Onana chega à partida como opção real para Rudi Garcia. Na fase de grupos, começou como titular no empate com o Egito. Depois, entrou durante a goleada por 5 a 1 sobre a Nova Zelândia, resultado que confirmou a reação belga e garantiu o primeiro lugar da chave.
Além do lado emocional, o volante também pode ter importância tática. Afinal, Senegal costuma impor força física, intensidade no meio-campo e velocidade nas transições. Nesse cenário, Onana pode ajudar na marcação, na proteção à defesa e na disputa por espaços diante de uma seleção que chega embalada pela goleada sobre o Iraque.
Diante do país natal, portanto, Onana terá mais do que uma chance esportiva. Ele poderá enfrentar uma parte importante da própria história, defender a seleção que escolheu representar e, além disso, ajudar a Bélgica a seguir viva na Copa.







































