Esporte News Mundo
·14 de julho de 2026
New York Times publica obituário de Garrincha 43 anos depois; entenda

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O obituário de Garrincha voltou a ser publicado pelo New York Times 43 anos após a morte do ex-jogador, pegando muitos leitores de surpresa. A homenagem, no entanto, não representa um erro editorial, mas faz parte de um projeto especial do jornal americano voltado a personalidades que não receberam o reconhecimento considerado adequado na época de suas mortes.
A publicação integra a série “Overlooked No More” (“Não mais esquecidos”, em tradução livre), criada para resgatar histórias de figuras históricas que, apesar da relevância em suas áreas, não tiveram um obituário publicado pelo veículo quando faleceram. A iniciativa busca corrigir omissões históricas e destacar personagens marcantes de diferentes épocas.
Na reportagem, o jornal relembra a trajetória de Manoel Francisco dos Santos, o Garrincha, desde a infância humilde em Pau Grande, no Rio de Janeiro, até se tornar um dos maiores ídolos da história do futebol mundial. O texto destaca o talento único do brasileiro e sua capacidade de decidir partidas em momentos importantes.
O New York Times também ressalta que Garrincha protagonizou um dos desempenhos individuais mais marcantes da história das Copas do Mundo, especialmente na campanha do bicampeonato brasileiro em 1962. Ao mesmo tempo, o veículo relembra que sua vida pessoal foi marcada por dificuldades e terminou de forma trágica.
Sem se prender aos números da carreira, a publicação descreve Garrincha como um jogador praticamente impossível de ser comparado, reconhecido pelo estilo irreverente, pelos dribles desconcertantes e pela influência que exerceu dentro de campo durante sua geração.
A homenagem foi disponibilizada na versão digital do jornal em 10 de julho e também apareceu na edição impressa desta segunda-feira. O texto faz parte de uma coleção de obituários retroativos dedicada a pessoas extraordinárias que tiveram sua importância histórica reconhecida apenas anos depois.
Garrincha nasceu em 28 de outubro de 1933 e construiu uma carreira de destaque por clubes como Botafogo, Corinthians, Flamengo, Portuguesa Santista, Junior Barranquilla, Novo Hamburgo e Olaria. Pela Seleção Brasileira, conquistou as Copas do Mundo de 1958 e 1962, marcando cinco gols em Mundiais.
O ex-atacante morreu em 20 de janeiro de 1983, aos 49 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de complicações causadas pelo alcoolismo. Décadas depois, sua história voltou às páginas de um dos jornais mais influentes do mundo como forma de reconhecer um legado que atravessa gerações e permanece entre os maiores da história do futebol.







































