RTI Esporte
·28 de setembro de 2026
NFL no Maracanã amplia crise com o Vasco

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·28 de setembro de 2026

A estreia da NFL no Maracanã ampliou o desgaste entre Vasco e Consórcio Maracanã. Enquanto Baltimore Ravens e Dallas Cowboys se enfrentavam neste domingo, 27,, torcedores vascaínos protestaram no entorno do estádio contra os critérios adotados na gestão do complexo.
As manifestações miraram principalmente o veto ao Vasco para a realização de partidas no Maracanã. Em uma das mensagens, os torcedores perguntaram: “Superlotação, show e NFL no calendário, e a culpa é do Vasco?”. Outra faixa provocava: “São Januário é meu e o Maraca é nosso! Cumpram o edital!”.
A Agência RTI Esporte apurou que a mobilização não se restringe ao protesto deste domingo. Nos últimos dias, torcedores já haviam levado a cobrança para outros pontos do Rio, incluindo São Januário, o Aterro do Flamengo e a sede da Alerj.
A principal mensagem foi direta: “Respeitem o edital ou revoguem a licitação!”. A faixa colocava guitarra e bola de futebol americano no lado “permitido”, enquanto a cruz de Malta aparecia como “proibido”. A comparação reforçava a crítica aos eventos autorizados no estádio enquanto o Vasco enfrenta restrições para utilizá-lo.
O ponto mais sensível da discussão está relacionado às condições do campo. O Consórcio Maracanã tem utilizado o desgaste do gramado e a necessidade de preservação como parte da justificativa para restringir a utilização do estádio pelo Vasco.
Para os torcedores, porém, a realização de um jogo da NFL e de outros eventos levanta uma questão sobre a aplicação desse argumento. A cobrança não é apenas pelo direito de jogar no Maracanã, mas pelos critérios utilizados para definir quais atividades podem ocupar o estádio. O episódio também ganhou dimensão comercial.
Durante o NFL Rio Game, o Vasco teve ações planejadas para o estádio vetadas pelo consórcio. O clube havia preparado uma ativação envolvendo a NFL e a marca Approve, com produtos relacionados ao futebol americano. Diante da restrição, a comercialização foi direcionada para uma loja da marca no Leblon.
A contestação dos vascaínos também se apoia nas regras da concessão. O item 3.2.6 do termo de referência estabelece que a concessionária deve administrar o Complexo do Maracanã de maneira são discriminatória em relação aos principais clubes do Rio de Janeiro e às respectivas torcidas.
Outro dispositivo citado na discussão é o item 3.4, que trata da prioridade de eventos esportivos oficiais no calendário do estádio. É a partir dessas regras que os torcedores questionam a forma como o espaço vem sendo administrado.
O Vasco, por sua vez, já enfrentou restrições recentes para utilizar o Maracanã. O clube foi impedido de mandar no estádio o confronto com o Vitória, pelas quartas de final da Copa do Brasil, e também vive indefinição sobre a utilização do local em compromissos futuros.
O conflito, portanto, deixou de envolver apenas a escolha de um estádio para determinada partida. A discussão passou a incluir o modelo de administração do Maracanã, a preservação do gramado, o calendário de eventos e a aplicação das regras estabelecidas na concessão.
A NFL transformou o estádio em palco internacional neste domingo. Ao mesmo tempo, os cartazes espalhados do lado de fora fizeram do Maracanã também o cenário de uma cobrança que envolve diretamente um dos principais clubes do Rio.
Para os vascaínos, a questão central permanece: quais critérios definem quem pode utilizar o estádio e em quais condições. É essa resposta que mantém aberta a crise entre o Gigante da Colina e o Consórcio Maracanã.







































