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·01 de outubro de 2026

Nico Paz: o provável herdeiro de Messi que escolheu jogar pela Argentina

Imagem do artigo:Nico Paz: o provável herdeiro de Messi que escolheu jogar pela Argentina

Nico Paz desponta como o favorito a herdar a camisa 10 de Lionel Messi. Ontem, na goleada sobre a Bolívia, o jovem de 22 anos mostrou suas credenciais como postulante ao "trono", sendo o destaque do time com um gol e uma assistência no primeiro amistoso pós-Copa e primeiro dos compromissos da semana de despedida de Messi. 

Nico tem apenas no sangue sua ligação com a Argentina. Filho do ex-jogador Pablo Paz, medalhista de prata em 1996 e que defendeu a Argentina na Copa de 1998, o jovem nasceu em Santa Cruz de Tenerife, onde seu pai jogou por seis anos. Com apenas 12 anos, despontou na base do time das Ilhas Canárias e foi para o Real Madrid, clube com quem tem, até hoje, uma relação bastante complicada. 


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Com 1,86 metro, Nico Paz é bem mais alto que os lendários donos da camisa 10 da Argentina, mas carrega a tradição do talento no pé esquerdo. E não se engane achando que as expectativas são altas demais para um jogador que atua, neste momento, com a camisa do pequeno Como 1907, oitavo colocado na temporada do Campeonato Italiano.

Real não quer abrir mão

Enquanto Messi teve sua formação feita quase que totalmente no Barcelona, com Nico Paz o trabalho aconteceu no rival Real Madrid. Foi em 2016 que o argentino chegou em "La Fábrica", passando pelas canteras desde o sub-13. Com 17 anos, em 2021, começou a tentar encontrar seu espaço, alternando entre o time de Castilla e o sub-19. Na temporada 2023/24, enfim, conseguiu jogar pelo time principal, mas as chances ainda eram poucas. 

Nico Paz acabou negociado com o Como 1907, da Itália, que pagou 6 milhões de euros por 50% de seus direitos. O contrato ainda previa uma possibilidade de recompra do Real Madrid, que então deveria pagar 9 milhões de euros por aquela metade se quisesse ter de volta o jogador. 

Sob o comando de Cesc Fàbregas, Paz se destacou com seis gols e oito assistências em 35 jogos na temporada 2024/25. No ano seguinte, ganhou ainda mais atenção com 13 gols e sete assistências em 40 jogos no time que desbancaria alguns gigantes italianos para terminar na quarta posição, garantindo vaga na Liga dos Campeões. 

O Real Madrid então viu seu interesse no jogador aumentar e uma longa operação, começada ainda antes da Copa do Mundo, terminou da forma como o jogador desejava. "Após muitas semanas pensando, decidi que a melhor opção para a minha carreira nesse momento é seguir no Como mais um ano. O clube que me deu uma oportunidade para crescer e tornar-me no jogador que sou hoje", escreveu o jogador em suas redes sociais em junho deste ano.

Ao invés de receber os 9 milhões da venda, o Como pagou 60 milhões de euros para ter 100% do jogador, mas com a exigência do Real de manter as portas abertas do Bernabéu para o talentoso jogador. O Real Madrid detém hoje uma prioridade de recompra de Nico Paz que pode ser acionada na próxima janela de verão europeu (no meio de 2027), quando o time espanhol pagará 80 milhões de euros para reavê-lo, não importando se outros times estiverem interessados em pagar mais. 

Argentinos querem um novo 10?

Se dependesse da vontade do torcedor argentino, dificilmente algum jogador voltaria a usar a camisa que já foi de Maradona e de Lionel Messi. Acontece que a Fifa impede a "aposentadoria" de um número, coisa que é tão comum nos esportes americanos. Nos torneios oficiais da entidade, é obrigatória a utilização de todos os números entre 1 e 23, ou 26, como na última Copa do Mundo. 

Ser o primeiro a usar a camisa 10 após o adeus de uma lenda, contudo, pode ser visto como uma maldição. Depois da aposentadoria de Diego Maradona, o primeiro substituto foi Marcelo Gallardo, que foi o 10 na Copa América de 1995, com apenas 19 anos, mas fez apenas dois jogos na competição. Na edição seguinte, com a 9, o "Muñeco" foi o artilheiro da equipe com 3 gols, enquanto a 10 era do goleiro Nacho González, eleito pela "ordem alfabética" na convocação.

Ariel Ortega foi o novo dono na sequência, ficando com ela nas Copas do Mundo de 1998 e de 2002. Depois vieram Andrés D'Alessandro (na Copa América de 2004), e Juan Román Riquelme (Copa do Mundo de 2006 e Copa América de 2007), antes de Lionel Messi eternizá-la mais uma vez.

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