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·06 de agosto de 2026

“Nicolas não praticou qualquer conduta criminosa”, enfatiza defesa de jogador sobre tragédia

Imagem do artigo:“Nicolas não praticou qualquer conduta criminosa”, enfatiza defesa de jogador sobre tragédia

Por meio de nota, o advogado Guilherme Fernandes Lopes Pacheco, responsável pela defesa do Lateral Nicolas, de 19 anos, que responde em liberdade processo por homicídio culposo após se envolver em acidente que culminou em atropelamento e morte de um idoso de 84 anos na noite de terça-feira (4), se manifestou sobre o caso nesta quinta-feira (6).

O comunicado afirma categoricamente que o jogador “não praticou qualquer crime”.


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“A defesa confia na apuração técnica, responsável e imparcial dos acontecimentos e está convicta de que os elementos de prova demonstrarão, de forma inequívoca, que Nicolas não praticou qualquer conduta criminosa, sendo sua inocência efetivamente comprovada no momento processual oportuno”, diz o texto.

De acordo com a defesa de Nicolas, os elementos são evidentes de que o jogador não dirigia de forma ilegal e prestou todo o tipo possível de apoio à vítima.

“A defesa esclarece que Nicolas não praticou qualquer crime. Na ocasião dos fatos, o atleta não se encontrava sob efeito de álcool, circunstância devidamente constatada pelas autoridades competentes, e conduzia o veículo regularmente, estando com sua Carteira Nacional de Habilitação válida e regular”, completa.

“Após o ocorrido, Nicolas permaneceu no local, prestou efetivo e imediato socorro à vítima, acionou os serviços de emergência e adotou todas as providências que estavam ao seu alcance. Desde o primeiro momento, o atleta vem colaborando integralmente com as autoridades policiais, prestando todos os esclarecimentos necessários ao completo esclarecimento dos fatos”, indica.

O advogado informou que não fornecerá novos esclarecimentos ou detalhes técnicos sobre as diligências em andamento, em observância ao sigilo decretado no processo.

De acordo com o comunicado, a restrição de novos comentários públicos visa “resguardar o segredo de Justiça do caso, a regularidade dos procedimentos investigativos e o respeito a todas as partes envolvidas no ocorrido”.

O Caso

Antes de atropelar e matar um idoso de 84 anos em Barueri, na Grande São Paulo, o lateral-esquerdo Nicolas, 18 anos, tinha ido com os companheiros de time Igor Felisberto e Ryan Francisco visitar o amigo Lucca Marques em sua casa, em Alphaville.

Lucca permanece em repouso domiciliar desde o último domingo (2), em decorrência de um acidente sofrido no dia anterior. O jovem atacante colidiu seu carro e sofreu uma fratura de mandíbula, que será corrigida com tratamento conservador após indicação de especialista buco-maxilo, sem necessidade de procedimento cirúrgico.

Após prestarem solidariedade ao amigo, o trio de jogadores da base tricolor se dirigiu ao restaurante Ráscal, localizado no Shopping Iguatemi Alphaville, para jantar.

Nicolas responderá em liberdade o processo por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). Ele foi liberado pela diretoria dos compromissos profissionais para tratar da defesa jurídica e da reabilitação emocional.

A reapresentação do lateral ao elenco profissional dependerá da evolução de seu quadro emocional e da estrita observância das obrigações impostas pela Justiça.

À reportagem, fontes da alta cúpula são-paulina revelaram que ele receberá acompanhamento psicológico constante.

Condições para a Liberdade Provisória

Conforme estabelecido pela decisão judicial, Nicolas deverá cumprir uma série de medidas cautelares para responder ao processo em liberdade:

Comparecimento em juízo: Apresentação mensal obrigatória para informar e justificar suas atividades.

Manutenção de dados: Necessidade de manter o endereço residencial permanentemente atualizado.

Restrição de locomoção: Proibição de se ausentar da comarca de residência por período superior a oito dias sem prévia autorização judicial.

Acompanhamento e Suporte da Diretoria

Após a obtenção da liberdade provisória, Nicolas recebeu contatos de representantes do departamento de futebol são-paulino.

O presidente Harry Massis, o gerente esportivo Rafinha e membros da comissão técnica conversaram com o jovem atleta para prestar apoio.

O clube continuará monitorando a situação do lateral diariamente. As definições quanto ao futuro esportivo do atleta serão tomadas progressivamente pela diretoria, ponderando os desdobramentos do processo legal e o estado psicológico do jogador.

O jogador, que possui contrato válido com a equipe do Morumbi até 2029, esteve relacionado na lista de convocados para a recente partida contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro, embora não tenha entrado em campo.

Formado nas categorias de base do Tricolor desde os 10 anos de idade — com passagem inicial pelas equipes de futsal —, Nicolas desenvolveu capacidade tática polivalente, atuando também como volante e meio-campista organizador.

A promoção do atleta ao elenco principal ocorreu em novembro de 2025 sob o comando do técnico Hernán Crespo, impulsionada por números de destaque na equipe sub-20:

Desempenho no Sub-20 (2025): 40 partidas disputadas, 10 gols marcados e 11 assistências concedidas.

Retrospecto no Profissional: 7 partidas realizadas pelo time principal, sendo duas delas na condição de titular.

Dupla Cidadania e Monitoramento Internacional

Possuidor de cidadania suíça, o jovem lateral vinha sendo acompanhado pela Federação Suíça de Futebol. Durante o período da Copa do Mundo na América do Norte, Nicolas foi convidado pela entidade para acompanhar in loco a estreia da seleção europeia no torneio, figurando entre os nomes sondados para futuras convocações pelas equipes de base e principal do país.

Boletim de ocorrência e divergência de depoimentos

Nicolas jantou em um shopping da região acompanhado do lateral Igor Felisberto e do atacante Ryan Francisco, também atletas do clube paulista. O grupo deixou o estabelecimento em veículos distintos.

Ao tomarem conhecimento do acidente, Felisberto e Francisco retornaram ao local, onde permaneceram até a chegada do resgate antes de comparecerem à delegacia para prestar depoimento.

No boletim de ocorrência registrado sobre o caso, consta a suspeita de que os jogadores praticavam racha em via pública. A hipótese baseia-se no relato de uma testemunha, que afirmou ter visto os automóveis trafegando em alta velocidade no momento que antecedeu o impacto.

Em seus depoimentos oficiais prestados à autoridade policial, os três jogadores negaram categoricamente a prática de corrida ilícita.

O lateral tricolor de 19 anos declarou à Polícia que nenhum deles havia consumido bebida alcoólica e disse ainda que um aplicativo em seu celular apontava que seu veículo estaria a 50 km/h.

Ainda segundo o BO, Paulo Rodrigues, de 84 anos, atravessava a Alameda Rio Negro, em frente ao Shopping Iguatemi Alphaville, por volta das 21h53 (de Brasília), quando foi acertado por uma BMW 220i, veículo do jogador Nicolas.

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