AVANTE MEU TRICOLOR
·08 de janeiro de 2026
No desespero por reforços e boas notícias, São Paulo avança por ex-zagueiro recusado em dezembro

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·08 de janeiro de 2026

O São Paulo encaminhou bem e deve anunciar nos próximos dias a contratação do zagueiro Matheus Dória, de 31 anos. Para quem lembra, o jogador passou pelo clube em 2015 emprestado pelo Olympique de Marselha, da França, marcando dois gols em 18 jogos disputados. Na ocasião fez dupla na defesa, vejam só com Rafael Tolói.
Ok, entendemos, muito provavelmente você já sabe tudo o que está escrito no parágrafo anterior. Por isso vamos focar um pouco nos bastidores da notícia, como diria um histórico programa de TV dos anos 1980 (sim, o escriba é velho).
A chegada de Dória vem sendo alardeada pelo fato do jogador gostar muito do clube. E talvez essa seja a mais perfeita definição que poderíamos fazer mesmo, ante o histórico de tudo o que envolve o negócio.
Revelado pelo Botafogo, Dória procura clube para retornar ao futebol brasileiro após sete anos no futebol mexicano desde o início de dezembro. E um de seus primeiros alvos foi o São Paulo.
O AVANTE MEU TRICOLOR apurou que o ex-jogador são-paulino e seu estafe procuraram o clube do Morumbi ao menos duas vezes durante o último mês questionando se havia interesse. Mas a resposta foi negativa. E há uma razão para isso. Além de provável pagamento pela liberação. Por mais que uma das prioridades de mercado seja um zagueiro canhoto, o alvo principal, a pedido do técnico Hernán Crespo, era Gastón Ávila, que disputou o último Campeonato Brasileiro pelo Fortaleza.
E aqui cabe uma ressalva importante. O São Paulo realmente esteve muito otimista pela contratação do argentino. E havia motivos para isso. A negociação com o empresário de Ávila foi rápida. Havia o interesse de ficar no Brasil e jogar no Tricolor. Mas no meio do caminho havia o Ajax, dono dos direitos do jogador. E os holandeses não demonstraram em nenhum momento boa vontade em facilitar as coisas (saiba mais clicando aqui).
Virou o ano e Crespo voltou aos trabalhos cobrando a chegada do defensor canhoto. E, antes a crise institucional pela qual passa o São Paulo com as denúncias contra o presidente Julio Casares, aliada à total falta de capacidade de investimentos, opções sondadas pelo Tricolor sequer aceitaram iniciar conversas. Exceto, claro, Dória.
O defensor até tentou seguir sua vida ante a recusa são-paulina. Negociou com Internacional e Fluminense. Neste último, esteve muito próximo de fechar em definitivo, como agora, mas a oportunidade de trazer um dos destaques do Mirassol no último ano, Jemmes, um nome sondado pelo Tricolor inclusive, fez os cariocas saírem das conversas.
Podemos dizer que, e aqui com todo o respeito a Dória, sem ter como avaliar outras alternativas, decidiu-se ir com ele mesmo. Oportunidade de mercado, como dizem.
Não se pode dizer que Dória não goste do São Paulo. Aceitou negociar de novo, mesmo com as recusas anteriores, e foi além: bateu o pé com seus representantes que aceita receber menos do que o pedido, como quer pagar o clube tricolor. Neste momento, é justamente dinheiro a única coisa que separa as partes.
O contrato acertado verbalmente até aqui é de dois anos, com opção de extensão por mais um caso o zagueiro cumpra metas de produtividade, como número de partidas jogadas.
Se fechar mesmo, Dória chegará como o São Paulo gosta, de graça (ou seja, sem pagamento pelos direitos), já que tem acordo de rescisão contratual com o Atlas, do México, caso acertasse com uma equipe brasileira. Na atual temporada no país norte-americano (que segue o calendário europeu), ele fez 13 jogos e anotou um gol.
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