RTI Esporte
·23 de setembro de 2026
Nova regra pressiona estratégia do Coritiba por estrangeiros

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·23 de setembro de 2026

O Coritiba tem sete estrangeiros no elenco: Nicolás Fonseca, Brian Ocampo e Joaquín Lavega, do Uruguai; Fabrício Bustos, da Argentina; Sebastián Gómez e Alejandro Ararat, da Colômbia; e Josué Pesquera, de Portugal.
A presença estrangeira cresceu, com Fabrício Bustos, Nicolás Fonseca e Brian Ocampo chegando recentemente. Joaquín Lavega e Alejandro Ararat foram contratados no início do ano, enquanto Josué está no clube desde 2025. Sebastián Gómez chegou em 2023.
A composição do elenco também acompanha a aproximação com o mercado sul-americano. Esse movimento ganhou outro componente com a influência do Grupo Independiente del Valle, que passou a participar do projeto do Coritiba como sócio minoritário.
A presença do grupo equatoriano pode aumentar a atenção do Coritiba para jogadores sul-americanos. A tendência é que o clube mantenha esse mercado no radar, mas agora terá de considerar uma restrição que ficará progressivamente maior.
Michel Deller, proprietário do Grupo Independiente del Valle, e o filho James Deller acompanharam a goleada por 5 a 0 sofrida pelo Coritiba diante do Vasco, em São Januário. A aproximação pode ter reflexos na montagem do elenco comandado das próximas temporadas.
O Coritiba ainda está dentro do limite atual, mas a redução gradual prevista para o Campeonato Brasileiro interfere diretamente na margem para novas contratações. A partir de 2027, cada equipe poderá relacionar oito estrangeiros por partida.
O número cairá para sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030. Com sete jogadores no elenco atualmente, a diretoria alviverde terá pouco espaço para ampliar esse grupo sem precisar fazer ajustes no mercado da bola.
A mudança não impede o Coritiba de continuar buscando estrangeiros. O impacto está na margem disponível para incorporar novos nomes ao elenco. Cada contratação precisará ser analisada também sob a perspectiva do limite de jogadores que poderão ser relacionados.
Contratos, possíveis saídas e oportunidades de mercado passam a fazer parte da mesma equação. Empréstimos ou negociações podem abrir espaço caso o clube decida manter a estratégia de buscar atletas fora do Brasil.
A questão ganha importância justamente com o crescimento da presença estrangeira. A diretoria terá de conciliar a aproximação com o mercado sul-americano e a nova realidade do futebol brasileiro, que reduzirá gradualmente o espaço para jogadores de fora do país.















