Novo Estrela da Amadora conta com sete brasileiros no elenco; veja | OneFootball

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·04 de setembro de 2026

Novo Estrela da Amadora conta com sete brasileiros no elenco; veja

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O Estrela da Amadora iniciou uma nova era. O clube português, que regressou à elite em 2023 depois de anos afastado dos principais palcos do país, passou a ter novos donos e entrou num projeto que promete mudar a dimensão do emblema da Reboleira no futebol português.

Um consórcio liderado por ADvantage e LEAD, com apoio do Grupo KI, adquiriu 90% da SAD por cerca de 40 milhões de euros. O grupo conta ainda com nomes como Thomas Müller, Mats Hummels, Yann Sommer e Lucas Hernández.


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Johannes Mösmang, ex-funcionário do Bayern de Munique por uma década, assumiu a presidência da SAD. O projeto busca tornar o Estrela da Amadora mais competitivo, com crescimento sustentado e preservação da identidade da Amadora.

E há um detalhe interessante para quem acompanha o futebol brasileiro: o Brasil é a nacionalidade estrangeira mais representada no elenco tricolor na temporada 2026/2027. São sete jogadores brasileiros no grupo.

Sete brasileiros e três entre os mais utilizados

São sete os brasileiros que fazem parte do elenco neste início de temporada: o goleiro Léo Linck, os zagueiros Bernardo Schappo e Luan Patrick, os meias Robinho e Tiago Pinto e os atacantes Henrique Poniewas e Alisson Souza. Ou seja, os brasileiros representam 25,9% do elenco.

Léo Linck, Luan Patrick e Robinho estão entre os jogadores mais utilizados por Pepa, antigo técnico português do Sport Recife, neste início de campanha. O goleiro, emprestado pelo Botafogo, foi titular nas três primeiras rodadas da Liga Portugal e soma 270 minutos.

O brasileiro teve, inclusive, uma atuação de destaque na estreia diante do Sporting, terminando a partida com nota 7,2 no FotMob. Luan Patrick também começou os três jogos do campeonato e completou os 270 minutos.

O zagueiro tem sido uma das referências da linha defensiva e aparece ao lado de Bernardo Schappo na disputa por um lugar no centro da defesa. Já Robinho oferece uma solução diferente. O meia começou a temporada como alternativa.

Com isso, ganhou espaço rapidamente e já soma 156 minutos em três partidas, incluindo uma assistência. No triunfo sobre o Nacional, último compromisso do Estrela, permaneceu 67 minutos em campo e recebeu nota 7,1 do FotMob.

Um início que permite sonhar

Se o novo projeto extracampo é ambicioso, dentro das quatro linhas o começo também dá motivos para algum otimismo. O Estrela entrou na Liga Portugal enfrentando logo o Sporting e conseguiu arrancar um empate por 2 a 2, depois de estar perdendo por dois gols.

Leandro Antonetti e Beni Souza foram os responsáveis pela reação na segunda etapa. Depois, os tricolores empataram por 2 a 2 com o Alverca e, na terceira rodada, conquistaram a primeira vitória, por 3 a 2 diante do Nacional, na Madeira.

Resultado: uma vitória e dois empates em três partidas, sete gols marcados e seis sofridos. Pode parecer pouco para quem olha apenas para a classificação, mas o contexto é importante. O clube tem vivido historicamente com o objetivo principal de permanecer na primeira divisão desde o retorno à elite.

Brasil presente em todas as zonas do campo

A presença brasileira também ajuda a explicar a composição do elenco. Léo Linck ocupa a baliza, Luan Patrick e Bernardo Schappo oferecem alternativas para o setor defensivo, enquanto Robinho e Tiago Pinto aparecem no meio-campo.

Na frente, Alisson Souza e Henrique Poniewas completam a representação brasileira. Nem todos, naturalmente, têm o mesmo protagonismo. Henrique Poniewas, por exemplo, ainda está associado à equipe Sub-23, enquanto Alisson Souza procura conquistar mais espaço na equipe principal.

Mas a presença dos dois reforça uma política que pode ganhar ainda maior dimensão com os novos investidores. O Estrela já tem uma forte componente internacional. O elenco reúne jogadores de diferentes nacionalidades e, entre elas, o Brasil surge em posição de destaque.

Uma nova era para a Reboleira

A chegada de investidores ligados a nomes como Müller, Hummels, Sommer e Lucas Hernández coloca o Estrela diante de uma oportunidade inédita. Não significa que o clube vá deixar imediatamente de lutar pela permanência ou que passará a competir com os gigantes portugueses.

O caminho será necessariamente gradual. Mas a combinação entre investimento, estrutura, mercado internacional e uma presença brasileira significativa pode criar um cenário interessante. E os primeiros resultados ajudam a alimentar essa expectativa.

O Estrela começou a nova temporada sem perder, já bateu de frente com o Sporting e conquistou uma vitória fora de casa. Ao mesmo tempo, três brasileiros, Léo Linck, Luan Patrick e Robinho, já assumiram papéis importantes no time do técnico português Pepa.

A nova administração ainda está dando os primeiros passos. Mas, dentro de campo, o Estrela da Amadora já começou a mostrar que a nova era pode ter sotaque alemão nos bastidores e brasileiro em boa parte do gramado.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

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