Gazeta Esportiva.com
·24 de janeiro de 2026
Novo presidente coloca São Paulo como vítima e promete cooperação do clube em investigações

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Novo presidente do São Paulo, Harry Massis colocou o clube como vítima nas investigações da Polícia Civil, que apura possíveis desvios de dinheiro dos cofres do Tricolor. O inquérito foi instaurado e tem sido tocado pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), em segredo de Justiça.
O São Paulo, inclusive, já foi inserido como vítima nos autos do inquérito. A Polícia Civil investiga 35 saques dos cofres do clube, entre janeiro de 2021 a dezembro de 2025, que totalizam R$ 11 milhões, de acordo com o relatório do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
A apuração das autoridades ainda envolve um suposto depósito de cerca de R$ 1,5 milhão, em espécie, na conta do ex-presidente Julio Casares, que renunciou à cadeira presidencial na última quarta-feira.
Em entrevista recente à TV Globo, o delegado Tiago Fernando Correia, que conduz as investigações, também havia explicado que o São Paulo é tratado como vítima. “[Queremos entender] O motivo desses saques em dinheiro em espécie e para quem os funcionários dessa empresa entregavam os malotes com dinheiro no final, ou seja, qual a destinação dada a esse dinheiro”, disse.

(Foto: Rubens Chiri/SPFC)
Há uma semana na presidência do São Paulo, Massis começou a dar os primeiros passos. Conforme apurou a reportagem, o novo mandatário tricolor prometeu cooperar com as investigações da Polícia Civil, deixando claro que o clube é vítima na situação.
Massis colocou o São Paulo à disposição das autoridades e do Ministério Público para fornecer todo e qualquer documento necessário para as investigações. A intenção é dar o máximo de transparência possível aos responsáveis pelas apurações.
A reportagem ainda apurou que o novo presidente recebeu com estranheza o fato do São Paulo ter evitado entrar no tema publicamente e demorado a se posicionar como vítima durante o curso das investigações policiais.
Harry Massis também tem planos de ‘passar o São Paulo a limpo’. O presidente vê como necessária a contratação de uma auditoria externa para avaliar os contratos firmados pela gestão de Julio Casares.
Por fim, o presidente do São Paulo também explicou que Mara Casares e Douglas Schwartzmann já não fazem mais parte da gestão. Ambos são investigados por fazerem parte de um suposto esquema ilegal de venda de ingressos de um camarote do Morumbis. Oficialmente, os dois estão apenas de licença de seus respectivos cargos, mas Massis considera que ambos já estão fora da diretoria.
Mara Casares era diretora feminina, cultural e de eventos do São Paulo, enquanto Schwartzmann figurava como diretor adjunto das categorias de base do clube.
Os dois estão sendo investigados pela Polícia Civil, que cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços de ambos na última quarta-feira. Mara e Douglas também estão na mira de apurações da Comissão de Ética do Conselho Deliberativo do São Paulo. Um parecer será enviado ao CD, que devera colocar a pauta em votação para uma possível punição dos envolvidos internamente.
Áudios entre Douglas Schwartzmann, diretor adjunto da base do São Paulo, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares e diretora cultural e de eventos, revelaram um esquema ilegal de comercialização de um camarote para shows realizados no Morumbis. Após o vazamento do caso, Schwartzmann e Mara pediram licença de seus cargos.
Na gravação, obtida pelo ge, Schwartzmann admite que ele, Mara e outras pessoas ganharam dinheiro com o esquema. Ele afirma que Mara Casares recebeu do superintendente Marcio Carlomagno um camarote e comercializou ingressos do show da cantora colombiana Shakira, em fevereiro deste ano. Carlomagno é considerado o braço direito de Julio Casares e principal nome da situação para eleição de 2026.
O camarote que motivou a gravação vazada, no centro de um processo judicial, foi o 3A, no setor leste do Morumbis. Em documentos do clube, esse espaço consta como “sala presidência” e fica em frente ao escritório do presidente Julio Casares.








































