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·06 de agosto de 2026

NSWL atinge número recorde de jogadoras brasileiras em 2026

Imagem do artigo:NSWL atinge número recorde de jogadoras brasileiras em 2026

A invasão brasileira chegou de vez no futebol norte-americano. Com a contratação de Gabi Nunes pelo Orlando Pride, a NWSL, liga estadunidense de futebol feminino, terá 17 brasileiras espalhadas por sete equipes na temporada atual, o que é um recorde para a liga.

O número máximo de brasileiras que entraram em campo na disputa era de 16, em 2024 e 2025. Em 2025, 17 brasileiras pertenceram a equipes da NWSL, mas Rebeca Costa, ex-zagueira do Cruzeiro que acertou com o Houston Dash em 2025, não chegou a entrar em campo antes de ser emprestada para o Logroño United.


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O clube com mais brasileiras na competição é o Orlando Pride, com cinco (Marta, Rafaelle, Luana Bertolucci, Angelina e, agora, Gabi Nunes). Em segundo lugar, vêm San Diego Wave (Gabi Portilho, Ludmila e Dudinha) e Boston Legacy (Kaká, Laís Araújo e Amanda Gutierres) com três, antes de Kansas City (Debinha e Lorena Leite) e Angel City (Maiara Niehues e Ary Borges). Por fim, aparecem Washington Spirit (Tamara) e Gotham FC (Bruninha).

E tem brasileiras nas cabeças do campeonato, que está em sua 19ª rodada. Quem ostenta a ponta é o Gotham FC de Bruninha, seguido pelo Washington Spirit de Tamara. O San Diego Wave do trio brasileiro é o quarto e o Kansas City é o quinto, enquanto o Angel City é o oitavo, o Orlando Pride é o 10º e o Boston Legacy o 11º.

Dentre as artilheiras, quem mais se destaca é Maiara Niehues, que anotou oito gols, quatro a menos que a líder, em 13 jogos no torneio e é a oitava no ranking empatada com outras quatro jogadoras. Nas assistências, Dudinha representa a Canarinho com quatro passes para gol em 13 partidas, metade da atleta que ocupa a ponta.

Historicamente, as brasileiras fazem bonito na América do Norte. Nove atletas já foram campeãs da NWSL, sendo Debinha e Bruninha as bicampeãs, e Marta, Rafaelle, Luana Bertolucci, Gabi Portilho, Adriana Leal, Geyse Ferreira e Angelina as demais.

Debinha, inclusive, é a 24ª com mais jogos na história da liga, com 187 partidas até o momento. No ranking de artilharia, ela é a quarta, com 66 bolas na rede, enquanto Marta é a segunda brasileira, com 48 tentos em 158 jogos (52ª no geral).

Brasileiras espalhadas pelo mundo

O futebol feminino nos Estados Unidos sempre foi um dos melhores do planeta, e as brasileiras não ficam de fora. Não à toa que o Orlando Pride é o terceiro clube que mais serviu atletas à seleção brasileira na última convocação, com quatro, atrás de Corinthians (sete) e Palmeiras (cinco). 

A Liga Espanhola também abriga atletas da última convocação da seleção, quatro no geral (Gio Garbelini, Luany, Lauren, Yasmim e Kerolin - que se tornou a brasileira mais cara da história ao trocar o City pelo Barcelona), e a Francesa vem atrás, com três (Vitória Yaya, Isabela Chagas e Tarciane). Portugal (Thaís Lima) e Arábia Saudita (Adriana Silva) são outros destinos.

E não é de hoje que a terra do Tio Sam é um dos, senão o principal destino de jogadoras brasileiras no futebol. No elenco da Canarinho para a Copa do Mundo de 2023, dez de 23 atletas jogavam nos Estados Unidos, com Orlando Pride (quatro) e Kansas City (três) ocupavam a segunda e a terceira colocação na lista de "clubes exportadores", atrás do Corinhtians (12). A expectativa é que o elenco para 2027 siga a tendência.

Sem contar que, com as movimentações no mercado de transferências, mais brasileiras podem ir jogar nos Estados Unidos, e outras, como Marta, Debinha, Angelina e Luana (em fim de contrato), ainda podem sair. A janela de verão da NWSL começou no dia primeiro de julho e se encerra ao fim de agosto.

Quem tem feito frente recente à NWSL no contingente de atletas brasileiras é a Liga Mexicana. Sete atletas nascidas no Brasil estão na disputa da Apertura de 26/27: Daiane Santos (Monterrey), Geyse Ferreira, Isa Haas, Priscila (Club América), Mariza (Tigres), Eudimilla e Aline Gomes (Pachuca Feminino).

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