Zerozero
·18 de abril de 2026
Numa liga a começar em fevereiro, haveria esperança para o AFS...na liga «real» nem por isso

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·18 de abril de 2026

Tem sido tema recorrente, mas a descida de divisão deste AFS está cada vez mais próxima e pode mesmo ficar fechada nesta jornada. Os avenses conseguiram, pelo menos, adiar esse destino algumas horas, ao empatar na casa do Rio Ave (2-2), mas bastará Casa Pia ou Nacional pontuarem nesta ronda para esse esperado desfecho se concretizar.
E a verdade é que acaba por ser um desfecho merecido. Afinal, a turma de Vila das Aves fez umas das piores primeiras voltas da história do principal escalão português, com apenas quatro pontos conquistados. Aí, já todos lhe desenhavam o pior destino que um emblema da Primeira Liga pode desejar: a descida.
Houve muitas mexidas para tentar mudar esse destino - mais certo a cada jornada - e João Henriques foi o último de quatro treinadores a ser eleito para magicar o que já se desenhava como um autêntico milagre. Chegou em dezembro e foi tentando remar contra a maré, o que demorou, até pela realização de um mercado de inverno que é sempre sensível, especialmente para quem está na zona de despromoção.
E a ameaça da descida lá continuava, cada vez maior. Foram várias as derrotas e algumas pesadas, mas nas últimas semanas a equipa, apesar de todas as adversidades, tem vindo a responder positivamente, adiando o que todos davam como certo.
Seis derrotas, cinco empates e uma vitória - a única da época no campeonato, frente ao Estoril (3-0. Este é o registo desde fevereiro. E quem olha para ele pensa que, tendo em conta tratar-se de uma equipa na luta pela manutenção, não é assim tão negativo. Até porque contrasta bem com as duas vitórias - ambas na Taça de Portugal -, seis empates e 15 derrotas do resto da temporada.
Foram, assim, oito pontos neste espaço de dois meses e meio, o que nos levou a pensar neste cenário meramente hipotético: onde estaria o AFS num campeonato que tivesse começado apenas em fevereiro? Vamos a contas.
Ora, sempre tendo em conta que AFS e Rio Ave surgem com mais um jogo - e nalguns casos dois - que as restantes equipas, que ainda irão disputar esta jornada, há ilações interessantes a retirar do período analisado em questão.
Para começar, o Benfica seria, à condição, com mais um jogo e um ponto que o Sporting, o líder da prova. Por sua vez, o FC Porto, atual líder do campeonato «real» seria 3º classificado. Olhando para os lugares seguintes, os maiores saltos seriam do Arouca - que chegou a ser também condenado à descida, a certa altura -, que conquistou 15 pontos neste período, e este mesmo Rio Ave (14 pontos).
Olhando para o outro lado da «tabela», é lá que estaria o AFS, o foco deste nosso cenário hipotético, embora com bem mais esperança.
Para começar, os avenses fizeram, neste período, mais pontos que Moreirense (apenas seis pontos conquistados neste período em análise, a maior queda de todas) e Nacional (cinco pontos). Ficariam em 16º - posição de playoff de manutenção -, mas numa luta bem mais renhida, visto que estariam bem próximos de Tondela (nove), Estrela da Amadora (nove), Casa Pia (10), Vitória SC, Santa Clara e Estoril Praia (todos com 11).
Reforce-se que este é apenas um cenário hipotético e que faltam disputar jogos às restantes equipas, mas prova também a evolução do aflitíssimo AFS. Quiseram cair de pé, mas a reação foi tardia.
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