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·07 de setembro de 2026
Nunca fugi da responsabilidade afirma técnico do São Paulo

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Questionado sobre os motivos que levaram o São Paulo a sair de um jejum de dez jogos sem vencer para uma sequência de duas vitórias seguidas, Dorival Júnior fez uma reflexão extensa sobre responsabilidade, processo e convicção — evitando atribuir a virada a uma única causa isolada.
O primeiro ponto destacado pelo treinador foi a forma como encarou, desde o início, a responsabilidade pelo momento ruim da equipe: “Eu nunca tirei a nossa responsabilidade por tudo isto. Jamais. Quando eu chamo os jogadores para virem junto, eles têm que saber que nós somos quem comanda e nós somos os maiores responsáveis pelo momento que a equipe vivia. E eu não fugia a essa responsabilidade.”
Dorival fez questão de deixar claro que a rotina de trabalho não se altera de acordo com os resultados recentes, para o bem ou para o mal: “Não é porque tivemos a vitória da semana passada e a vitória de hoje, que amanhã eu vou chegar lá relaxado, tranquilo, achando que as coisas vão acontecer. Não. O trabalho é o mesmo. As cobranças serão ainda maiores.”
Segundo ele, os resultados não seguem uma lógica administrável direta, e a virada teve mais a ver com acúmulo de pequenos ajustes do que com uma mudança pontual: “Os resultados não se administram. Nós não temos condições de fazê-lo. Mas nós estamos buscando um caminho correto de dedicação, de entrega, de comprometimento (…) Eram pequenos detalhes que nos tiravam, às vezes, resultados que já estavam praticamente nas nossas mãos. Então, alguma coisa tinha que melhorar.”
Um dos trechos mais diretos da fala tratou da pressão externa por mudanças durante o período de jejum. Dorival admitiu que havia quem sugerisse alterações na condução do trabalho, mas disse ter optado por manter o rumo: “Não desistimos. Eu não perdi o foco, porque alguns achavam que eu deveria mudar de uma maneira, mudar de outra… se fosse assim, eu estaria, com certeza, sem condições de poder estar à frente de uma equipe como São Paulo.”
O treinador ainda recorreu à própria experiência em outros clubes para justificar a manutenção da estratégia: “Passei por muitas e muitas equipes em que esses problemas aconteceram, e nós soubemos administrá-los. Então, eu confiava que isso pudesse vir a acontecer a qualquer momento.”
Para encerrar, Dorival resumiu o que considera o aprendizado central de todo o processo: “Foi importante acreditar e saber que as suas convicções não podem mudar independentemente de resultados positivos ou negativos. Esse é o ponto principal. Essa é a maior contribuição de um treinador para sua equipe.”








































