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·10 de abril de 2026
Nuno Catarino: «O Benfica não precisa da centralização»

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·10 de abril de 2026

Nuno Catarino, CFO do Benfica, concedeu uma longa entrevista à BTV na qual abordou vários temas da atualidade encarnada. De forma natural, a centralização dos direitos televisivos e o empréstimo obrigacionista recentemente lançado foram questões abordadas.
Lucro de 29M€ no 1.º semestre: «O resultado de 29 milhões de euros é obviamente bastante bom. Mas eu gostaria de ressaltar esta parte de estarmos a falar de um aumento de 6% no resultado recorrente operacional do clube, que aumenta para os tais 6,7 milhões de euros, que eu acho que – se queremos ver o Clube sem o futebol, porque o futebol podemos sempre vê-lo à parte, olhando para a SAD – é talvez a maneira em que se pode ter mais granularidade e melhor entendimento do que estamos aqui a falar.»
Custo das eleições: «A organização das eleições – e é um número que está aqui, está no relatório anual, porque as eleições já aconteceram, já sabemos exatamente quanto é que elas custaram – teve um custo total de 3,2 milhões de euros. Quando fizemos uma orçamentação de 550 mil euros, assumimos um pressuposto de umas eleições que seriam certificadas, mas, como era possível, desde que não houvesse oposição de todas as listas ao voto eletrónico, assumimos uma opção mais económica de poder fazer o voto eletrónico, como já se tinha feito no passado, já para o estrangeiro. Mas também tínhamos aqui um pressuposto, porque também nunca tinha acontecido uma 2.ª volta.»
Empréstimo obrigacionista: «Esta operação enquadra-se na estratégia de financiamento da SAD. Até há bem pouco tempo, a SAD tinha feito recorrentemente empréstimos anuais de três anos, ou seja, três linhas que renovavam todos os anos, porque o prazo é de três anos. Nós alterámos a estratégia no ano passado, fizemos aqui um alongamento de prazos. No ano passado, fizemos uma emissão de quatro anos, neste ano estamos a fazer uma emissão de cinco anos. »
Benfica District: «Não são previsíveis obras de monta, ou de alguma forma, no prazo de um ano. Estamos sempre a falar a um ano de distância para haver obras, tanto que a próxima época desportiva e as seguintes dentro do estádio ocorrerão com toda a normalidade. A partir do próximo ano, haverá algumas disrupções na envolvente do estádio, porque isso decorre das obras. Estamos numa fase ainda de licenciamento. »
Reuniões na Assembleia da República: «Fomos ter uma conversa produtiva, apresentámos um conjunto de preocupações, também detalhámos um bocadinho o que entendemos ser a especificidade do futebol português, que faz com que o nosso projeto não possa ser um copy-paste de outro projeto. Explicámos também que houve um decreto-lei que foi feito num contexto que já não é o de hoje. A forma como se consome e como se vê o produto já é muito diferente do que era há 10 anos, e o decreto de há cinco anos era baseado no que se fazia há 10 anos. »
Centralização dos direitos televisivos: «O Benfica não precisa da centralização para valorizar o produto que comercializa. O Benfica não precisa. Ainda agora foi ao mercado, em condições que já não eram muito fáceis pelo facto de só poder vender um produto para dois anos, quando toda a gente procura um produto a cinco anos, ou a 10 anos. É inaudito ir ao mercado para vender um produto desportivo a 2 anos, porque não há tempo suficiente para um operador, que queira inovar, fazer inovações suficientes no produto para ter resultados. Apesar disso, tivemos um resultado muito melhor do que qualquer pessoa no meio esperava. »









































