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·17 de setembro de 2026

O apagão de dois minutos do Palmeiras em Quito; entenda

Imagem do artigo:O apagão de dois minutos do Palmeiras em Quito; entenda

Dois minutos desfizeram oitenta e nove. O Palmeiras vencia a LDU por 2 a 1 em Quito, com o confronto encaminhado, e viu Michael Estrada marcar aos 45 e aos 48 do segundo tempo para levar tudo para os pênaltis. Quem explicou o apagão não foi Abel Ferreira, expulso no segundo tempo, e sim o auxiliar Vítor Castanheira.

A primeira coisa que ele recusou foi a palavra que estava na boca de todo mundo. “Relaxamento não”, disse. “Nós tínhamos o jogo praticamente controlado e a verdade é que um cruzamento acabou por sobrar a bola e faz o golo, e eles em dois, três minutos acreditam.” Quando um repórter perguntou se havia sido cansaço, a resposta foi curta: “É desgaste, é desgaste, acima de tudo o desgaste.”


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Por que não foi Abel quem falou

Abel Ferreira foi expulso por Wilmar Roldán aos 20 minutos do segundo tempo, depois de reclamar de uma falta não marcada em Andreas Pereira. Com o treinador fora, quem atendeu a imprensa no Rodrigo Paz Delgado foi o auxiliar Vítor Castanheira, português como ele e integrante da comissão desde a chegada ao clube.

A autocrítica que ninguém esperava

Castanheira não vendeu a noite como heroica. Perguntado sobre o que a classificação muda, começou reconhecendo o tamanho do Rodrigo Paz Delgado — “é muito difícil jogar aqui, nós tínhamos que vir com uma estratégia quase perfeita” — e emendou a frase mais dura da coletiva.

A nossa equipa hoje se deu muito pouco. Sofre três golos, mas se deu muito pouco, muito pouco.

Vítor Castanheira, auxiliar técnico do Palmeiras, na entrevista coletiva em Quito

Ele também ofereceu a conta que o clube gosta de fazer. “Mais uma semifinal, é verdade, em sete são seis”, disse, antes de completar que “não é fácil, em sete vezes chegar seis vezes às semifinais”.

O plano dos três zagueiros

O Palmeiras entrou com Bruno Fuchs, Barboza e Murilo na defesa, com Joaquín Piquerez e Agustín Giay pelos lados, num desenho que virou praticamente um 5-4-1 sem a bola. Castanheira confirmou a intenção e explicou o alvo.

“Não podíamos dar espaços entre linhas e principalmente nos corredores, porque é uma equipa que força muito o cruzamento”, disse. “Sempre que a gente recuperava a bola, tentávamos agredir o adversário em transições, e foi o que a gente fez: fechar bem os espaços, ser uma equipa compacta.” A altitude entrou como agravante: segundo ele, o time não conseguia trocar passes como está habituado.

O que foi dito antes das cobranças

Com o agregado empatado e a prorrogação sem gols, o Palmeiras foi para a disputa que historicamente lhe custa caro. Castanheira revelou a conversa. “Vamos ter calma, vamos ter mais uma oportunidade para ganhar o jogo. Nós sabemos aquilo que temos que fazer, e sejam decididos, acima de tudo decididos. Não tenham dúvidas.”

Deu certo: Felipe Anderson, Maurício, Piquerez e Vitor Roque converteram, e o Verdão venceu por 4 a 3. “Felizmente, hoje acabou a maldição dos pênaltis”, comemorou o auxiliar.

O elogio a Carlos Miguel

Carlos Miguel defendeu duas cobranças e virou o nome da classificação. Castanheira falou do goleiro como quem responde a uma cobrança antiga da torcida.

“O que eu posso dizer em relação ao Carlos é que ele merece este momento. Nós sabemos que não só o atleta, o homem, nós nem sempre andamos no mesmo nível, às vezes temos altos e baixos. Mas só há um caminho, que é o que ele fez: é o caminho do trabalho, da dedicação, do foco, e hoje foi recompensado por tudo aquilo que ele tem vindo a fazer ao longo deste tempo.”

O que vem agora

O Palmeiras enfrenta o Fluminense na semifinal, e Abel cumpre suspensão no jogo de ida. O relato da classificação está no texto da vaga nos pênaltis, e a leitura do Portal sobre o desempenho, nas atuações da noite em Quito.

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