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·09 de janeiro de 2026

O dérbi minhoto por quem esteve nos dois lados: «É maior do que um Sporting-Benfica»

Imagem do artigo:O dérbi minhoto por quem esteve nos dois lados: «É maior do que um Sporting-Benfica»

Este sábado temos final inédita, na Taça da Liga e no futebol português, com o SC Braga e Vitória SC a disputarem o troféu. Perante o facto de a final colocar frente a frente os dois grandes rivais do Minho, o zerozero recuperou uma artigo que publicou há cerca de dois anos.

Para tentar perceber esta rivalidade, o nosso portal foi falar com quem já a viveu na 1ª pessoa, dentro das quatro linhas, e o eleito foi Luís Filipe, antigo lateral português, que faz parte de um restrito lote de jogadores a ter representado os dois clubes e um ainda mais restrito lote de atletas a ter vivido este «dérbi dos dérbis»- ou, como o próprio refere «os dois lados das trincheiras».


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«É um dérbi daqueles à séria. Mais vivido intensamente da parte dos adeptos do Vitória do que da parte do SC Braga. Pelo menos eu sempre senti isso. É um dérbi que qualquer uma das equipas quer ganhar e aquele jogo é quase como ganhar uma competição ou uma taça. É visto dessa forma. O que mais me recordo é que os jogos em Guimarães eram sempre mais complicados, principalmente quando fui lá como jogador do SC Braga, do que o contrário. Todos conhecem o fervor que os adeptos do Vitória têm e num dérbi como este ainda mais fervorosos ficam. Passei por algumas fases complicadas, como atacarem o nosso autocarro, quando estava no SC Braga. Não devia acontecer, mas, de certa forma, acaba por empolgar-nos ainda mais. É, sem dúvida, o dérbi dos dérbis», começa por explicar-nos, indo mais longe:

«Recordo os dérbis como bem disputados, durinhos, vivos, com muita intensidade. Para mim, e para todos os jogadores, dava um prazer enorme disputá-los, porque eram muito bem disputados. Era incrível. É o dérbi dos dérbis, sem dúvida nenhuma.» 

E porque é que os adeptos do Vitória SC aparentam viver mais intensamente este jogo? Luís Filipe olha para algo além do desporto: «O Braga está na capital de distrito e se calhar os vitorianos acham que deviam ser maiores que Braga. Não sei se há um síndrome de inferioridade, mas não tem razão de existir porque são dois clubes enormes, com uma massa associativa enorme. Mas sei que sentem mais o jogo que os adeptos do SC Braga. São os adeptos mais fervorosos e, por vezes, ultrapassam os limites.»

Atualmente com 46 anos, Luís Filipe terminou a carreira em 2014, quando jogava no Olhanense, e aproveitou para ficar pelo Algarve, onde seguiu um caminho criou uma empresa de produção de frutos vermelhos. Entre conversas sobre a sua nova vida, chegamos a uma comparação entre os dérbis minhotos, entre SC Braga e Vitória SC, e os dérbis lisboetas, entre Sporting e Benfica, muitas vezes considerados «os maiores do país». Mas a opinião de Luís, que jogou pelos quatro clubes, difere.

«Eu vivi-os de maneira diferente. Em Braga e no Vitória vivi-os mais por dentro, jogava com bastante regularidade, ao contrário dos dérbis que fiz pelo Benfica e Sporting, onde muitas vezes não participava. Logo aí, para mim, há uma diferença grande. SC Braga e Vitória SC, para mim, é um dérbi muito maior do que um dérbi entre Sporting e Benfica. Apesar de ser um grande dérbi, não tem a intensidade e rivalidade que existe entre SC Braga e Vitória SC, talvez por serem duas cidades diferentes. Logo aí já há rivalidade de cidade. No Sporting e Benfica é só rivalidade de clube. Acho que essa rivalidade de cidade é que o torna o dérbi dos dérbis», concluiu.

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