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·14 de junho de 2026

‘O futebol não respeita certidão de nascimento’

Imagem do artigo:‘O futebol não respeita certidão de nascimento’

O futebol brasileiro sempre foi diferente quando teve coragem de olhar para a juventude. Nossos maiores capítulos foram escritos por talentos que não esperaram a idade “ideal” para assumir protagonismo. Eles simplesmente entraram em campo e decidiram.

Em 2010, o Brasil cometeu um erro que muitos consideram histórico ao deixar de apostar em Neymar e Ganso, dois jogadores que encantavam o país e simbolizavam uma renovação necessária. O tempo mostrou que o talento não espera.


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Em 2026, a história parece se repetir. Endrick foi convocado, mas segue sem receber minutos suficientes para mostrar aquilo que já demonstrou em clubes e nas categorias de base. É difícil entender como um atacante com sua explosão, personalidade e poder de decisão permanece no banco enquanto a Seleção busca soluções ofensivas.

O futebol não respeita certidão de nascimento. Respeita qualidade.

A maior prova disso atende pelo nome de Pelé. Aos 17 anos, em 1958, assumiu a responsabilidade de uma Copa do Mundo e entrou para a eternidade com gols decisivos e atuações inesquecíveis. Se tivessem esperado “o momento certo”, talvez o maior jogador da história nunca tivesse escrito aquela página.

Endrick carrega consigo essa mesma ousadia que sempre marcou os grandes craques brasileiros. Não se trata de compará-lo a Pelé, porque comparações desse tamanho são injustas com qualquer atleta. Trata-se de lembrar que o Brasil sempre brilhou quando teve coragem de confiar em seus jovens talentos.

Quem veste a camisa amarela precisa de oportunidade para provar seu valor. E, hoje, fica a sensação de que Endrick seria titular em praticamente qualquer seleção do mundo, mas ainda espera sua chance justamente na seleção do país que mais revelou gênios para o futebol.

Se o passado ensina alguma coisa, é que o medo de apostar nos jovens costuma custar caro. E o Brasil já deveria ter aprendido essa lição.

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