O jogador que vai ressurgir no elenco do Inter e as duas primeiras mudanças propostas por Eduardo Baptista | OneFootball

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JB Filho Repórter

·25 de setembro de 2026

O jogador que vai ressurgir no elenco do Inter e as duas primeiras mudanças propostas por Eduardo Baptista

Imagem do artigo:O jogador que vai ressurgir no elenco do Inter e as duas primeiras mudanças propostas por Eduardo Baptista
  • Eduardo Baptista foi oficialmente apresentado como novo técnico do Internacional e a coletiva ajudou a esclarecer bastante coisa sobre o que a direção pensa e, principalmente, sobre o que o treinador pretende fazer nestes últimos 10 jogos do Campeonato Brasileiro. Antes dele, Alessandro Barcellos, Abel Braga e Fabinho Soldado falaram com a imprensa. O presidente reforçou que o objetivo agora é muito simples: permanecer na primeira divisão. Disse que o clube analisou diferentes alternativas e encontrou em Eduardo as características necessárias para essa missão.
  • Barcellos também afirmou que o Inter fez apenas uma proposta formal para treinador e que ela foi justamente para Eduardo Baptista. É uma versão que naturalmente entra em choque com todas as informações que circularam nos últimos dias sobre conversas com Eduardo Coudet, Zubeldía, Diego Aguirre, Jair Ventura e outros nomes. Pode existir diferença entre consultar, conversar e efetivamente apresentar uma proposta formal. No fim, essa guerra de narrativa não muda muita coisa agora. Eduardo Baptista está contratado e será ele quem terá 10 jogos para tentar salvar o Internacional.
  • Abel Braga fez questão de dar respaldo público ao novo treinador. Disse que entende o direito do torcedor de não gostar da escolha, mas afirmou diretamente para Eduardo que, dentro do clube, ele é uma unanimidade. A frase tem peso justamente porque Abel sabe que existiu uma rejeição grande nas redes sociais desde que o nome começou a circular. Então fez questão de deixar uma mensagem: Eduardo não chegou por acaso, não teve o nome sorteado e foi escolhido pelo departamento de futebol.
  • A primeira informação interessante dada pelo próprio treinador é sobre quando aconteceu o contato. Eduardo contou que só soube efetivamente do interesse depois da partida do Criciúma pela Série B, na terça-feira. Segundo ele, seu agente o preservou até aquele momento e, depois do jogo, apresentou a possibilidade. Eduardo demonstrou interesse, as conversas avançaram rapidamente, os clubes se acertaram e o Inter pagou a multa rescisória. A informação agora é de que o valor ficaria perto de R$ 300 mil, dividido em três parcelas de R$ 100 mil.
  • Na chegada, Eduardo imaginava encontrar um grupo abatido e com a confiança muito baixa. Disse que se surpreendeu positivamente. A recepção dos jogadores foi melhor do que esperava e ele percebeu disposição imediata para assimilar aquilo que está sendo pedido. É um discurso parecido com o de Abel Braga, que também falou em uma energia diferente no vestiário desde a chegada do novo treinador.
  • Eduardo tratou a passagem pelo Inter como a grande oportunidade da carreira e já falou aos jogadores que esses 10 jogos precisam ser tratados como um título. A ideia é essa. Não existe tempo para pensar em construção lenta, processo de seis meses ou grandes revoluções. O título do Inter agora é permanecer na Série A.
  • E apareceu uma pergunta inevitável. No ano passado, Eduardo deu uma entrevista dizendo que não se considerava um treinador “bombeiro”, que não gostava de assumir equipes apenas para apagar incêndios e que funcionava melhor em trabalhos com continuidade. Foi questionado duas vezes sobre isso e respondeu que não vê o Inter como um incêndio. Prefere tratar como um momento de oscilação. Disse ainda que enxerga o projeto como algo de um ano e meio, mesmo tendo contrato inicialmente curto. É uma forma de mostrar confiança no próprio trabalho e na possibilidade de continuidade, embora a realidade imediata seja clara: primeiro ele precisa resolver estes 10 jogos.
  • Dentro de campo, Eduardo já apresentou algumas ideias. Disse que o Inter precisa diminuir espaços defensivamente e aumentar o número de jogadores chegando à área no momento ofensivo. Também voltou a falar muito de bola parada, algo considerado uma característica importante dos seus trabalhos. Um dos auxiliares responsáveis por esse setor ficou no Criciúma, mas Eduardo trouxe outro profissional e afirmou que ele próprio gosta de estudar e trabalhar esse tipo de jogada. Para ele, bola parada decide partida e terá atenção especial nesta reta final.
  • Sobre a queda de rendimento no Criciúma, defendeu o trabalho. Lembrou que a equipe chegou a liderar a Série B, caiu posteriormente, mas continuava disputando a parte de cima da tabela. Na avaliação dele, oscilações fazem parte de um campeonato longo, com 38 rodadas e vários meses de disputa. O mais importante, segundo Eduardo, é que o planejamento do clube catarinense continuava sendo executado.
  • E uma frase resume bem aquilo que ele pretende fazer no Inter: a vitória vale muito. Não importa se o time precisar ser reativo, ganhar numa bola parada ou jogar de uma maneira menos bonita. Precisa ganhar. O Internacional não está numa situação em que pode escolher como conquistar os pontos. Precisa dos pontos.
  • Por isso também não pretende promover uma revolução tática imediata. Eduardo disse que não existe tempo para grandes mudanças e vai aproveitar parte daquilo que já vinha sendo feito. Citou Bruno Gomes e Vitinho pelo lado direito e a possibilidade de variar entre uma linha de quatro e uma linha de cinco defensores. Ou seja, algumas estruturas utilizadas por Pezzolano podem permanecer, mas com ajustes de comportamento.
  • Uma mudança, porém, ficou muito clara: Eduardo Baptista quer um centroavante dentro da área. Disse que gosta de utilizar alas, de chegar pelos lados e colocar a bola na área. Para isso, precisa de um camisa 9 ocupando os zagueiros, brigando por espaço e abrindo caminho para a chegada dos meias e dos próprios alas.
  • Nesse ponto, citou nominalmente Alerrandro, Tonny Sanabria e até jogadores da base como João Bezerra e Raykkonen. Alerrandro, segundo o treinador, vem apresentando uma boa condição nos treinamentos e poderá aproveitar a Data Fifa para fazer trabalhos específicos e melhorar ainda mais fisicamente. Sanabria está com a seleção, mas também é visto como um centroavante de referência. Então tudo indica que, na volta do Brasileirão, contra o Corinthians, o Inter terá um 9 de origem no comando do ataque.
  • No gol, ainda não existe definição. Rochet, Anthoni e Matheus Cunha disputam a posição. Eduardo disse que já conhece o trabalho de Rogério Maia, preparador de goleiros do clube, e pretende utilizar esses dias de treinamento para observar os dois antes de tomar uma decisão em conjunto com a comissão.
  • Bernabei também deve ganhar uma função bastante ofensiva como ala pela esquerda. Vitinho pode atuar tanto aberto por aquele lado quanto numa posição mais interior, funcionando quase como um meio-campista. Eduardo falou bastante de tática e disse, inclusive, que pretende abrir alguns treinamentos para a imprensa, justamente para que seja possível acompanhar melhor seu método de trabalho, sem obviamente entregar informações estratégicas aos adversários.
  • Sobre as categorias de base, a impressão deixada é de que este não será um momento para grandes apostas. Eduardo citou alguns jovens e disse que todos serão avaliados, mas foi direto ao falar que agora precisa encontrar seus 11 titulares e cinco reservas. Com apenas 10 partidas, a prioridade é definir um grupo curto e competitivo, não começar a lançar jogadores simplesmente por lançar.
  • Então a primeira coletiva de Eduardo Baptista deixa um cenário bastante claro. O Inter não terá uma revolução. Terá ajustes. Mais gente na área, centroavante de referência, atenção enorme à bola parada, possibilidade de linha de quatro ou cinco, um time mais direto e uma prioridade acima de qualquer discussão estética: resultado.
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