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·10 de setembro de 2026

O Napoli estreou na Champions League com derrota caseira para o Arsenal

Imagem do artigo:O Napoli estreou na Champions League com derrota caseira para o Arsenal

Nada feito para o Napoli. A equipe azzurra estreou na Champions League com derrota por 1 a 0 para o Arsenal, em uma partida que teve mais competitividade do que propriamente bom futebol. Durante boa parte dos 90 minutos no Diego Armando Maradona, os italianos conseguiram dificultar a vida dos ingleses e mantiveram o jogo aberto até o fim, mas produziram pouco no ataque e acabaram castigados no segundo tempo pelo gol de Ødegaard, aos 75.

Não foi exatamente uma partida daquelas que prendem o torcedor ao sofá. O Arsenal teve mais controle e o mandante Napoli passou longos períodos sem conseguir avançar com a bola, mas a equipe de Massimiliano Allegri conseguiu se manter organizada e evitar que o adversário transformasse seu domínio em uma avalanche de chances. O problema é que também criou pouco para merecer mais do que a derrota em seus domínios.


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O Napoli teve seus melhores momentos no primeiro tempo, sobretudo quando conseguiu encontrar De Bruyne e Politano em posições mais adiantadas. Aos 15 minutos, o belga arriscou de fora da área e obrigou a defesa do Arsenal a trabalhar. Pouco depois, o italiano também finalizou com perigo. O camisa 21 voltaria a aparecer aos 39, em uma das melhores oportunidades napolitanas antes do intervalo, novamente em uma cobrança de falta de média distância que exigiu boa defesa de Raya.

Foi pouco, mas suficiente para manter o Napoli no jogo. Højlund, por outro lado, ficou muito isolado na frente. O Arsenal recuperava a bola rapidamente e conseguia ocupar os espaços antes que os italianos encontrassem caminhos para chegar ao ataque. Saka, Eze e Merino apareceram algumas vezes em boas condições, e Meret precisou trabalhar.

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Meret teve boa atuação no primeiro tempo, mas saiu com dores nos adutores da coxa (Getty)

O goleiro, aliás, vinha fazendo uma boa partida e era o melhor partenopeo em campo. Aos 36 minutos, porém, sentiu uma lesão nos adutores da coxa e precisou receber atendimento. Ainda conseguiu terminar o primeiro tempo, mas não voltou para a etapa final, sendo substituído por Milinkovic-Savic. Foi a primeira de duas perdas importantes para o Napoli durante a partida: Alisson Santos também deixou o campo contundido e, a princípio, os dois devem ficar afastados pelo menos até o retorno da data Fifa.

A saída de Meret foi particularmente ruim para um time que precisava continuar sustentando a pressão do Arsenal. Mesmo assim, o Napoli conseguiu manter o empate por boa parte do segundo tempo. Aos 58 minutos, Allegri tentou mexer no ataque com as entradas de Vergara e Favasuli nos lugares de Alisson Santos e Politano, mas as mudanças não alteraram muito o desenho da partida. Os Gunners continuavam tendo mais iniciativa e o Napoli seguia esperando por uma oportunidade que demorava a aparecer.

Ela surgiu aos 62 minutos. Olivera encontrou Højlund dentro da área, mas a finalização do atacante foi bloqueada. Foi uma das poucas vezes em que o dinamarquês conseguiu receber em uma posição realmente favorável. O problema ofensivo do Napoli estava justamente aí: quando conseguia chegar perto da área, faltava espaço e tempo para finalizar.

O Arsenal também demorou para transformar seu domínio em gol. A entrada de Tzolis, aos 66 minutos, ajudou a mudar o ritmo dos ingleses. Pouco depois, começaram a aparecer novas situações próximas à área napolitana, com o próprio Tzolis, Ødegaard e Hincapié.

Aos 75, saiu o gol. Tzolis encontrou Ødegaard fora da área e o norueguês bateu de pé esquerdo, sem chances para Milinkovic-Savic – a bola ainda tocou na trave antes de entrar. Foi uma jogada simples, mas suficiente para decidir uma partida em que o Arsenal vinha acumulando presença no campo de ataque sem conseguir encontrar o último passe. O chute de fora da área decidiu a peleja.

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Um forte chute de Ødegaard decidiu a partida e levou o Napoli à terceira derrota seguida em 2026-27 (Getty)

Allegri ainda tentou buscar uma reação. David Neres entrou no lugar de Højlund e Lucca substituiu Lobotka, deixando o Napoli com uma formação mais ofensiva. O problema foi que, ao mesmo tempo, a equipe perdeu parte da estrutura que vinha permitindo resistir ao Arsenal. Mesmo precisando do empate, não conseguiu transformar os minutos finais em uma pressão de verdade.

E ainda foi o Arsenal quem esteve mais perto do segundo gol. Madueke e Tzolis tiveram oportunidades e Milinkovic-Savic precisou aparecer para impedir que a diferença aumentasse. O Napoli terminou a partida sem conseguir fazer o adversário recuar de maneira consistente.

Allegri ficou satisfeito com a maneira como sua equipe se defendeu – muito melhor do que nas derrotas para Como e Inter, na sua opinião. O Napoli conseguiu segurar um adversário forte durante 75 minutos, sofreu poucas situações realmente claras e não se desorganizou mesmo depois de perder Meret. Para uma estreia fora de casa contra o Arsenal, há algo de positivo nisso.

Só que o futebol não vive apenas de organização. O Napoli soma três derrotas em quatro partidas na temporada, e de forma consecutiva. Nesta, em específico, além da resposta para seu torcedor, precisava criar mais – ainda que tivesse o time campeão inglês e vice-campeão europeu do outro lado. De Bruyne tentou organizar as ações e foi uma das poucas referências capazes de acelerar o jogo, enquanto Politano apareceu nas melhores finalizações do primeiro tempo. Højlund, entretanto, participou pouco, e as substituições não encontraram uma solução para o problema.

No fim das contas, é possível gostar da atuação defensiva e ainda assim sair frustrado. O Napoli fez um jogo competitivo, mas pouco divertido de assistir e pouco ameaçador para o Arsenal de Mikel Arteta, um expert na arte de se defender e controlar partidas. O time permaneceu vivo até quase o fim, só que raramente deu a impressão de que poderia realmente vencer. Para a Champions League, esse é o ponto que Allegri terá de resolver nas próximas partidas: manter a solidez que apareceu no Diego Armando Maradona, mas encontrar muito mais futebol quando chegar a hora de atacar. Esse desafio se apresentará na próxima rodada, em visita ao Villarreal – já os Gunners receberão o Lille no Emirates Stadium.

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