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·28 de agosto de 2026
O Palmeiras aprendeu a jogar sem Paulinho

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·28 de agosto de 2026

A nova lesão de Paulinho tem um contexto que os números do acervo do Portal do Palestra deixam mais claro do que qualquer boletim médico: desde que chegou, o atacante esteve em campo em pouco mais de um a cada cinco jogos do Palmeiras.
A conta é simples. O time disputou 125 partidas no período; ele participou de 25 — exatamente uma a cada cinco.
20%
dos jogos do Palmeiras desde a chegada de Paulinho tiveram o atacante em campo
Acervo do Portal do Palestra
Em 2025 o Palmeiras jogou 76 vezes, com 45 vitórias, 16 empates e 15 derrotas. Em 2026, até aqui, são 49 jogos: 32 vitórias, 10 empates e 7 derrotas.
Nesse intervalo o clube foi campeão paulista, chegou às quartas de final da Libertadores e da Copa do Brasil e sustenta 70,8% de aproveitamento no Brasileirão. Flaco López assumiu a artilharia da temporada com 21 gols.
Não é uma constatação contra o jogador — é a medida do problema. O Palmeiras montou um time competitivo sem contar com uma peça pela qual pagou como se contasse.
Um atacante de referência costuma participar da maioria dos jogos de uma temporada. Vinte por cento é o tipo de número que aparece em jogador de fim de carreira, em quem chegou no meio do ano ou em quem passou a temporada inteira no departamento médico. No caso de Paulinho, é a terceira hipótese — e ela se repete desde 2025.
O detalhamento das interrupções está em quantos jogos Paulinho perdeu por lesão, e o diagnóstico desta semana em nova lesão do atacante.
Com Jhon Arias e Ramón Sosa também fora, o ataque de Abel Ferreira fica reduzido a Flaco López e Vitor Roque como referências. A discussão sobre ir ao mercado, que o treinador levantou depois da venda de Allan, ganha um argumento a mais — e desta vez com número em cima.
Os dados de cada temporada estão nas campanhas do Palmeiras em 2026, atualizadas jogo a jogo.















