Portal do Palestra
·31 de agosto de 2026
O Palmeiras é o único brasileiro no top 10 mundial da base

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·31 de agosto de 2026

O Palmeiras foi tratado como elite mundial pela imprensa esportiva espanhola nesta segunda-feira. O motivo não é uma campanha nem um título: é um estudo do Observatório do Futebol, o CIES, que mede quanto cada clube do mundo arrecadou nos últimos dez anos com jogadores formados nas próprias categorias de base. O clube alviverde aparece em nono lugar mundial — e é o único brasileiro entre os dez primeiros.
Os 356 milhões de euros contabilizados pelo levantamento colocam o Verdão à frente de clubes com um século de tradição em formação — e a conta foi fechada antes da venda de Allan ao Manchester City, que ainda não entrou no cálculo. À frente estão Benfica, com 589 milhões, Ajax, com 454, e Chelsea, com 442. O Lyon aparece em quarto, com 423 milhões. O Manchester City é o sexto, com 404, e o Real Madrid o sétimo, com 395.
A distância para o resto do Brasil é o dado mais revelador da lista. O segundo clube brasileiro mais bem posicionado é o Flamengo, em 17º, com 285 milhões de euros. Entre o nono e o décimo sétimo lugar cabe a diferença entre exportar talento com regularidade e exportar de vez em quando.
A leitura publicada na Espanha não trata a base alviverde como fornecedora de matéria-prima barata, e sim como uma academia de formação equiparável às europeias.
Hoje o mercado vê a base do Palmeiras com o mesmo respeito que as grandes academias europeias. A combinação de tecnologia, metodologia e tempo de maturação permite que o clube não apenas descubra, mas maximize o valor de cada talento
Cláudio Fiorito, CEO da Pu0026amp;P Sport Management no Brasil, em tradução livre
A comparação que aparece no texto espanhol é geracional: o que o Palmeiras fez com os nascidos em 2006 é aproximado ao que o Brasil viveu com a geração de 1992, que reuniu Neymar, Coutinho, Alisson e Casemiro na Seleção Sub-20 e chegou rapidamente aos maiores clubes do mundo.
O ciclo começou em 2016, com a ida de Gabriel Jesus ao Manchester City por 33 milhões de euros, e se acelerou nos últimos anos: Endrick ao Real Madrid, Estêvão ao Chelsea, Vitor Reis também ao City — a maior venda de um zagueiro na história do futebol brasileiro — e agora Allan, que entrou direto no pódio histórico do clube, como o portal detalhou em as maiores vendas da história do Palmeiras.
Somam-se a eles Luis Guilherme, no West Ham, Danilo, no Nottingham Forest, Artur, no Zenit, e Kevin, no Shakhtar. Em 2025, o clube superou com folga a própria meta de receita com negociações, e o modelo já foi mapeado pelo portal em as cinco maiores vendas da era Leila, todas saídas da mesma casa.
A geração seguinte já está em campo: o Sub-20 decide o título brasileiro na sexta-feira, no Nubank Parque.







































