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·13 de abril de 2026
O Ponto Cego do MorumBIS: O São Paulo está desperdiçando milhões ao ignorar quem realmente paga a conta

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·13 de abril de 2026

O Ponto Cego do MorumBIS: O São Paulo está desperdiçando milhões ao ignorar quem realmente paga a conta, por Filipe Cunha – Finanças Tricolor
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O São Paulo FC orgulha-se de sua história e de sua torcida, que nos últimos anos tem dado provas consecutivas de fidelidade, quebrando recordes de público no MorumBIS. Mas, enquanto o clube comemora o “torcedor na arquibancada”, pode estar ignorando o maior motor econômico dentro das casas são-paulinas.
Recentemente, o consultor de negócios esportivos Michael Broughton publicou uma análise provocativa intitulada “Hiding in Plain Sight” (Escondido à Vista de Todos). Sua tese é simples, mas brutal para o setor comercial: “A indústria do esporte construiu uma infraestrutura comercial de bilhões de dólares para atingir o homem na arquibancada. Gastou quase nada tentando entender quem comprou o cachecol do time para ele.”
Historicamente, o marketing esportivo foca no homem de 18 a 40 anos. Broughton argumenta que esse público aprendeu a ignorar anúncios, mas é fisgado pela emoção do escudo no peito. O São Paulo não é diferente: nossos planos de Sócio Torcedor, as campanhas de novos uniformes e as parcerias de apostas miram diretamente esse torcedor “ávido”.
No entanto, Broughton nos alerta para um erro estratégico: “O problema é que, como tantas coisas no esporte, [a lógica] para na porta do estádio.” Fora do MorumBIS, a dinâmica financeira é outra.
Broughton cita dados globais que deveriam fazer qualquer diretor financeiro e marketing do Tricolor perder o sono:
Transportando para a realidade tricolor: o torcedor compra o ingresso e a cerveja no pré-jogo. Mas quem compra o enxoval do bebê “nascido são-paulino”? Quem escolhe a camisa oficial que o marido ganha de aniversário ou o presente de Dia dos Pais? Na maioria das vezes, é a mulher — seja ela torcedora fanática ou não.
O autor cita o caso da FanChest, uma empresa de caixas surpresa de times. Eles gastaram fortunas tentando vender para torcedores do sexo masculino. O negócio só decolou quando perceberam que seu verdadeiro público era a esposa, a mãe ou a filha do fã.
“O alvo nunca foi o fã. Era a parceira, mãe, filha ou irmã do fã”, diz Broughton.
Para o São Paulo, isso significa que a rede SPFC Mania e os licenciamentos do clube podem estar falando com a pessoa errada. Se o marketing do clube foca apenas no “sentimento e glória” para atrair o homem, ele falha em oferecer conveniência, curadoria e segmentação para a mulher que detém o maior poder de compra da família.
Para traduzir a visão de Michael Broughton em receitas para o São Paulo, o clube precisaria de três mudanças de postura, na visão do Finanças Tricolor:
O São Paulo tem uma oportunidade de ouro de sair na frente dos rivais brasileiros. Enquanto todos brigam pelo padrão “homem de 18-40 anos”, o clube que entender que a mulher é a principal gestora financeira do lar terá acesso a uma fatia muito maior do consumo.
Como Michael Broughton encerra seu artigo: “Ela esteve escondida à vista de todos. A questão é: qual organização finalmente vai olhar para ela?”
Está na hora de o Tricolor parar de olhar apenas para o gramado e começar a olhar para quem realmente assina o cheque dentro de casa.




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