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·28 de agosto de 2026
O problema que acompanha o Palmeiras desde a volta do Mundial

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O Palmeiras voltou a campo em 22 de julho, depois da pausa da Copa do Mundo, e até o clássico com o Santos, em 26 de agosto, disputou 11 partidas em pouco mais de um mês. Em nenhum momento desse intervalo Abel Ferreira teve o elenco inteiro à disposição: a lista do departamento médico mudou de nomes várias vezes, mas nunca ficou vazia.
O quadro mais recente foi divulgado na quinta-feira, 27 de agosto, depois da vitória por 3 a 0 sobre o Santos. Dois titulares saíram da partida com problemas confirmados por exame, e um terceiro precisou ser avaliado.
Joaquín Piquerez teve um edema na coxa direita diagnosticado — o segundo problema físico dele em cinco dias — e Jhon Arias sofreu uma lesão leve na mesma região. Já Gustavo Gómez, substituído no intervalo por desconforto muscular, não teve lesão detectada e segue liberado.
De todos, o único com retorno próximo é Paulinho. O atacante já iniciou a transição física, e a comissão técnica mira o jogo de volta contra o Santos, na Vila Belmiro, como alvo realista para tê-lo de novo à disposição.
A pausa do Mundial não funcionou como período de recuperação para todo mundo. Vitor Roque, que passou por cirurgia no tornozelo, Ramón Sosa e Felipe Anderson só voltaram a ficar à disposição depois do intervalo — ou seja, o Palmeiras retomou a temporada já operando com o elenco reduzido, e não com um grupo descansado.
Esse acúmulo foi tema recorrente nas coletivas de Abel Ferreira em agosto. Depois do clássico com o Santos, o treinador descreveu o grupo como “bem, bem enxuto” e lamentou ter “dois ou três lesionados que nos dariam outras soluções”.
A saída encontrada foi tática. Abel passou a usar com frequência o sistema com três zagueiros e a improvisar jogadores fora da posição de origem. O volante Emiliano Martínez começou cinco dos 11 jogos do período atuando entre os defensores, e Barboza virou alternativa imediata sempre que Gómez precisou sair.
Mesmo assim, o treinador descartou poupar titulares no Brasileirão. A decisão coloca pressão sobre a próxima sequência: visita ao Mirassol no domingo, volta das quartas da Copa do Brasil na quarta-feira e clássico com o Botafogo no Rio, tudo antes de receber a LDU pela Libertadores. A escalação para o primeiro desses jogos ainda depende de reavaliações, e o cenário repete o que o clube já havia enfrentado às vésperas de outras decisões nesta temporada.







































