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·20 de março de 2026
O 'puxão de orelha' em 15 minutos: como Léo Jardim acabou com a preguiça tática do Flamengo no vestiário

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·20 de março de 2026

O placar de 3 a 0 contra o Remo pode sugerir uma noite de absoluta tranquilidade no Maracanã, mas os bastidores do intervalo revelam um Leonardo Jardim insatisfeito com o que viu na primeira etapa. O treinador português não se deixou enganar pelo alto índice de controle de jogo e usou um termo técnico contundente para descrever o desempenho inicial de seus comandados: posse de bola estéril. Para ele, o Flamengo estava aceitando a marcação adversária de forma passiva.
Na coletiva, Jardim detalhou como identificou que o time circulava a bola sem agredir o bloco defensivo do Remo, o que acabava gerando riscos desnecessários lá atrás. O técnico foi enfático ao explicar que o domínio territorial, sem infiltração, é um convite ao contra-ataque do oponente.
"Hoje, a primeira parte, acho que aquela posse de bola estéril aconteceu muitas vezes. Circulámos muito a bola, mas não fomos agressivos para entrar dentro do bloco defensivo do adversário. E isso proporcionou muitas perdas de bola, que deu alguns lances de contra-ataque", analisou o treinador.
A mudança de postura na volta para o segundo tempo não foi obra do acaso. Jardim revelou que o intervalo foi usado para um debate tático intenso com os jogadores. O foco passou para o centro do campo, exigindo que os meias e pontas parassem de "fugir" do contato e passassem a buscar o jogo entre as linhas de marcação do Remo.
O treinador destacou que a inteligência do elenco foi fundamental para que a teoria virasse prática de forma imediata. A exigência por verticalidade e eficácia substituiu a troca de passes burocrática dos primeiros 45 minutos.
"Foi um assunto que eu debati com os jogadores no intervalo. Nós debatemos que tínhamos que ser mais eficazes em termos de jogar entre linhas, do que somente circular a bola por trás, de um lado para o outro. E foi isso que os jogadores fizeram. Em 15 minutos jogamos e resolvemos o jogo", revelou Jardim.
A eficácia cobrada pelo técnico apareceu de forma avassaladora logo na retomada da partida. O Flamengo que voltou do vestiário foi mais compacto, pressionando a saída de bola e ganhando as chamadas "segunda bolas", o que sufocou qualquer tentativa de reação do Remo. Para Jardim, os 15 minutos iniciais do segundo tempo foram o modelo ideal do que ele projeta para o futuro da equipe.
Com o placar resolvido rapidamente, o técnico pôde gerir o elenco e poupar peças para o clássico contra o Corinthians, no domingo (22), mas a lição sobre a posse de bola ficou clara. O Flamengo de Jardim não quer o controle pelo controle; quer a bola como uma ferramenta de destruição do adversário.
"Fizemos 15 minutos dentro daquilo que nós gostamos de fazer, pressionar alto os blocos, as linhas próximas, ganhando a primeira e a segunda bola, criando as situações. E claro, depois do 3 a 0, por estratégia, rodamos alguns jogadores", concluiu o comandante.
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