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·22 de janeiro de 2026

O que acontece após renúncia de Casares? Entenda quem assume e os próximos passos

Imagem do artigo:O que acontece após renúncia de Casares? Entenda quem assume e os próximos passos

Julio Casares não é mais presidente do São Paulo. Na última quarta-feira, horas antes da bola rolar para o duelo contra a Portuguesa, o dirigente apresentou a carta de renúncia e abriu mão da cadeira presidencial 11 meses antes do fim do mandato. A decisão acontece poucos dias após a aprovação do processo de impeachment por parte do Conselho Deliberativo do clube.

Casares renunciou ao cargo antes de passar pela última instância do processo de impeachment: a Assembleia Geral dos Sócios, que ainda não havia sido agendada por Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo. Diante da renúncia, não há mais necessidade para o pleito dos associados acontecer.


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Após o afastamento de Casares, Harry Massis Júnior, vice-presidente da atual gestão havia assumido o cargo, ainda que de maneira provisória — o cenário seria mantido até que os sócios ratificassem o impeachment ou não. Contudo, a renúncia do mandatário acelerou o processo.

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Foto: Divulgação/São Paulo

Assim, Harry Massis Júnior permanecerá como presidente do São Paulo até o fim do mandato que seria de Casares — ou seja, até o final de 2026, quando serão convocadas novas eleições. Tal informação é confirmada pelo Artigo 115, da Seção III, do Capítulo XII. Veja, abaixo, o que diz o texto:

Artigo 115 / Em caso de renúncia ou morte do Presidente Eleito, o Vice-Presidente assumirá a presidência, até o término do seu mandato.

Parágrafo único / O Presidente substituto poderá candidatar-se a uma reeleição imediata, se a sua posse tiver ocorrido após o início do 20º (vigésimo) mês do início do mandato“.

Caso Massis venha, por algum motivo, a deixar o cargo, quem assume de maneira interina é Olten Ayres, presidente do CD. Ele tem a obrigação estatutária de convocar novas eleições dentro do prazo de 30 dias.

Casares ainda tem direitos políticos?

A renúncia e o impeachment trariam consequências distintas para Julio Casares no São Paulo. Ao abrir mão da cadeira presidencial antes do término do mandato, o dirigente manteve a posição no Conselho Consultivo do clube. O órgão é formado por ex-presidentes do Tricolor e do Conselho Deliberativo. Em caso de destituição, por exemplo, ele perderia a participação.

Além disso, Casares também deve permanecer como sócio e conselheiro do São Paulo e poderia até mesmo se candidatar às eleições presidenciais do clube em 2029, já que não poderia concorrer pelo terceiro mandato em 2026. Ele ainda poderia ocupar cargos diretivos nas próximas gestões.

Quem é o novo presidente do São Paulo?

Harry Massis Júnior, de 80 anos, é empresário e sócio do São Paulo desde 1964. Conselheiro vitalício do clube, o profissional já exerceu diferentes funções no Tricolor. Entre 2001 e 2002, por exemplo, atuou como diretor adjunto de futebol. Também já foi diretor adjunto adminstrativo entre 1992 e 1993.

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(Foto: Rubens Chiri/SPFC)

Primeiros passos de Massis

Massis assumiu o comando do São Paulo de maneira interina na última sexta-feira, logo após o afastamento de Casares no Conselho Deliberativo. No mesmo dia, ele fez um breve discurso à imprensa, saudou os torcedores presentes no local e foi cobrado por Baby, presidente da Independente, uma das principais torcidas organizadas do Tricolor.

Um dia depois, Massis se reuniu com jogadores e membros da comissão técnica para uma conversa no auditório do SuperCT. O empresário também marcou presença no clássico contra o Corinthians, pelo Campeonato Paulista, no que foi seu primeiro jogo oficial como presidente do São Paulo.

Por fim, na última quarta-feira, o novo presidente tricolor começou a promover alguns cortes. Após a renúncia de Julio Casares, foi definido que Marcio Carlomagno, superintendente geral, deixará o clube após o dia 2 de fevereiro. Já Antônio Donizete Gonçalves, conhecido como Dedé, deixou o cargo de diretor do clube social do São Paulo.

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