O que explica o salto do futebol feminino em Portugal? Entenda | OneFootball

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·15 de setembro de 2026

O que explica o salto do futebol feminino em Portugal? Entenda

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O futebol feminino de Portugal mudou de escala porque passou a contar com uma estrutura mais organizada de formação e competição. A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) teve papel central nesse processo.

A Agência RTI Esporte apurou que ao ampliar categorias, competições e oportunidades, a entidade ajudou a criar uma cadeia capaz de levar mais atletas da iniciação ao alto rendimento. Os números dimensionam o resultado obtido nos últimos anos.


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Na temporada 2018/2019, Portugal tinha 5.584 jogadoras de futebol de campo registradas. Em junho de 2026, eram 13.873. A quantidade de equipes também aumentou. Eram 550 em 2018/2019 e chegaram a 1.498 em 2024/2025.

No mesmo período, 420 clubes passaram a integrar essa estrutura. O dado mais importante, porém, está na mudança do ambiente. Portugal passou a oferecer mais oportunidades para uma menina entrar no futebol, competir e seguir uma trajetória esportiva.

A FPF criou um percurso para as jogadoras

A estratégia também avançou nas categorias de base, com maior espaço para os torneios sub-13, sub-15 e sub-17 e novas oportunidades de iniciação. A medida busca reduzir uma dificuldade histórica do futebol feminino: manter atletas entre a formação e o alto rendimento.

A FPF também ampliou o espaço para profissionais da modalidade, como treinadoras, árbitras e integrantes de comissões técnicas. A expansão fortalece o ecossistema e amplia o potencial de mercado para formação, competições, patrocínios e serviços ligados ao futebol feminino.

Alguns clubes passaram a elevar o investimento em Portugal

A mudança encontrou resposta em clubes específicos. Benfica, Sporting, Braga e Torreense ampliaram o trabalho no futebol feminino, embora em dimensões diferentes. Os Encarnados são o principal exemplo esportivo.

O clube conquistou títulos nacionais e passou a representar Portugal na Liga dos Campeões Feminina. Sporting, Braga e Torreense também ganharam espaço, acompanhando a evolução da Liga BPI e a elevação do nível competitivo.

Profissionalizar uma modalidade exige mais que contratar jogadoras: envolve comissão técnica, estrutura médica, viagens, campos, base e logística. Com a elevação do nível competitivo, os custos aumentam, tornando a expansão difícil de sustentar sem novas fontes de receita.

O dinheiro será decisivo para a próxima etapa

O principal desafio de Portugal agora é transformar a audiência potencial em receita recorrente. Patrocínios, direitos de transmissão, bilheteria e exploração comercial ainda precisam ganhar peso suficiente para financiar a operação.

A dependência de recursos dos clubes ou institucionais aumenta a vulnerabilidade a cortes orçamentários. Uma liga maior também precisa gerar interesse de marcas e mídia para transformar a expansão em receita; caso contrário, amplia sobretudo as despesas.

Por outro lado, uma base maior cria ativos que podem gerar valor no futuro. Jogadoras formadas localmente podem alimentar as equipes profissionais e, eventualmente, produzir receitas com transferências.

Crescer virou uma questão de modelo de negócio

Portugal já resolveu parte do problema esportivo: existem mais atletas, equipes e caminhos de formação. O próximo passo é econômico. A FPF ajudou a construir a estrutura. Alguns clubes elevaram o investimento.

Agora, o principal objetivo é criar receitas que acompanhem essa expansão. A diferença para Inglaterra, Espanha e França está também na capacidade de transformar o futebol feminino em um mercado autossustentável.

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